Continuo a ter em grande rotação o DVD do concerto dos Take That, mas chateia-me não ter uma versão mais portátil. Nem estou a falar do vídeo, mas sim do som, porque as músicas têm arranjos muito interessantes no concerto.
Decidi investigar o assunto: tem de haver uma maneira de guardar o som e converter em MP3.
E há. Milhentas.
Devo ter experimentado há vontade mais de 10 softwares diferentes. Acabei por capturar em ficheiro MP3 o som do DVD, mas isso dava um ficheiro de 1h e 49m. Com um editor de audio, cortei o ficheiro nas 18 músicas, e importei para o iTunes.
Estou a ouvir o concerto neste momento. Fantástico. Assim posso finalmente dar algum descanso ao DVD. ;)
sexta-feira, abril 25, 2008
Karl III
Vamos lá acabar com esta história do Karl Pilkington, que vocês não só já devem estar fartos, como se devem começar a interrogar sobre a minha obsessão com o homem.
Afinal, ele redimiu-se e admitiu que poderá haver mais podcasts. Vamos a ver.
Afinal, ele redimiu-se e admitiu que poderá haver mais podcasts. Vamos a ver.
terça-feira, abril 22, 2008
Karl II
(Desculpem este aparte em inglês)
Karl, you fucking bald manc twat!
Segundo o Ricky, o Karl recusa-se a fazer mais podcasts, e por isso ele agradeceu todo o esforço, mas pediu-nos que retirassemos os posters.
Esta manhã, ao ler a notícia, retirei tristemente o meu poster da janela, mas tinha que o pendurar em algum lado. Acabou por ficar na estante, e por levar uns murros naquela cabeça perfeitamente redonda, "like a fuckin' orange".
Estou muito irritada.
Karl, you fucking bald manc twat!
Segundo o Ricky, o Karl recusa-se a fazer mais podcasts, e por isso ele agradeceu todo o esforço, mas pediu-nos que retirassemos os posters.
Esta manhã, ao ler a notícia, retirei tristemente o meu poster da janela, mas tinha que o pendurar em algum lado. Acabou por ficar na estante, e por levar uns murros naquela cabeça perfeitamente redonda, "like a fuckin' orange".
Estou muito irritada.
segunda-feira, abril 21, 2008
Uma pérola do Karl
Estou a ouvir um dos últimos programas de rádio da XFM com o Ricky Gervais e o Stephen Merchant, com a cabeça mais redonda do mundo mais conhecida por Karl Pilkington.
Aqui está um exemplo perfeito do tipo de pensamento que circula dentro daquela esfera:
(A falar sobre a evolução)
Karl - I think we would probably have been better off staying as a fish.
(Risos)
Karl- Just 'cause, there's more water than land, ain't it?
Stephen - Right.
Karl- And you wouldn't drown. (...) No, but it went, d'you know what I mean? From... it was bacteria, fish, mermaid, man...
(Gargalhadas)
Aqui está um exemplo perfeito do tipo de pensamento que circula dentro daquela esfera:
(A falar sobre a evolução)
Karl - I think we would probably have been better off staying as a fish.
(Risos)
Karl- Just 'cause, there's more water than land, ain't it?
Stephen - Right.
Karl- And you wouldn't drown. (...) No, but it went, d'you know what I mean? From... it was bacteria, fish, mermaid, man...
(Gargalhadas)
quinta-feira, abril 17, 2008
A Televisão
Então, ontem acabei por ir buscar a televisão que tinha comprado. Pedi ao Ricky que viesse comigo para me ajudar e lá fomos nós.
Ir buscar a televisão foi a parte mais fácil. Sair do supermercado foi mais complicado, mas uma jovem lá telefonou para aqui e para ali, e lá nós deixou passar, com um sorriso simpático.
Depois fomos para a paragem do autocarro que nunca mais vem, mais conhecido por 380. Lá agarramos na caixa e fomos para uma paragem diferente. Imediamente apareceu um autocarro e 15 minutos depois estávamos em minha casa.
O Ricky dedicou-se a abrir a caixa e a montar o pé da televisão, enquanto eu preparava o jantar. Finalmente, abri o saco com os cabos e com o comando, ligo a tv à corrente, e começo a olhar à minha volta. Volto à caixa. Comando, check, pilhas para o comando, check, manual, check, pano especial para limpar a tv, check.
E o cabo para ligar a tv ao sinal? Nada. Não vem incluido. O que quer dizer que ainda não foi ontem.
Hoje já fui comprar o cabo à Fnac. Será desta?
Ir buscar a televisão foi a parte mais fácil. Sair do supermercado foi mais complicado, mas uma jovem lá telefonou para aqui e para ali, e lá nós deixou passar, com um sorriso simpático.
Depois fomos para a paragem do autocarro que nunca mais vem, mais conhecido por 380. Lá agarramos na caixa e fomos para uma paragem diferente. Imediamente apareceu um autocarro e 15 minutos depois estávamos em minha casa.
O Ricky dedicou-se a abrir a caixa e a montar o pé da televisão, enquanto eu preparava o jantar. Finalmente, abri o saco com os cabos e com o comando, ligo a tv à corrente, e começo a olhar à minha volta. Volto à caixa. Comando, check, pilhas para o comando, check, manual, check, pano especial para limpar a tv, check.
E o cabo para ligar a tv ao sinal? Nada. Não vem incluido. O que quer dizer que ainda não foi ontem.
Hoje já fui comprar o cabo à Fnac. Será desta?
terça-feira, abril 15, 2008
Dia do Esquecer
Chego ao laboratório e gasto a manhã a pôr o computador a funcionar.
Telefono para o supermercado onde na 6a feira comprei o raio de um LCD, que me ficou prometido ser entregue, para saber por onde andava o aparelho. Lamentam, mas afinal não fazem entregas.
Interiormente, salta-me a tampa.
O computador continua sem funcionar.
Antes que me salte a tampa exteriormente também, vou para o laboratório.
Amanhã ...
...vou à lojinha da esquina que FAZ entregas em casa, compro um LCD, e depois vou ao supermercado e peço o meu dinheiro de volta.
...vou levar o meu computador para o serviço e vou pedir à minha chefe um computador novo.
Telefono para o supermercado onde na 6a feira comprei o raio de um LCD, que me ficou prometido ser entregue, para saber por onde andava o aparelho. Lamentam, mas afinal não fazem entregas.
Interiormente, salta-me a tampa.
O computador continua sem funcionar.
Antes que me salte a tampa exteriormente também, vou para o laboratório.
Amanhã ...
...vou à lojinha da esquina que FAZ entregas em casa, compro um LCD, e depois vou ao supermercado e peço o meu dinheiro de volta.
...vou levar o meu computador para o serviço e vou pedir à minha chefe um computador novo.
segunda-feira, abril 07, 2008
Ele há coisas...
Estive a ler as noticias na Sky news e estou cada vez mais perplexa com a história da Shannon.
A história começou com o desaparecimento em Fevereiro de uma rapariga de 9 anos, ao regressar da natação. A polícia investigou em peso, a mãe e o padrasto deram conferências emocionais. Quatro semanas depois, a polícia força a entrada no apartamento de um tio do padrasto, e encontra a miúda escondida na base de um divã.
Grande alívio, o tio é preso, a Shannon interrogada. Mas não é devolvida à família. Começa-se a suspeitar de envolvimento de outros familiares. A irmã e mãe do padastro são presas por conspiração e libertas sob fiança. O padrasto é preso por posse de imagens pedófilas.
Hoje a mãe é presa. E o tio do padrasto tenta-se suicidar na prisão. E a Shannon continua entregue à Assistência Social.
Mas o que raio é que se passa?
A história começou com o desaparecimento em Fevereiro de uma rapariga de 9 anos, ao regressar da natação. A polícia investigou em peso, a mãe e o padrasto deram conferências emocionais. Quatro semanas depois, a polícia força a entrada no apartamento de um tio do padrasto, e encontra a miúda escondida na base de um divã.
Grande alívio, o tio é preso, a Shannon interrogada. Mas não é devolvida à família. Começa-se a suspeitar de envolvimento de outros familiares. A irmã e mãe do padastro são presas por conspiração e libertas sob fiança. O padrasto é preso por posse de imagens pedófilas.
Hoje a mãe é presa. E o tio do padrasto tenta-se suicidar na prisão. E a Shannon continua entregue à Assistência Social.
Mas o que raio é que se passa?
quinta-feira, abril 03, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
Beautiful World
O ano passado, como escrevi neste post, fui ver o concerto dos Take That.
Já na altura o momento alto do concerto para mim tinha sido a canção Could it be Magic. É uma versão de uma velha música do Barry Manillow que apareceu no primeiro album dos Take That, há 16 anos, cantada pelo Robbie Williams.
Mas a maneira como produziram a música, tentando recriar um ambiente "mágico" é de fazer abrir a boca de espanto. Aliás, não tenho uma única foto desta parte do concerto, porque estava de tal modo fixada, que dei por mim com as mãos juntas a tapar a boca de emoção.
E agora, que o DVD do concerto já saiu, posso partilhá-lo com vocês.
Tenho outros momentos que também gosto muito como o disco beat do Give Good Feeling, ou o clássico Back for Good (comigo e a minha irmã ao fundo da imagem, lol).
Um DVD em grande rotação no meu laptop e uma decisão: próxima tournée sou a primeira a telefonar para comprar bilhetes, mesmo lá à frente, quase no colo deles. LOL
Já na altura o momento alto do concerto para mim tinha sido a canção Could it be Magic. É uma versão de uma velha música do Barry Manillow que apareceu no primeiro album dos Take That, há 16 anos, cantada pelo Robbie Williams.
Mas a maneira como produziram a música, tentando recriar um ambiente "mágico" é de fazer abrir a boca de espanto. Aliás, não tenho uma única foto desta parte do concerto, porque estava de tal modo fixada, que dei por mim com as mãos juntas a tapar a boca de emoção.
E agora, que o DVD do concerto já saiu, posso partilhá-lo com vocês.
Tenho outros momentos que também gosto muito como o disco beat do Give Good Feeling, ou o clássico Back for Good (comigo e a minha irmã ao fundo da imagem, lol).
Um DVD em grande rotação no meu laptop e uma decisão: próxima tournée sou a primeira a telefonar para comprar bilhetes, mesmo lá à frente, quase no colo deles. LOL
terça-feira, março 25, 2008
Agenda
7:00- Chego ao aeroporto. Dirigi-me ao check-in automatico da TAP. Rebusco a mala pelo cartão Victoria, que depois não funciona. Teimo, com o número do bilhete electrónico e lá está a minha reserva, e em segundos tenho boletim de embarque na mão.
7:05- Vou entregar a mala ao drop-off, onde tenho que esperar porque os passageiros para Zurique têm prioridade e meteram-nos para ali.
7:15- O que era suposto ser rápido acaba por demorar 10 minutos. Chego à minha vez e já fecharam o vôo. Telefonema para abrirem o vôo e me aceitarem a mala.
7:20- Passar pela segurança. Fila até ao fim do corredor. Apanho a agente de segurança mais lenta do mundo.
7:35- Vou a correr para a porta de embarque porque o meu vôo parte daqui a 10 minutos. Ainda não começaram a embarcar.
7:55- Ainda na sala de embarque à espera de um autocarro para nos levar até ao avião.
8:15- Dentro do avião, esperamos que retirem as malas de 2 passageiros que não apareceram.
8:30- Esperamos.
8:45- Partimos.
12:15- Aterramos em Bruxelas.
12:25- Vou levantar a mala. Começam a sair as malas de Lisboa, o meu parceiro de viagem brasileiro acena-me adeus de longe, as pessoas vão se dispersando.
12:40- Nada de mala. Junto-me à fila de passageiros que estão na mesma situação. Deve ter ficado um contentor de malas em Lisboa. Dou os meus dados e prometem-me entregar a mala no prazo de 24 horas.
13:39- Apanho o comboio para Leuven.
14:00- Chego a Leuven. Está a nevar. Paro um momento no meio dos flocos que bailam no vento e sorrio. É engraçado como uma manhã cheia de chatices se desfaz. Depois apanho o autocarro para casa.
7:05- Vou entregar a mala ao drop-off, onde tenho que esperar porque os passageiros para Zurique têm prioridade e meteram-nos para ali.
7:15- O que era suposto ser rápido acaba por demorar 10 minutos. Chego à minha vez e já fecharam o vôo. Telefonema para abrirem o vôo e me aceitarem a mala.
7:20- Passar pela segurança. Fila até ao fim do corredor. Apanho a agente de segurança mais lenta do mundo.
7:35- Vou a correr para a porta de embarque porque o meu vôo parte daqui a 10 minutos. Ainda não começaram a embarcar.
7:55- Ainda na sala de embarque à espera de um autocarro para nos levar até ao avião.
8:15- Dentro do avião, esperamos que retirem as malas de 2 passageiros que não apareceram.
8:30- Esperamos.
8:45- Partimos.
12:15- Aterramos em Bruxelas.
12:25- Vou levantar a mala. Começam a sair as malas de Lisboa, o meu parceiro de viagem brasileiro acena-me adeus de longe, as pessoas vão se dispersando.
12:40- Nada de mala. Junto-me à fila de passageiros que estão na mesma situação. Deve ter ficado um contentor de malas em Lisboa. Dou os meus dados e prometem-me entregar a mala no prazo de 24 horas.
13:39- Apanho o comboio para Leuven.
14:00- Chego a Leuven. Está a nevar. Paro um momento no meio dos flocos que bailam no vento e sorrio. É engraçado como uma manhã cheia de chatices se desfaz. Depois apanho o autocarro para casa.
quinta-feira, março 20, 2008
Kelis
O bom (ou não) do iTunes é termos uma loja de música à nossa disponibilidade 24h por dia.
O que significa que nas noites de insónia acabo invariavelmente a explorar a loja e a comprar albuns às tantas da manhã.
A minha ultima compra foi da Kelis. A questão que se pôs foi que album escolher? Acabei por comprar o primeiro, Kaleidoscope. Este album com quase 10 anos fez furor com a música Caught Out There, em que ela canta (grita) "I hate you so much!" num hino contra os homens.
Ainda no mesmo album, e para verem as vários direcções onde ela nos leva, está esta belíssima balada "Get along with you".
É claro que isto foi apenas o princípio da carreira dela, que eu tenho seguido de maneira irregular.
Da próxima talvez compre o segundo album, Wanderland.
O que significa que nas noites de insónia acabo invariavelmente a explorar a loja e a comprar albuns às tantas da manhã.
A minha ultima compra foi da Kelis. A questão que se pôs foi que album escolher? Acabei por comprar o primeiro, Kaleidoscope. Este album com quase 10 anos fez furor com a música Caught Out There, em que ela canta (grita) "I hate you so much!" num hino contra os homens.
Ainda no mesmo album, e para verem as vários direcções onde ela nos leva, está esta belíssima balada "Get along with you".
É claro que isto foi apenas o princípio da carreira dela, que eu tenho seguido de maneira irregular.
Da próxima talvez compre o segundo album, Wanderland.
quarta-feira, março 12, 2008
A ordem
Após uma discussão sobre a politica americana, chegámos a uma conclusão. É esta a ordem de voto dos eleitores (republicanos ou democratas):
-homem branco
-homem preto
-homem latino
-mulher branca
-todos os outros homens
-todas as outras mulheres
Hmmm, parece-me que existe aqui um factor decisivo, que não a politica....
-homem branco
-homem preto
-homem latino
-mulher branca
-todos os outros homens
-todas as outras mulheres
Hmmm, parece-me que existe aqui um factor decisivo, que não a politica....
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Friends
A cozinha cheira a caipirinha, do resto de sumo de lima com açucar de cana que ficou dentro da taça.
Uma pilha de loiça acumula-se ao lado do lava-loiça.
A sala parece estranhamente arrumada e vazia.
Deixo a loiça para outro dia e molho um dedo no «xarope» de caipirinha.
Subo para o quarto, deito-me e vejo novamente o filme no computador.
E eles estão comigo outra vez.
Uma pilha de loiça acumula-se ao lado do lava-loiça.
A sala parece estranhamente arrumada e vazia.
Deixo a loiça para outro dia e molho um dedo no «xarope» de caipirinha.
Subo para o quarto, deito-me e vejo novamente o filme no computador.
E eles estão comigo outra vez.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Misses Austen e Bronte
Um dos meus livros favoritos sempre foi o "Pride and Prejudice" de Jane Austen, e a minha cópia da Penguin, velhinha e gasta, mostra bem essa preferência. E o curioso, é que tem sobrevivido durante diversas fases da minha vida.
Primeiro, a adolescência. Aquela ideia do heroi a cavalo, do príncipe encantado, misturada com um Mr. Darcy a mergulhar num lago e a cirandar pelo campo com a roupa molhada colada ao corpo. Ah, belas recordações dos risinhos que eu e as minhas amigas partilhavamos...
Depois, a consciência. A ironia das situações, a mesquinhez das personagens, as descrições da sociedade. Tudo isto dá-me tanto gozo como o romance.
Esta semana tenho re-descoberto outras obras de Jane Austen, através das sempre magnifícas adaptações da BBC. Vi a versão do Sense and Sensibility, que está bastante correcta e não é inferior ao filme, excepto no que toca ao papel do Coronel Brandon, pois tentar preencher as botas do fabuloso Alan Rickman é uma tarefa impossível.
Em seguida, fui para Persuasion. E começou a saga dos galãs masculinos. Colin Firth, tantos anos depois, tens finalmente adversários à altura do teu Mr. Darcy. O actor Rupert Penry Jones põe qualquer mulher de cabeça perdida, portanto é a escolha ideal para Capitão Wentworth. Ele e Sally Hawkins fazem um belo par.
E aqui, graças ao poder do YouTube, desviei-me para outro romance favorito, Jane Eyre de Charlotte Bronte. O livro que li, ainda antes da adolescência, era uma versão adaptada a meia dúzia de páginas, mas sempre foi das minhas favoritas. Agora, descubro que foi feita uma versão para televisão recentemente, e basta ver a primeira cena com o Mr. Rochester para ficar de queixo caido. Descubro um actor chamado Toby Stephens, e que actor! Que qualidade, que expressão, até a voz, o andar, a postura. Fantástico e talentoso.
Aqui deixo as minhas recomendações, que põe qualquer um a suspirar, e com um estado de espirito bem romântico.
Primeiro, a adolescência. Aquela ideia do heroi a cavalo, do príncipe encantado, misturada com um Mr. Darcy a mergulhar num lago e a cirandar pelo campo com a roupa molhada colada ao corpo. Ah, belas recordações dos risinhos que eu e as minhas amigas partilhavamos...
Depois, a consciência. A ironia das situações, a mesquinhez das personagens, as descrições da sociedade. Tudo isto dá-me tanto gozo como o romance.
Esta semana tenho re-descoberto outras obras de Jane Austen, através das sempre magnifícas adaptações da BBC. Vi a versão do Sense and Sensibility, que está bastante correcta e não é inferior ao filme, excepto no que toca ao papel do Coronel Brandon, pois tentar preencher as botas do fabuloso Alan Rickman é uma tarefa impossível.
Em seguida, fui para Persuasion. E começou a saga dos galãs masculinos. Colin Firth, tantos anos depois, tens finalmente adversários à altura do teu Mr. Darcy. O actor Rupert Penry Jones põe qualquer mulher de cabeça perdida, portanto é a escolha ideal para Capitão Wentworth. Ele e Sally Hawkins fazem um belo par.
E aqui, graças ao poder do YouTube, desviei-me para outro romance favorito, Jane Eyre de Charlotte Bronte. O livro que li, ainda antes da adolescência, era uma versão adaptada a meia dúzia de páginas, mas sempre foi das minhas favoritas. Agora, descubro que foi feita uma versão para televisão recentemente, e basta ver a primeira cena com o Mr. Rochester para ficar de queixo caido. Descubro um actor chamado Toby Stephens, e que actor! Que qualidade, que expressão, até a voz, o andar, a postura. Fantástico e talentoso.
Aqui deixo as minhas recomendações, que põe qualquer um a suspirar, e com um estado de espirito bem romântico.
terça-feira, janeiro 29, 2008
O Concorde dos electrodomésticos
Este sábado tinha o dia bem preenchido.
Tudo começou a semana passada quando fui pôr a roupa a lavar. Ao passar pelo meu simpático senhorio Wim, bem ao jeito português, lá aproveitei para meter conversa e estar um bocado na palheta. Vai dai, e ele pergunta-me se eu não estaria interessada numa máquina de lavar, que o meu vizinho que lhe tinha dado.
Bem, já que insiste... é claro que estou MUITO interessada numa máquina de lavar roupa. Já tinha decidido comprar uma, mas ainda me estava a custar dar 300 ou 400 euros para poupar a ida à lavandaria automatica. Ficou combinado que no sábado seguinte (este último) ele me iria pôr a máquina lá na cozinha e montá-la.
Uma vez que o electricista também lá ia este sábado, acordei cedo e estava a tomar o pequeno almoço, quando o Wim passou por lá a saber se podia pôr a máquina lá dentro. Enquanto acabei de tomar o pequeno-almoço, ele montou a máquina (teve que tirar o rodapé para a máquina caber, e voltou a colocá-lo). Agradeci-lhe e telefonei à minha mãe para me pôr a par de mezinhas caseiras.
Depois de lavar a máquina, que não vai para nova, lá a pus a lavar. Tudo muito bem, até chegar à centifugação. Eu estava na sala e ouvi um barulho semelhante a um berbequim. "O meu vizinho está em obras", pensei eu.
Qual não foi o meu espanto quando fui investigar e descobri que o barulho, que entretanto tinha subido para um nível supersónico, vinha da minha máquina de lavar! Sim, o som do Concorde a descolar que toda a rua deve ter ouvido nesse sábado vinha da minha cozinha...
Entre rir e olhar feita parva para a máquina, lá acabou o programa. Desci à loja e perguntei ao Wim se tinha ouvido o barulho da máquina. Ele incrédulo, olha para mim e diz "esse barulho era a máquina?". Digo que sim. Ele lança as mãos à cabeça.
Com barulho ou sem barulho, a mim ninguém me tirava a máquina. Lá experimentei carregar nos botões e fazer o segundo programa. Nesta vez consegui evitar o nível supersónico, e só uma vez chegou ao nível do berbequim. Um sucesso.
Entretanto já fiz duas máquinas de roupa e tenho a dizer que lava muito bem, embora demore quase 3 horas, e o barulho da centrifugação é suportável por 5 minutos.
Acho é que não fiz amigos dos vizinhos de baixo...
Tudo começou a semana passada quando fui pôr a roupa a lavar. Ao passar pelo meu simpático senhorio Wim, bem ao jeito português, lá aproveitei para meter conversa e estar um bocado na palheta. Vai dai, e ele pergunta-me se eu não estaria interessada numa máquina de lavar, que o meu vizinho que lhe tinha dado.
Bem, já que insiste... é claro que estou MUITO interessada numa máquina de lavar roupa. Já tinha decidido comprar uma, mas ainda me estava a custar dar 300 ou 400 euros para poupar a ida à lavandaria automatica. Ficou combinado que no sábado seguinte (este último) ele me iria pôr a máquina lá na cozinha e montá-la.
Uma vez que o electricista também lá ia este sábado, acordei cedo e estava a tomar o pequeno almoço, quando o Wim passou por lá a saber se podia pôr a máquina lá dentro. Enquanto acabei de tomar o pequeno-almoço, ele montou a máquina (teve que tirar o rodapé para a máquina caber, e voltou a colocá-lo). Agradeci-lhe e telefonei à minha mãe para me pôr a par de mezinhas caseiras.
Depois de lavar a máquina, que não vai para nova, lá a pus a lavar. Tudo muito bem, até chegar à centifugação. Eu estava na sala e ouvi um barulho semelhante a um berbequim. "O meu vizinho está em obras", pensei eu.
Qual não foi o meu espanto quando fui investigar e descobri que o barulho, que entretanto tinha subido para um nível supersónico, vinha da minha máquina de lavar! Sim, o som do Concorde a descolar que toda a rua deve ter ouvido nesse sábado vinha da minha cozinha...
Entre rir e olhar feita parva para a máquina, lá acabou o programa. Desci à loja e perguntei ao Wim se tinha ouvido o barulho da máquina. Ele incrédulo, olha para mim e diz "esse barulho era a máquina?". Digo que sim. Ele lança as mãos à cabeça.
Com barulho ou sem barulho, a mim ninguém me tirava a máquina. Lá experimentei carregar nos botões e fazer o segundo programa. Nesta vez consegui evitar o nível supersónico, e só uma vez chegou ao nível do berbequim. Um sucesso.
Entretanto já fiz duas máquinas de roupa e tenho a dizer que lava muito bem, embora demore quase 3 horas, e o barulho da centrifugação é suportável por 5 minutos.
Acho é que não fiz amigos dos vizinhos de baixo...
sexta-feira, janeiro 25, 2008
A Festa
Depois do último post, não queria parecer uma depressiva infernal, e portanto quero deixar aqui uma nota positiva. Deixem-me pensar em coisas boas:
-hoje é sexta-feira,
-amanhã recebo uma máquina de lavar,
-vou para a neve durante uma semana,
-as pessoas de quem eu gosto estão vivas e intactas,
-eu estou viva e intacta!
E pronto, agora cai no extremo oposto, que é parecer uma optimista deslambida...
-hoje é sexta-feira,
-amanhã recebo uma máquina de lavar,
-vou para a neve durante uma semana,
-as pessoas de quem eu gosto estão vivas e intactas,
-eu estou viva e intacta!
E pronto, agora cai no extremo oposto, que é parecer uma optimista deslambida...
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Marcar reunião para discutir o meu doutoramento, que tem estado no limbo.
A chefe não aparece.
Toda a gente fala dos seus projectos. Em flamengo.
A minha ideia não é viável. Posta de lado.
Só me resta pensar o que raio estou aqui a fazer realmente, quando podia estar em Portugal, a ajudar a minha mãe, que basicamente aos 27 anos, ainda me suporta, enquanto eu ando por aqui a "fingir" que faço investigação.
A chefe não aparece.
Toda a gente fala dos seus projectos. Em flamengo.
A minha ideia não é viável. Posta de lado.
Só me resta pensar o que raio estou aqui a fazer realmente, quando podia estar em Portugal, a ajudar a minha mãe, que basicamente aos 27 anos, ainda me suporta, enquanto eu ando por aqui a "fingir" que faço investigação.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Boa pergunta!
Ontem, em minha casa:
Jurgen: Carolina, is your toilet in your bathroom?
Eu: *pausei, pensei e respondi* Yes.
Não, ele não se estava a meter comigo. Estava a fazer uma pergunta séria, tendo em conta os hábitos belgas, em que muitas vezes a sanita se encontra num cubiculo separado do resto da casa de banho.
Mas para mim, não deixa de ser uma pergunta hilariante, e cuja resposta em Portugal seria "Onde é que achas que está?".
Jurgen: Carolina, is your toilet in your bathroom?
Eu: *pausei, pensei e respondi* Yes.
Não, ele não se estava a meter comigo. Estava a fazer uma pergunta séria, tendo em conta os hábitos belgas, em que muitas vezes a sanita se encontra num cubiculo separado do resto da casa de banho.
Mas para mim, não deixa de ser uma pergunta hilariante, e cuja resposta em Portugal seria "Onde é que achas que está?".
sexta-feira, janeiro 11, 2008
No Natal...
Não queria deixar passar completamente essa festa de alegria e família que é o Natal, sem colocar aqui a lista de prendas que recebi...
Cá está ele com o seu design inovador. Como o meu portátil anterior, também este é HP com um ecrã de 14', que eu acho ser o tamanho ideal para andar com ele às costas, mas ainda suficiente para se trabalhar bem sem ter de dar cabo dos olhos.
Está bem recheado de mariquices que só interessam a mulheres e/ou geeks, como o comando remoto, a segurança via impressão digital, um rato wireless e uma bolsa com o mesmo desenho que está estampado na tampa do portátil. O ecrã têm um sistema mais sólido de dobradiça, o que é uma coisa que só repara quem teve um computador de tampa "bamba" durante 4 anos, e o teclado é quase idêntico, o que me permite teclar com pouca luz ou sem olhar para o teclado.
Do lado menos positivo, mas não completamente negativo estão duas coisas. O desaparecimento de um botãozinho muito jeitoso, ao lado das teclas de direcção, que me permitia fazer "Back" na internet sem precisar de rato. E o Microsoft Vista. É vistoso, não avança muito ao XP em funcionalidade, e em termos de estabilidade é pior do que o XP com SP2. E em termos de velocidade parece que fiquei na mesma, o que eu muito culpo no Vista, uma vez que o hardware é bem melhor.
Isto acaba por não ser outra coisa que uma desculpa para dizer que recebi um computador novo.
Cá está ele com o seu design inovador. Como o meu portátil anterior, também este é HP com um ecrã de 14', que eu acho ser o tamanho ideal para andar com ele às costas, mas ainda suficiente para se trabalhar bem sem ter de dar cabo dos olhos.
Está bem recheado de mariquices que só interessam a mulheres e/ou geeks, como o comando remoto, a segurança via impressão digital, um rato wireless e uma bolsa com o mesmo desenho que está estampado na tampa do portátil. O ecrã têm um sistema mais sólido de dobradiça, o que é uma coisa que só repara quem teve um computador de tampa "bamba" durante 4 anos, e o teclado é quase idêntico, o que me permite teclar com pouca luz ou sem olhar para o teclado.Do lado menos positivo, mas não completamente negativo estão duas coisas. O desaparecimento de um botãozinho muito jeitoso, ao lado das teclas de direcção, que me permitia fazer "Back" na internet sem precisar de rato. E o Microsoft Vista. É vistoso, não avança muito ao XP em funcionalidade, e em termos de estabilidade é pior do que o XP com SP2. E em termos de velocidade parece que fiquei na mesma, o que eu muito culpo no Vista, uma vez que o hardware é bem melhor.
No geral estou contente com a minha máquina, e muito mimo lhe irei dar, como aconteceu com o meu "mais velho", que levou um disco de 160 Gb, foi adoptado pelo meu pai e está ai para as curvas.
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