Ontem apanhei um bocadinho do princípio do Telejornal na RTP Internacional.
E vou lendo o Público todos os dias.
E pensei, ainda bem que não estou em Portugal, para não ter que apanhar com esta pequenez mental mais do que uns segundos e poder mudar de canal sem me preocupar em apanhar a mesma mesquinhez no canal seguinte.
O tema desta vez é o Freeport. Mas podia ser uma relacão amorosa homosexual. Ou um exame feito ao domingo. Ou uns projectos aprovados sem se saber bem como. Ou o negócio do filho do tio, do primo do cunhado...
Não sei, mas não me lembro de ver um ódio tão explicito a uma só pessoa, como nos dias de hoje. Não conheco o senhor, mas votei nele. Discordo de muitas das medidas dele, mas aplaudo outras. Mas acho que ele cometeu o erro que tentar tocar em alguns interesses e vai pagar por isso até ao fim, enterrado na lama até ao pescoco, mereca ou não.
Ele também me tocou nos meus interesses, mas seguimos em frente e lutamos com mais trabalho. E se calhar ainda voto nele nas próximas eleicões.
Mas era preciso mesmo esta vergonha diária nos jornais e televisões?
quinta-feira, janeiro 29, 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Ajuda!!
O Afonso Tiago, um português a fazer um estágio ao abrigo do Inov Contacto, desapareceu em Berlim no dia 10 deste mês.
Uma amiga criou um blog para ajudar nos esforços de encontrar o Afonso:
http://findafonsotiago.blogspot.com/
Vão ao site e passem a mensagem a toda a gente que conhecerem.
Obrigada!
segunda-feira, janeiro 19, 2009
domingo, janeiro 18, 2009
Boas novas, parte 2
Seis meses depois deste post, tenho todo o prazer de dizer que ambos os bébés já nasceram e ambos os pais estão satisfeitos e babados.
O casal meu amigo teve um menino, o João, no dia 13. É o primeiro filho, mas tem muitos primos ansiosos por brincar com ele. :)
O Gary Barlow e a mulher, tiveram uma menina, a Daisy, no dia seguinte, que se vem juntar ao Daniel e à Emily.
O casal meu amigo teve um menino, o João, no dia 13. É o primeiro filho, mas tem muitos primos ansiosos por brincar com ele. :)
O Gary Barlow e a mulher, tiveram uma menina, a Daisy, no dia seguinte, que se vem juntar ao Daniel e à Emily.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
A semana passada
Vou continuar a contar as minhas aventuras na primeira semana na Bélgica.
Percebe-se logo que duas semanas em Portugal me fazem mal... :)
Depois da aventura de segunda-feira, o dia em que viajei para a Bélgica, tenho que dizer que na 3a feira de manhã estava de mau humor. Lá me enrolei na roupa/botas de neve e fui trabalhar. Primeiro detalhe: esqueci-me do passe de autocarro. Ir a pé estava fora de questão com a neve e o gelo (a não ser que me quisesse arriscar a ganhar um bate-cu) portanto lá paguei o bilhete, de dentes cerrados.
No final do dia regressei de autocarro (novo bilhete, dentes cerrados), mas por alguma razão o autocarro não fez o percurso habitual. Felizmente tenho boa orientacão e controlei o percurso, de modo a sair numa paragem que me ficasse conveniente. Dai foi andar 15 minutos pela neve até chegar a casa.
Quarta feira tudo parecia correr bem. Comprei uma pizza para o jantar e segui para casa. Chego à porta e não encontro as chaves. Imediatamente me dá um baque. Tinham ficado na fechadura da porta no trabalho. Volto a pé para o laboratório, porque a essa hora bem podia esperar pelo autocarro, recupero as chaves e caminho de volta para casa. Sempre segurando a minha pizza na mão. O que vale é que era congelada, e congelada se manteve com as temperaturas negativas que estavam.
No dia fartei-me de resmungar. No dia seguinte fartei-me de rir.
Percebe-se logo que duas semanas em Portugal me fazem mal... :)
Depois da aventura de segunda-feira, o dia em que viajei para a Bélgica, tenho que dizer que na 3a feira de manhã estava de mau humor. Lá me enrolei na roupa/botas de neve e fui trabalhar. Primeiro detalhe: esqueci-me do passe de autocarro. Ir a pé estava fora de questão com a neve e o gelo (a não ser que me quisesse arriscar a ganhar um bate-cu) portanto lá paguei o bilhete, de dentes cerrados.
No final do dia regressei de autocarro (novo bilhete, dentes cerrados), mas por alguma razão o autocarro não fez o percurso habitual. Felizmente tenho boa orientacão e controlei o percurso, de modo a sair numa paragem que me ficasse conveniente. Dai foi andar 15 minutos pela neve até chegar a casa.
Quarta feira tudo parecia correr bem. Comprei uma pizza para o jantar e segui para casa. Chego à porta e não encontro as chaves. Imediatamente me dá um baque. Tinham ficado na fechadura da porta no trabalho. Volto a pé para o laboratório, porque a essa hora bem podia esperar pelo autocarro, recupero as chaves e caminho de volta para casa. Sempre segurando a minha pizza na mão. O que vale é que era congelada, e congelada se manteve com as temperaturas negativas que estavam.
No dia fartei-me de resmungar. No dia seguinte fartei-me de rir.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
2a parte: uma aventura de táxi
A chegada a Leuven foi uma surpresa: a praca da estacão estava coberta por 10 cm de neve, e andar e puxar uma mala atrás era um exercício parecido a um equilibrista num arame.
O pior foi o que se seguiu: táxis àquela hora e com aquele tempo nem vé-los, e apesar de ter telefonado a uma companhia de táxis, este nunca se materializou.
Também à espera encontravam-se dois buraquinhos de cu, daqueles que rezam a Alá (porque também há os que rezam a Deus) que prontamente se meteram comigo, e recebendo um olhar tão gelado como os meus pés, se divertiram grandemente a gozar comigo quando conseguiram um táxi. E para provar que eram buraquinhos, quando o taxista voltou, não me quis levar. O que os buraquinhos lhe tinham dito não sei, mas obviamente o taxista também se queria juntar à irmandade.
Também tive os típicos flamengos, que simplesmente roubam o táxi, mas isso já não me surprendeu. Estou aqui há 2 anos: já conheco essa característica de gingeira...
Mais de 30 minutos depois, com os pés congelados, lá veio um táxi, que partilhei com uma Portuguesa que tinha vindo no mesmo võo que eu, e um flamengo que nos tinha pedido educadamente.
Quando cheguei a casa, mal disposta, cansada e congelada, tive de acartar a mala escada acima, batendo com as rodas da mala em cada degrau.
Passava da meia noite e meia.
O pior foi o que se seguiu: táxis àquela hora e com aquele tempo nem vé-los, e apesar de ter telefonado a uma companhia de táxis, este nunca se materializou.
Também à espera encontravam-se dois buraquinhos de cu, daqueles que rezam a Alá (porque também há os que rezam a Deus) que prontamente se meteram comigo, e recebendo um olhar tão gelado como os meus pés, se divertiram grandemente a gozar comigo quando conseguiram um táxi. E para provar que eram buraquinhos, quando o taxista voltou, não me quis levar. O que os buraquinhos lhe tinham dito não sei, mas obviamente o taxista também se queria juntar à irmandade.
Também tive os típicos flamengos, que simplesmente roubam o táxi, mas isso já não me surprendeu. Estou aqui há 2 anos: já conheco essa característica de gingeira...
Mais de 30 minutos depois, com os pés congelados, lá veio um táxi, que partilhei com uma Portuguesa que tinha vindo no mesmo võo que eu, e um flamengo que nos tinha pedido educadamente.
Quando cheguei a casa, mal disposta, cansada e congelada, tive de acartar a mala escada acima, batendo com as rodas da mala em cada degrau.
Passava da meia noite e meia.
1a parte: Uma aventura no aeroporto
Tenho recebido algumas queixas de que nunca mais escrevi nada no blog, e não por falta de conversa, mas confesso, por preguica.
Portanto decidi dividir as aventuras por temas, senão ficava um post muitíssimo confuso. Mas acreditem ou não, tudo aconteceu no mesmo dia...
Primeira segunda-feira do ano no aeroporto de Lisboa. Hora: 10h30m. Cenário: caos. Já não voava na Brussels há uns tempos e eles tinha mudado de balcão. Lá andei às voltinhas até encontrar as duas longas filas. Filas como eu nunca tinha visto. Imediatamente me pergunto como é que aquela gente vai caber toda no avião, mas rapidamente me apercebo que não vão caber, quando uma menina comeca a dirigir passageiros para o balcão da Brussels, para que lhes seja arranjada outra solucão. É por isso que eu faco o check-in no dia anterior...
O resto do trajecto até à porta de embarque passou-se com a normalidade habitual, e ai me sentei à espera. E à espera... E à espera. Quando estava na hora de partirmos e nem avião nem funcionários tinham aparecido, comecei-me a inquietar. Os ecrãs nada diziam, nem atrasado nem nada, coisa que por esta altura era mais que óbvio.
Telefono ao meu pai e peco-lhe que vá ao site do aeroporto de Bruxelas, e fico a saber que o tempo está péssimo e que o avião ainda não tinha partido. De Bruxelas. Ora, agora facam-lhe as contas: võo, 2h30m, mais desembarque e embarque, mais võo de volta a Bruxelas, 2h30m...
O almoco foi oferecido pela Brussels, visitei cada loja 3 vezes, sai do aeroporto e ainda fui ao trabalho da minha mãe, e voltei, li a Sábado de fio a pavio, e finalmente o avião chegou e no meio da maior confusão lá se embarcou.
Deram-nos uma refeicão a bordo, e a tripulacão parecia tão chateada, aborrecida e cansada quanto nós.
A hora original era às 12:05. O avião descolou por volta das 18:00. Chegámos a Bruxelas com -8 graus, por volta das 22:30, e ainda tive que rezar que as malas saissem rápidamente para não perder o último comboio.
Às 23:35 cheguei a Leuven.
Portanto decidi dividir as aventuras por temas, senão ficava um post muitíssimo confuso. Mas acreditem ou não, tudo aconteceu no mesmo dia...
Primeira segunda-feira do ano no aeroporto de Lisboa. Hora: 10h30m. Cenário: caos. Já não voava na Brussels há uns tempos e eles tinha mudado de balcão. Lá andei às voltinhas até encontrar as duas longas filas. Filas como eu nunca tinha visto. Imediatamente me pergunto como é que aquela gente vai caber toda no avião, mas rapidamente me apercebo que não vão caber, quando uma menina comeca a dirigir passageiros para o balcão da Brussels, para que lhes seja arranjada outra solucão. É por isso que eu faco o check-in no dia anterior...
O resto do trajecto até à porta de embarque passou-se com a normalidade habitual, e ai me sentei à espera. E à espera... E à espera. Quando estava na hora de partirmos e nem avião nem funcionários tinham aparecido, comecei-me a inquietar. Os ecrãs nada diziam, nem atrasado nem nada, coisa que por esta altura era mais que óbvio.
Telefono ao meu pai e peco-lhe que vá ao site do aeroporto de Bruxelas, e fico a saber que o tempo está péssimo e que o avião ainda não tinha partido. De Bruxelas. Ora, agora facam-lhe as contas: võo, 2h30m, mais desembarque e embarque, mais võo de volta a Bruxelas, 2h30m...
O almoco foi oferecido pela Brussels, visitei cada loja 3 vezes, sai do aeroporto e ainda fui ao trabalho da minha mãe, e voltei, li a Sábado de fio a pavio, e finalmente o avião chegou e no meio da maior confusão lá se embarcou.
Deram-nos uma refeicão a bordo, e a tripulacão parecia tão chateada, aborrecida e cansada quanto nós.
A hora original era às 12:05. O avião descolou por volta das 18:00. Chegámos a Bruxelas com -8 graus, por volta das 22:30, e ainda tive que rezar que as malas saissem rápidamente para não perder o último comboio.
Às 23:35 cheguei a Leuven.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
terça-feira, dezembro 09, 2008
domingo, dezembro 07, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
terça-feira, dezembro 02, 2008
Medo de voar
Este fim de semana fui a Lisboa.
Na 6a feira, já a embarcar, somos avisados que o embarque vai ser cancelado. Momentos depois informam-nos que vamos mudar de avião. Espreito para fora e vejo um carro de bombeiros ao lado do nosso avião. Desde que não vá naquele, já fico contente. Somos transportados de autocarro para o outro lado do aeroporto e ficamos dentro deste durante meia hora. Finalmente entramos no nosso avião e explicam-nos finalmente que o primeiro avião tinha um prolema técnico, mas como o avião de susbtituicão era diferente, não podia ser o mesmo piloto. Portanto tiveram que chamar o respectivo piloto e preparar o avião. Hora e meia de atraso.
Na segunda-feira, metem-nos no avião e somos empurrados para fora da gate rapidamente. Nem 5 minutos depois, o avião volta à gate e desliga os motores. Num sussurro inaudivel a co-piloto informa-nos do que se passa, do que eu percebo meia dúzia de palavras, como temperatura, Bruxelas e esperar. Questionando uma hospedeira (incrivelmente antipática) sou informada que estamos à espera do procedimento de "de-icing" das asas. Para os menos informados, este é um procedimento que existe nos países nórdicos, em que descongelam as asas do avião. No aeroporto da Portela não há tal equipamento como devem imaginar, e o único "de-icing" possível é mesmo esperar pelo sol. Uma hora de espera, com a co-piloto a vir cá atrás ver as asas pessoalmente. Por esta altura já quase que estava para pedir para sair do avião. Finalmente lá saímos da gate, e espreitando pela janela vi os flaps a abrirem e a subirem e descerem. Fiquei um pouco mais descansada e partimos. Sem problemas. Mas com uma pilha de nervos.
No dia 18 venho outra vez na Brussels. E não me está a apetecer nada.
Na 6a feira, já a embarcar, somos avisados que o embarque vai ser cancelado. Momentos depois informam-nos que vamos mudar de avião. Espreito para fora e vejo um carro de bombeiros ao lado do nosso avião. Desde que não vá naquele, já fico contente. Somos transportados de autocarro para o outro lado do aeroporto e ficamos dentro deste durante meia hora. Finalmente entramos no nosso avião e explicam-nos finalmente que o primeiro avião tinha um prolema técnico, mas como o avião de susbtituicão era diferente, não podia ser o mesmo piloto. Portanto tiveram que chamar o respectivo piloto e preparar o avião. Hora e meia de atraso.
Na segunda-feira, metem-nos no avião e somos empurrados para fora da gate rapidamente. Nem 5 minutos depois, o avião volta à gate e desliga os motores. Num sussurro inaudivel a co-piloto informa-nos do que se passa, do que eu percebo meia dúzia de palavras, como temperatura, Bruxelas e esperar. Questionando uma hospedeira (incrivelmente antipática) sou informada que estamos à espera do procedimento de "de-icing" das asas. Para os menos informados, este é um procedimento que existe nos países nórdicos, em que descongelam as asas do avião. No aeroporto da Portela não há tal equipamento como devem imaginar, e o único "de-icing" possível é mesmo esperar pelo sol. Uma hora de espera, com a co-piloto a vir cá atrás ver as asas pessoalmente. Por esta altura já quase que estava para pedir para sair do avião. Finalmente lá saímos da gate, e espreitando pela janela vi os flaps a abrirem e a subirem e descerem. Fiquei um pouco mais descansada e partimos. Sem problemas. Mas com uma pilha de nervos.
No dia 18 venho outra vez na Brussels. E não me está a apetecer nada.
quinta-feira, novembro 20, 2008
Quantia de conforto
No outro fim de semana fui ver o novo filme do loiro James Bond.
A accão? Magnífica, ininterrupta e dura.
A representacão? (Quase) perfeita! Se tivessem feito melhor casting do que a inglesa Gemma Arterton, tinha sido melhor. Que ela aparece pouco tempo é um alívio para o espectador. Os outros actores são todos fantásticos.
O enredo? Fraquito. Gostei do facto de ter continuidade do último filme, e lancar algumas questões para o próximo. Os filmes do Bond costumavam ser isolados, com auto-resolucão: chegava ao fim e todos os maus tinha sido apanhados e os bons sobrevivido. Apesar disso, o enredo era fininho, todo muito bem espalhadinho, correndo o risco de se esgotar a qualquer momento.
Mas o mais importante?
O Daniel Craig é um "bad ass motherf*cker". Tenho dito.
A accão? Magnífica, ininterrupta e dura.
A representacão? (Quase) perfeita! Se tivessem feito melhor casting do que a inglesa Gemma Arterton, tinha sido melhor. Que ela aparece pouco tempo é um alívio para o espectador. Os outros actores são todos fantásticos.
O enredo? Fraquito. Gostei do facto de ter continuidade do último filme, e lancar algumas questões para o próximo. Os filmes do Bond costumavam ser isolados, com auto-resolucão: chegava ao fim e todos os maus tinha sido apanhados e os bons sobrevivido. Apesar disso, o enredo era fininho, todo muito bem espalhadinho, correndo o risco de se esgotar a qualquer momento.
Mas o mais importante?
O Daniel Craig é um "bad ass motherf*cker". Tenho dito.
quinta-feira, novembro 06, 2008
Má notícia
Ontem enquanto jantava, estava a ver a BBC para seguir as notícias sobre o novo presidente dos EUA.Entre notícias e discursos, o pivot interrompe para dar uma notícia sobre Michael Crichton. Olho para a televisão e vejo na parte inferior do ecrã "Breaking News".
Gritei "Não!" bem alto, ainda antes de o locutor dizer que Crichton tinha morrido subitamente na 3a feira, de cancro.
Para quem o nome só por si não diz nada, Michael Crichton era um dos meus escritores favoritos, autor de Andromeda Strain (o meu livro favorito), Jurassic Park, Airframe (que na altura levantou uma grande confusão por mencionar a TAP), Terminal Man, The Sphere, Rising Sun e Disclosure, entre muitos outros. Quase todos os seus livros foram adaptados ao cinema com grande sucesso, e Crichton estava também por detrás da série ER, a qual criou, escreveu e produzia.
Ainda a estudar medicina em Harvard, comecou a escrever pequenos contos e histórias, e nos últimos livros defendia o cepticismo em relacão aos media e a aplicacão correcta de dados ciêntificos. Nos últimos anos atacou o aquecimento global e o distorcer de dados ciêntificos para favorecer campanhas ecológicas (um exemplo era Al Gore e "Uma Verdade Inconveniente"), tendo por isso perdido fãs e sido envolvido em controvérsias e editoriais.
Tenho quase todos os livros (ficcão) dele e nunca li nada dele que não gostasse, controverso ou não. No próximo ano, o seu último livro será publicado póstumamente.
Toda a gente morre. Mas não pensei que este dia chegasse tão cedo.
quarta-feira, novembro 05, 2008
"Change has come to America"
segunda-feira, outubro 27, 2008
Irresponsabilidade...
Hoje vi uma coisa que me incomodou bastante.
Na paragem de autocarro onde eu espero, estava uma senhora com a filha de 3 ou 4 anos. Entrámos no autocarro, eu sentei-me e fiquei a observar enquanto a senhora se manteve de pé, segurando-se com uma mão e agarrando uma mochila com a outra. A filha? Solta e por sua conta, tentando manter-se em pé com o movimento do autocarro, chegando a ir de joelhos ao chão.
Sairam 2 paragens depois, o suficiente para me deixar a esfumar no meu lugar. EU teria posto a mochila às costas e agarrado na miúda com uma mão. Ou até me tinha sentado, que havia muitos lugares.
Achei completamente incompreensivel e horroroso tal descuido. Mas se calhar devia explicar-me melhor.
No fim de semana passado, depois das compras, apanhei o autocarro para casa. Não havia lugares, portanto fui para a parte de trás do autocarro. De repente alguém me fez um sinal. Um rapaz anafado tinha um lugar vago ao lado. Sentei-me e agradeci-lhe.
20 metros à frente, para evitar bater num carro que se atravessou na rua, o autocarro teve de fazer uma travagem brusca, que mandou todos os passageiros que estavam em pé ao chão, uns por cima dos outros.
O autocarro acabou por ficar logo ali, quem podia seguiu a pé e um senhor ficou a ser observado por uma médica.
Se eu não estivesse sentada teria certamente caído por cima daquela gente toda.
Agora imaginem o que teria acontecido se esta manhã o autocarro também tivesse de fazer uma travagem súbita?
Na paragem de autocarro onde eu espero, estava uma senhora com a filha de 3 ou 4 anos. Entrámos no autocarro, eu sentei-me e fiquei a observar enquanto a senhora se manteve de pé, segurando-se com uma mão e agarrando uma mochila com a outra. A filha? Solta e por sua conta, tentando manter-se em pé com o movimento do autocarro, chegando a ir de joelhos ao chão.
Sairam 2 paragens depois, o suficiente para me deixar a esfumar no meu lugar. EU teria posto a mochila às costas e agarrado na miúda com uma mão. Ou até me tinha sentado, que havia muitos lugares.
Achei completamente incompreensivel e horroroso tal descuido. Mas se calhar devia explicar-me melhor.
No fim de semana passado, depois das compras, apanhei o autocarro para casa. Não havia lugares, portanto fui para a parte de trás do autocarro. De repente alguém me fez um sinal. Um rapaz anafado tinha um lugar vago ao lado. Sentei-me e agradeci-lhe.
20 metros à frente, para evitar bater num carro que se atravessou na rua, o autocarro teve de fazer uma travagem brusca, que mandou todos os passageiros que estavam em pé ao chão, uns por cima dos outros.
O autocarro acabou por ficar logo ali, quem podia seguiu a pé e um senhor ficou a ser observado por uma médica.
Se eu não estivesse sentada teria certamente caído por cima daquela gente toda.
Agora imaginem o que teria acontecido se esta manhã o autocarro também tivesse de fazer uma travagem súbita?
terça-feira, outubro 21, 2008
Curtas
Cabecalho no Público:
"McCain acusa Obama de querer distribuir riqueza."
Olha que sacana! Querer tirar um bocado aos ricos e dar aos pobres! Este tipo deve ser lunático. Não votem nele!
"McCain acusa Obama de querer distribuir riqueza."
Olha que sacana! Querer tirar um bocado aos ricos e dar aos pobres! Este tipo deve ser lunático. Não votem nele!
quarta-feira, outubro 15, 2008
Ghost Town
Quero ir ver este filme.
Pérola do trailer:
"Did anything unusual happen during my procedure?"
"Ah, you died."
"I died?"
"A little bit."
"For how long?"
"Seven minutes."
"A bit less."
"I died for seven minutes?"
"A bit less."
"Everybody dies..."
"Yes, but usually at the end of their lives. And just the once."
Pérola do trailer:
"Did anything unusual happen during my procedure?"
"Ah, you died."
"I died?"
"A little bit."
"For how long?"
"Seven minutes."
"A bit less."
"I died for seven minutes?"
"A bit less."
"Everybody dies..."
"Yes, but usually at the end of their lives. And just the once."
sexta-feira, outubro 10, 2008
Vacinar ou não vacinar, eis a questão…
No outro dia estava a almocar com o meu chefe, e um conhecido dele estava na mesa ao lado com a filha adolescente. A meio da refeicão pediu desculpa por interromper, e pediu a opinião do meu chefe, em relacão à vacina contra o HPV, que ajuda a prevenir o cancro do colo do útero.
O meu chefe explicou-lhe, que apesar de haver uma certa controvérsia na classe médica, que ele pessoalmente defendia o uso da vacina. Eu acenei com a cabeca, concordando totalmente, quando o senhor se vira para mim.
“Também é médica?”
“Não, sou farmacêutica.”
“Ah, mas então tem interesse.” É a reaccão imediata.
Juro que ao princípio não percebi a implicacão, mas o meu chefe rapidamente clarificou que eu não pertencia a um laboratório.
Foi ai que me caiu a moeda.
Portanto, como eu faco parte da classe farmacêutica, só defendo o uso de um medicamento, porque isso me interessa financeiramente?
Enquanto eu o fitava furiosa, o senhor lá explicou ao meu chefe, em sotto voce, como se a filha não estivesse ali mesmo ao lado, que a vacina era muito cara, que tinha duas filhas, e que se pudesse adiá-la/evitá-la…
No final, percebi que os papeis estavam invertidos e ninguém o sabia senão eu: eu, farmacêutica sedenta de dinheiro tinha levado as 3 doses da vacina, pagas e dadas pela minha mãe, outra farmacêutica, e o respeitado pai de família, estava mais preocupado com o preco da vacina do que em proteger as filhas de um cancro.
Há muitos anos atrás quando apareceu a vacina da Hepatite B, a minha mãe levou-me a mim e à minha irmã ao médico, para ele a prescrever. O médico sorriu e disse não haver necessidade, por não sermos um grupo de risco. Acho que ele estava à espera que nos tornássemos toxicodependentes, e então ai dava a vacina…
A minha mãe comprou a vacina, deu-nos as 3 doses, e mandou-nos testar aos anticorpos. Só anos mais tarde é que passou a fazer parte do plano de vacinacão nacional, mas para muita gente se calhar já foi tarde.
Eu não percebo porque é que as pessoas preferem arriscar a vida, só para poupar uns trocos...
O meu chefe explicou-lhe, que apesar de haver uma certa controvérsia na classe médica, que ele pessoalmente defendia o uso da vacina. Eu acenei com a cabeca, concordando totalmente, quando o senhor se vira para mim.
“Também é médica?”
“Não, sou farmacêutica.”
“Ah, mas então tem interesse.” É a reaccão imediata.
Juro que ao princípio não percebi a implicacão, mas o meu chefe rapidamente clarificou que eu não pertencia a um laboratório.
Foi ai que me caiu a moeda.
Portanto, como eu faco parte da classe farmacêutica, só defendo o uso de um medicamento, porque isso me interessa financeiramente?
Enquanto eu o fitava furiosa, o senhor lá explicou ao meu chefe, em sotto voce, como se a filha não estivesse ali mesmo ao lado, que a vacina era muito cara, que tinha duas filhas, e que se pudesse adiá-la/evitá-la…
No final, percebi que os papeis estavam invertidos e ninguém o sabia senão eu: eu, farmacêutica sedenta de dinheiro tinha levado as 3 doses da vacina, pagas e dadas pela minha mãe, outra farmacêutica, e o respeitado pai de família, estava mais preocupado com o preco da vacina do que em proteger as filhas de um cancro.
Há muitos anos atrás quando apareceu a vacina da Hepatite B, a minha mãe levou-me a mim e à minha irmã ao médico, para ele a prescrever. O médico sorriu e disse não haver necessidade, por não sermos um grupo de risco. Acho que ele estava à espera que nos tornássemos toxicodependentes, e então ai dava a vacina…
A minha mãe comprou a vacina, deu-nos as 3 doses, e mandou-nos testar aos anticorpos. Só anos mais tarde é que passou a fazer parte do plano de vacinacão nacional, mas para muita gente se calhar já foi tarde.
Eu não percebo porque é que as pessoas preferem arriscar a vida, só para poupar uns trocos...
segunda-feira, outubro 06, 2008
Surpresas
Preparava-me eu para um calmo fim de semana em casa, de preferência com muitos mimos e atencões dadas a mim mesma, pela mãe, pai, irmã e cadela, quando a minha mãe recebe um telefonema.
Do irmão.
Que foi para a Venezuela há mais de 40 anos, e com o qual não tem contacto há quase 30.
Estava em Portugal com a mulher e andava há nossa procura (ainda tinha a morada antiga).
Portanto acabou por ser um fim de semana de re-encontro, com passagem pelos albuns de fotos. E que surpresas! A minha mãe era tão magra e esbelta e o meu pai um jeitosão. :) Eu e a minha irmã ainda tentámos ver se enganavamos a minha mãe com fotos de nós em bébé, mas ela não caiu em nenhuma. Como eu disse à minha irmã: mas tu queres enganar quem te deu há luz?
Vão cá ficar um mês, para visitar o país, mas as histórias de violência e de política que eles trazem da Venezuela, arrepiam qualquer um. E fazem-nos dar gracas pelo que temos. Aqui na Europa, e em Portugal.
Agora, quanto ao Chavez, senhor primeiro: amigos, amigos, negócios à parte! (Tenho a certeza que enquanto abraca calorosamente o Chavez, o Socrates pensa "que tipinho tão horroroso, mas vamos aqui fingirmo-nos de amigos...")
Do irmão.
Que foi para a Venezuela há mais de 40 anos, e com o qual não tem contacto há quase 30.
Estava em Portugal com a mulher e andava há nossa procura (ainda tinha a morada antiga).
Portanto acabou por ser um fim de semana de re-encontro, com passagem pelos albuns de fotos. E que surpresas! A minha mãe era tão magra e esbelta e o meu pai um jeitosão. :) Eu e a minha irmã ainda tentámos ver se enganavamos a minha mãe com fotos de nós em bébé, mas ela não caiu em nenhuma. Como eu disse à minha irmã: mas tu queres enganar quem te deu há luz?
Vão cá ficar um mês, para visitar o país, mas as histórias de violência e de política que eles trazem da Venezuela, arrepiam qualquer um. E fazem-nos dar gracas pelo que temos. Aqui na Europa, e em Portugal.
Agora, quanto ao Chavez, senhor primeiro: amigos, amigos, negócios à parte! (Tenho a certeza que enquanto abraca calorosamente o Chavez, o Socrates pensa "que tipinho tão horroroso, mas vamos aqui fingirmo-nos de amigos...")
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