terça-feira, setembro 09, 2008

Google parte 2

Eu já tinha falado no imprescindivel papel do Google no caso de plágio de um trabalho meu, mas agora é que o Google se embrenhou intrinsecamente: todos os trabalhos aceites a futuros congressos serão passados pelo Google para verificar se não são cópias de outros artigos.

E isso inclui já o próximo CROI.

Adicionalmente, trabalhos aceites em congressos em que o autor não se apresente com o respectivo poster, não serão posteriormente publicados.

Muito bem.

terça-feira, agosto 12, 2008

O "Tubarão"

Não tenho visto os Jogos Olimpicos, mas vou seguindo os resumos na BBC.

E se eu, como quase meio mundo, estou de olhos postos na corrida do nadador Michael Phelps, para bater o recorde de Mark Spitz, e ganhar 8 medalhas de ouro nos mesmos Jogos (Spitz conseguiu 7 em Munique, 1972).

Mas a BBC está a levar a coisa a outro nível: em estúdio têm um Michael Phelps em cartão de tamanho real, e vão pendurando medalhas de ouro ao pescoço do boneco à medida que Phelps as vai ganhando.

Ontem a apresentadora diz "And guess who's back in the water?" e corta para imagens de água, com a banda sonora do Tubarão (Jaws). Vê-se uma perna, depois um braço a esbracejar na água. A música atinge o climax e uma cabeça sai da água: é o Michael Phelps, com a palavra PHELPS por cima da cabeça.

Hilariante.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Belgas in Portugal

Pois é.

Os meus caros amigos e colegas belgas foram a Lisboa para o casamento da Ana. E claro que o instinto portuga me obriga a ser a melhor cicerone de sempre.

Portanto andei com eles a passear por Lisboa, o que foi muito refrescante porque há muito que não via Lisboa com olhos de turista. Uma pessoa acaba por passar ao lado de coisas fantásticas todos os dias, sem reparar.

Contei-lhes um pouco da história dos monumentos, do pouco que sei e ainda me lembro, e da cidade. Ficaram surpreendidos por ter havido um tsunami em Lisboa e eles não saberem que já tinha havido tsunamis na Europa.

Depois de um jantarinho de bom peixe fresco nas Docas, ainda fomos dar uma volta de carro pela baixa e Parque das Nações.

No dia seguinte o plano era a baixa/Chiado, com especial incidência na loja da Diesel (para o Kristof). Ai foi o festim das compras, e a cultura ficou no dia anterior. Acabaram todos por seguir com sacos de roupa.

A minha mãe também não podia deixar que eles cá viessem e não fossem lá a casa comer. É uma coisa muito portuguesa: impingir comida aos convidados. ;)

Portanto a mesa foi posta com toda a cerimónia e um bacalhau à Gomez de Sá posto no forno.

Gostava de saber um resumo das coisas que eles gostaram e não gostaram de Portugal, mas pelo menos foi esta a impressão com que fiquei:

-acharam a cidade bonita,

-gostaram das lojas (mais coloridas) e dos horários (até à meia noite!)

-adoraram o tempo

-espero que também tenham gostado das pessoas.

segunda-feira, agosto 04, 2008

No sábado não tinha grande coisa para fazer, excepto ir comprar o bilhete para o Marktrock e fazer as compras para a semana.

Portanto, a seguir ao pequeno-almoço/almoço, arranjei-me e pedalei até ao centro. Andei à procura do sítio onde vendiam os bilhetes (uma vez que o quiosque na praça central estava fechado). Encontrei o Secretariado do festival, parei a bicicleta sem me dar ao trabalho de a trancar. Quando ia dar a volta à dita cuja, esta caí mesmo à minha frente, levando-me com ela.

Está longe de ser a primeira vez que caio de bicicleta, portanto levantei-me, levantei a bicicleta, sussurrei umas palavrinhas carinhosas à dita, e segui para a compra do bilhete.

Quando saí para a rua, olho para baixo e tinha a havaiana direita cheia de sangue. Oops. Dou uma espreitadela, mas com o sangue não se consegue ver nada. Lá me encosto à parede para limpar o pé e ver o que se passa. Vejo um corte mas nada de especial. No entanto a havaiana continua bem ensanguentada, e não posso ir às compras naquela figura.

Pedalo de volta para casa, onde descubro, que apesar de não ter rompido as calças (ficaram um bocado esfoladas, mas como uns rasgões até estão na moda, ninguém vai reparar lol), esfolei a perna também. Não consigo encontrar o betadine (casa de ferreiro, espeto de pau) portanto a perna e o pé são lavados com água e levam uns pensos.

O raspão na perna é pequeno, mas incha brutalmente e é o que doi mais. No domingo ainda apanhei uma ponta de febre e andei a fazer pesquisa sobre os sintomas do tétano (não tenho a vacina actualizada).

Conclusão, não fiz compras nenhumas, não arrumei a casa, e estive o fim de semana de sofá. Hoje que tive que andar mais um bocado (mas fui de autocarro!) o raspão na perna doi-me bastante, enquanto o corte que deitou o litro de sangue, está sarado e indolor. Vá-se lá perceber...

Nota mental: ir à farmácia comprar betadine e água oxigenada. Pedir para levar a vacina do tétano.

Será do calor?

Mais uma série de notícias absolutamente horriveis:

-um casal de recém-casados em lua de mel na Antigua, são assaltados a meio da noite, no ultimo dia. Ela tem morte imediata e ele ainda vai ao hospital, é transportado para Inglaterra, onde acaba por falecer.

-um maluco num autocarro no Canada, desata a esfaquear o rapaz que dormia no lugar ao lado. O motorista pára o autocarro, os passageiros fogem, mas conseguem manter o psicopata preso dentro do autocarro. Este entretêm-se a decapitar o rapaz até a polícia chegar.

-outro maluco, desta vez na Grécia, mata a namorada, decapita-a e passeia-se com a cabeça pela cidade. Quando a polícia o tenta prender ainda foge, ferindo mais umas quantas pessoas. Acabou por levar uns balázios bem merecidos e está no hospital.

Completamente horripilantes... *arrepio*

quarta-feira, julho 30, 2008

Casamentos

E a seguir aos bébés... os casamentos! Na verdade devia ser ao contrário. :)

Já acabou a minha época matrimonial, com o casamento mais giro e mais importante: o da Ana. Sim, porque antes deste ainda houve o de uma amiga de curso, e dois colegas do laboratório. Mas este é que se estava a preparar para ser o evento do ano, com o juntar em Carcavelos de família, amigos, portugueses, belgas e mais umas quantas nacionalidades, tudo para ver a rapariga a atar o nó.

Para quem não conheça a Ana, o dia-a-dia dela é passado em jeans e t-shirt, de modo que a ânsia era grande para a ver penteada, maquilhada e em vestido de noiva. Quando ela entrou na igreja, pelo braço do irmão, veio-me uma lagrimita ao canto do olho e, virando-me para a Britta, sussurrei "Acho que vou chorar", ao que ela me respondeu "Eu já estou". :)

Mas não quero desdenhar o noivo, que estava impecável e cheio de charme, com um sorriso à banda e o seu fraque.

Finalmente, não queria deixar de mencionar o coro, que cantou muito bem uns cânticos maravilhosos, principalmente o último, cantado a solo por uma voz masculina, num tom a roçar o fadista.

Seguindo para a recepção, ouvi vários comentários sobre o desejo de vir casar a Portugal. :) Portanto, as pessoas estavam a gostar.

O bom foi que apesar de muitos convidados, os noivos trataram de tudo de um modo muito característico: tiveram tempo para toda a gente, foram a todas as mesas, tiraram fotos com toda a gente, sem ser daquela maneira programada e artificial.

E claro, por detrás disto tudo estava a mãe da noiva, a controlar todos os pormenores, para que tudo corresse bem.

No final, acho que o dia do casamento pode ser o mais bonito de uma vida, mas será também um dos mais esgotantes. Graças a Deus pela Lua de Mel.

PS- E Ana, se estás a ler isto, e ainda estás na Indonésia, é favor desligar o computador e ir para a praia!

sexta-feira, julho 25, 2008

Google

Afinal a situação de plágio que referi anteriormente, continua com novos desenvolvimentos. Tenho a impressão que estamos apenas a começar a desenrolar o novelo desta confusão. Já descobrimos um cumplice, e várias participações em congressos de temáticas tão distintas como o HIV, malária, alimentação e agricultura.

E o engraçado, é que nada disto tinha vindo ao de cima com esta facilidade, roçando os contornos de um episódio do CSI, se não fosse o belo do Google. Com o poder do Google, eu fui à caça destes senhores e descobriram-se mais uns casos de plágio.

Na verdade, esta situação está-se a revelar tão entranhada que não me espantava nada ter que escrever uma carta à Science, a revelar o nome destes "piratas", de modo a impedir que eles facilmente andem por ai a passar férias à custa de bolsas para estudantes de países em vias de desenvolvimento.

Agora estou a começar a ficar zangada...

quarta-feira, julho 23, 2008

Boas novas

As boas novas este fim de semana encaixam todas sob o mesmo tema: bébés.

O meu cantor favorito, Gary Barlow, tinha prometido no seu site boas notícias para breve. Este fim de semana foram reveladas: ele e a mulher Dawn esperam o 3o filho, que se vai juntar ao Daniel de 7 e à Emily de 4.

Para mim, e outras fãs, que o apoiámos durante os bons e maus momentos, da carreira e pessoais, esta notícia trás a mesma alegria que a de um amigo.

A outra boa notícia foi inesperada e maravilhosa. Depois de muitas aventuras e desventuras, algumas bastante sérias, um casal amigo está finalmente para ter o filhote tão desejado.

Esta notícia fez o meu fim de semana, apesar de este ser um dos melhores fins de semana de que há memória, portanto imaginem o quão contente eu fiquei! Eles, excusado será dizer, estavam tão contentes que até brilhavam quando nos contaram a novidade. Foi fantástico.

Say what?

Na 5a feira recebo um email que à primeira leitura me deixou incrédula.

Segura de que tinha havido algum mal entendido ou troca de referências, vou confirmar a informação no email. E para meu espanto, o email estava correcto: tinha havido plágio de um trabalho meu. Plágio este que tinha passado despercebido e andava já na alta roda dos jornais cientificos...

Isto pôs o laboratório todo em alvoroço, pois é certamente inaudito que uma cópia tão descarada, em que simplesmente se substitui "Portugal" por um certo país africano, possa ser aceite em congressos internacionais da matéria, sem levantar qualquer questão em relação a dados tão insólitos.

Depois de meter os meus chefes, os organizadores do congresso e directores de jornais cientificos, ao barulho, estamos a começar a "desenrolar" o novelo, que consiste em vários outros artigos plagiados, sempre pelo mesmo autor, o qual começamos a duvidar que exista até.

Vai haver uma retração dos "trabalhos" deste autor, assim como uma correção à revisão publicada por um grande jornal internacional.

E muita da confiança no sistema do "peer-review" foi sériamente abalada. Isto ainda vai sobrar para certas pessoas, e ficarei surpreendida se não rolarem cabeças.

Totalmente surreal.

terça-feira, julho 15, 2008

Bater sem saber

Um post da Lusitana Paixão e varios posts do Blennius, relembraram-me dessa empresa portuguesa que é o alvo de tanta intolerância fácil dos portugueses: a TAP.

Eu própria gozava com a TAP. Porquê? Um avião deles a sair a horas era um milagre, só igualado por encontrar uma hospedeira simpática e afável. Durante muito tempo a loja online foi uma vergonha, que raramente funcionava, e durante mais de um ano não me contaram milhas porque viajava na classe económica.

O meu pai (que trabalha na manutenção TAP há mais de 25 anos) ia ouvindo as minhas queixas e ia-me pondo a par das novidades: que tinham contratado mais gente para melhorar o site, que havia mais tripulação jovem, etc.

E a verdade é essa: o site está impecável, já me contam milhas, mesmo em económica, e vê-se cada hospedeiro mais engraçado (mesmo que às vezes os ouça fazer comentários pouco profissionais). Os atrasos também melhoraram bastante.

No entanto estou constantemente a ouvir alfinetadas, muitas vezes ignorantes. Como aquela senhora deputada europeia que contava indignada que um vôo anterior tinha ido a Faro deixar meia dúzia de passageiros, antes de seguir para Bruxelas, no que devia ser um vôo directo.

Aqui tenho a dizer duas coisas: durante a greve dos camionistas o aeroporto de Lisboa deixou de abastecer aviões, e estes tinham de para no Porto ou em Faro para meter combustível (com enormes custos para a TAP). Não será isso que aconteceu? Em segundo, o comandante devia ter avisado os passageiros das razões do desvio. Dito isto, tenho no entanto que suspeitar que o comandante o tenha de facto dito, mas que a excelentissima passageira se encontrava ocupada a conversar ou a rever importante legislação.

Outra recente que li no Público foi uma notícia cujo titulo era do género "TAP poupa à custa do conforto dos passageiros". O artigo era sobre o facto da TAP raramente usar as mangas do aeroporto, obrigando os passageiros a ir de autocarro, enquanto que as low-costs as usam.

Como passageira frequente, tenho a dizer que é realmente um incómodo o transporte de autocarro. No entanto, compreendo que as mangas custam dinheiro, e prefiro ir de autocarro a ter de pagar mais 20 ou 30 euros por bilhete. Não sei o que o senhor jornalista preferiria. Ao comentar isto com o meu pai fui informada de mais uns pormenores: muitos dos aviões da TAP não podem ir para as mangas, pois estas não estão adaptadas para os aviões maiores e mais recentes; e que o aeroporto faz condições mais favoráveis às low cost do que à TAP.

Ora, muita gente poderá agora dizer que não sabia isto tudo. Mas eu digo que é preciso tolerância e compreensão, e vão ver que há sempre razões por detrás, sem ser porque "apeteceu ao comandante dar uma voltinha a Faro" ou porque "a companhia gosta de lixar os passageiros".

segunda-feira, julho 07, 2008

A minha tarde

Ontem levantei-me tarde, tomei o pequeno almoço e comecei a fazer pequenas tarefas domésticas.

Depois reparei que ia começar a final masculina de Wimbledon, e já que no dia anterior tinha perdido a final feminina, resolvi sentar-me a ver.

Quando o melhor jogo de ténis de sempre acabou, estava escuro na rua e o dia tinha passado. Comigo em frente da televisão. Não fiz mais nada ontem.

Mas valeu a pena.

O momento final desse jogo de 4h e 48 minutos.

quinta-feira, julho 03, 2008

Técnica

Hoje estava a falar com dois colegas sobre o que fazer para armazenar algum do meu trabalho em nitrogénio líquido.

A partir do momento que eu deixei de ser interveniente directa (apesar de estarmos a discutir o que eu ia fazer), a conversa trocava de lingua.

Hoje não fingi que seguia o que eles estavam a dizer. Simplesmente olhei para o lado, como quando as pessoas estão a falar sobre qualquer coisa pessoal, e por boa educação, nós desviamos a cara.

Curiosamente, a conversa voltou imediatamente para inglês. Acho que descobri aqui qualquer coisa...

USAcentricos

Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço, dei a minha olhadela do costume pelas notícias, via o Yahoo!. Depois do almoço, ponho-me a par das noticias melhor com o Publico e a Skynews.

Um dos cabeçalhos era "Três reféns americanos libertados aterram no Texas". Pouco interessante, mas já agora quis saber de onde tinha sido libertados, Iraque talvez. E começo a ler que estavam sequestrados há 5 anos na Colombia, e juntamente com eles tinha sido também libertada uma tal Ingrid Betancourt.

Ia-me passando. Vendo que não era dali que ia ler um artigo como deve ser, fui imediatamente ao Público, onde li com muita satisfação que a candidata à presidência, que foi raptada há 6 anos pelas FARC, tinha sido de facto libertada e estava de volta a casa.

E enquanto a Europa e a comunidade internacional se congratula com tal libertação, nos EUA esta é uma notícia menor sobre 3 militares americanos.

quinta-feira, junho 26, 2008

Prémios

A Esprit é uma das minhas lojas favoritas aqui na Bélgica (pensem em Salsa, mas com mais bom gosto). Portanto cedo comecei a fazer lá compras, principalmente porque quando está em saldos, são saldos a sério (jeans de 60 euros a 15 euros).

Como aderi ao cartão cliente, mandam-me umas competições online de vez em quando, tipo puzzles, em que podemos ganhar vales de compras, iPods, viagens, etc. Participei em quase todos os jogos e nunca ganhei nada.

Excepto neste último. Talvez por ser o meu mês de aniversário, ganhei dois cheques de 5 euros para compras na loja online. Sendo uma desconfiada natural (não se vive até aos 28 anos sem criar um certo cepticismo saudável), fui à loja virtual, escolhi uma t-shirt barata (10 euros) e procedi para o pagamento.

Aviso: valor mínimo de compras é 25 euros.

Escolhi ao calhas, uma segunda t shirt (total 30 euros) e segui para o pagamento. Aqui juntaram às contas o IVA, mais os custos de envio. Introduzi o meu código promocional, e o preço final fica por 32 euros. Ou seja, oferecendo um cheque de 5 euros, fazem com que a pessoa tenha que gastar no minimo uns 25 euros, em coisas que se calhar nem queria mesmo, como eu.

Resultado: cancelei a encomenda. Alguém quer 2 vales de 5 euros para a Esprit online?

quarta-feira, junho 25, 2008

Babies

A semana passada, com a diferença de 1 dia, dois amigos tiveram bebés. Uma em Portugal, o outro na Bélgica. Uma menina e um menino. A Constança e o Jonathan.

Já vi fotos do rapazote, e espero ver ambos ao vivo em breve. Coisas fofas e irresistiveis, e capazes de gerar uma transformação mágica. Até a expressão no rosto do meu amigo se alterou, e então quando olha para o filho... é inexplicável.

Tenho a dizer que há uns anos não só não acreditava no casamento, como duvidava que tivesse filhos um dia. Ah, o convencimento da juventude! Pensar que era melhor que o relógio biológico.

E principalmente, desde que vim para a Bélgica, que sou bombardeada com imagens de mulheres com os carrinhos de bebés, em que não raras as vezes levam 2 ou 3 exemplares; mulheres grávidas, mulheres e homens pedalando na bicicleta com o bebé atrás. Enfim, uma autêntica campanha de fazer bebés, e pelos vistos as coisas estão a resultar, porque a natalidade está a crescer aqui na Bélgica.

E agora os casamentos. Este ano aqui no laboratório está a ser uma pandemia, portanto suponho que em breve não tardaram a aparecer mais bebés.

E assim vou vivendo estas alegrias via os meus amigos, enquanto espero pela minha vez. Sim, porque enquanto eu me aproximo dos 30 e penso em filhos, a minha mãe aproxima-se dos 60 e pensa em netos... Estou tramada.

quinta-feira, junho 19, 2008

Pormenores

Não sei qual o síndrome que me está a atacar esta semana, mas cada dia que chego ao laboratório encontro razão de me irritar. É suficiente para me fazer ferver lentamente o resto do dia.

Um exemplo é chegar hoje ao trabalho e não ter o meu novo portátil. O meu antigo? Exactamente onde o deixei, em cima da mesa. O novo, que também deixei em cima da mesa? Nada.

O P explica-me que a K, a minha "não-supervisora" (outra razão de irritação), o pôs na sala, fechado à chave, porque não tem seguro caso seja roubado. Então porque deixar um e não o outro? E porque é que passado 2 anos é que me dizem isso?

Porque é que me não me dizem nada durante 2 anos e de repente tenho que ouvir uma "reprimenda" como se fosse uma irresponsável? Fico furiosa.

Eu não sou estúpida. Digam-me as coisas e eu faço.

Mas primeiro têm de se lembrar de me dizer.

quarta-feira, junho 18, 2008

Robyn

Grandes notícias, quase tão excitantes como a vinda da Madonna a Portugal: a primeira parte do concerto da rainha da pop, vai ser feita pela mais forte herdeira à coroa, Robyn.

Eu já conhecia algumas músicas de um albúm anterior que conseguiu ser lançado fora da Suécia, onde a rapariga há muito que é reconhecida.

Vejam só o que vai na cabeça desta maluca.

segunda-feira, junho 16, 2008

Sex and the City

Eu sempre gostei da série. Foi ali que aprendi o que eram "Manolos". Ou "Jimmy's". O que era a Vogue. Apesar de não me identificar com quase nada da série, surpreendia-me sempre o argumento arrojado, e a qualidade do enredo.

Ontem fui ver o filme ao cinema, 4 anos depois da série ter acabado na televisão.

O espirito da série foi mantido impecávelmente: o filme não é muito diferente de um episódio mais longo (os episódios sempre me pareceram curtos). As personagens mantiveram o seu sentido de orientação: a Carrie continua real (a vida) e surreal (as roupas), e o Mr. Big consegue partir-nos o coração e depois derrete-lo, e vice-versa, ao longo do filme.

Gostei do filme, mas sendo um filme que eu fui ver tanto pela história como pelo guarda-roupa, não é certamente o meu filme do ano.

Para fãs da série e fashionistas renhidas.

sexta-feira, junho 13, 2008

Estes Belgas são doidos...

Apesar de eu muito concordar com a Lusitana Paixão em relação às qualidades e atitudes do povo deste país do norte da Europa, às vezes há certas aberrações no comportamente/atitudes que eu não consigo explicar.

Exemplifico:

Este sábado vamos à recepção de casamento de um colega nosso. Temos de lá estar às 19:30. Convenientemente convidada há 2 meses, há muito que já preparei a roupita para a cerimónia (um vestido "reciclado" de outro casamento, admito).

Esta semana discutimos o transporte. A recepção fica relativamente longe de Leuven, quem tem carro não o quer levar (deve ser para poderem beber), e a maior parte nem carro tem. Quando volto do laboratório a discussão já vai em "ir de bicicleta".

Foi ai que eu risquei uma linha clara. Chamem-me snob. Convencida. Antipática. Não-ecologista. Mas eu disse "EU NÃO vou de bicicleta!" A ideia soava tão ridicula que até me ri. Que tal, eu de vestidinho e sandalinha salto alto, enrolada na echarpe, com a bolsinha a tira-colo, a pedalar 1 hora para o casamento do Kris... Ridiculo nem começa a descrever a situação.

A Nathalie defendia que um taxi era caro, seria 4O euros. Concordo, mas a dividir por 3 ou 4 pessoas, não custa nada. Mesmo assim ela dizia ser caro. 10 euros. Para quem não tem meio de transporte, eu achei que ela estava a ser picuinhas.

Deixei-os conversar, uma vez que a conversa estava permanentemente a cair no flamengo, apesar de eu também estar a participar (ou talvez por isso).

Hoje a opção é ir de autocarro. Esta já é uma opção que eu considero razoável e que estou pronta a aceitar, até por companheirismo. Estive a ver na internet, e temos de trocar de autocarro a meio, e sair não sei a que distância da recepção.

Amanhã vou até a estação ter com eles, e depois vou dizer, com toda a minha snobice, convencimento, antipatia e anti-ecologismo, que vou apanhar um taxi, e poupar os pés para dançar. Quem quiser vir comigo é muito bem-vindo.

Quanto apostam que eles vêm comigo?

(Isto tudo depois do activity day em que as mesmas meninas convenceram o Kristof a levar carro, para não terem de ir de bicicleta)

terça-feira, junho 10, 2008

Ricky, Stephen e Karl

De novo juntos!

No dia 5 de Junho, os 3 estarolas gravaram 2 horas "of absolute drivel" para as emissões experimentais da Radio NME.

É claro que o pessoal da Pilkipedia não ia deixar passar esta grande ocasião e já têm disponivel a gravação do programa.

Exemplo:

Karl- If there's any kind of noise, I can't concentrate. My brain's going "what's that noise?", and my ears are going "I don't know, I'm gonna have a look".

Ricky- I love the fact that your brain is talking to your ears.