terça-feira, outubro 09, 2007

Ricky Gervais

A culpa de tudo isto é do Nuno Markl. Ele é um fiel fã e seguidor do Mr. Gervais e recomendou o podcast que este fez para o Guardian, totalmente gratuito.

Para quem já conhecia o cómico da rádio era mais do mesmo, mas para mim, que nem um episódio do The Office tinha visto (e que realmente não consigo "engolir"), era tudo novidade.

Quase 2 anos depois, novamente graças ao Markl vou parar à Pilkipedia, onde tenho acesso aos antigos programas de rádio ao sábado à tarde, que Ricky Gervais fazia com Stephen Merchant, e onde curiosamente o produtor calhou ser um tal Karl Pilkington.

Foi o início do maior trio de comédia que conheço. E é isso que tenho estado a ouvir esta semana no serviço. E é por isso que tenho andado a fazer figuras parvas como rir histericamente, pôr as mãos na cabeça ou bater com a testa na mesa.

E no meio disto tudo o engraçado, é que o que me faz rir não é apenas as estranhas ideias do Karl, mas o riso explosivo do Ricky, ao qual eu simplesmente ainda não criei imunidade, e que me faz rir descontroladamente (que eu tento abafar o mais possível).

Aqui têm um exemplo animado, do tipo de insanidade que pode acontecer quando estes 3 homens se juntam numa sala com microfones.

segunda-feira, outubro 08, 2007

FREE HUGS

Já vi este video algumas vezes, mas gosto sempre de o rever, e porque mentalmente é como que receber um abraço.

Portanto cá vai um abraço bem grande para todos vocês!



Para saberem a história do vídeo vão a Free Hugs Campaign.

quinta-feira, outubro 04, 2007

God save the Queen

O final do concerto de Wembley em 1986, que ainda hoje me arrepia toda, com o estádio inteiro a cantar o hino.

"Thank you, beautiful people. Goodnight and God bless you."

sexta-feira, setembro 28, 2007

Burma

Desde há algum tempo que recebo a newsletter da Burma Campaign UK, com noticias e sugestões sobre acções a tomar contra empresas que financiam a ditadura militar, ou a insistir em sanções diplomáticas por parte dos outros países.

Esta semana, os próprios habitantes de Burma disseram CHEGA!, e foram para as ruas protestar. É importante notar que demonstrações políticas são expressamente proibidas no pais, e que para além de já terem preso centenas de monges budistas, a supressão das demonstrações já levou à morte de dezenas de protestantes.

Em 1988, há 20 anos, mais de 5 mil apoiantes pró-democracia foram massacrados durante uma demonstração. Aung San Suu Kyi, a representante eleita pelo povo e vencedora do prémio Nobel da Paz, encontra-se em prisão domiciliária há mais de 11 anos, sendo-lhe limitado a acesso a informação, alimentos e cuidados de saúde.

E porque isto me faz lembrar Timor, não queria deixar de lançar aqui o meu protesto e chamar a vossa atenção para o que se está a passar. Vamos ajudá-los a que seja desta, finalmente.


Para mais informações podem ir ao The Burma Campaign UK.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Senhorios

A minha experiência com senhorios aqui na Bélgica tem sido boa. A minha primeira senhoria era uma senhora de idade simpática e atenta. O estúdio já não vai para novo, mas smpre que me queixei de algum problema, ela rapidamente tratou do assunto, sem qualquer queixa ou problema.

Agora mudei de casa, e o senhorio é um homem nos seus 40s, casado com uma Tailandesa, e foi ele que fez a maior parte da recuperação do edificio. Dizer que ele é simpático é pouco: mais solícito não consigo imaginar... Ele e a mulher levaram-me ao Ikea para EU escolher a mobilia que ELES iam comprar para o estúdio. E especialmente ela, fez questão que eu NÃO fosse ao Ikea de autocarro: se precisar telefono ao senhorio e ele leva-me lá...

Eu só sorria. Entretanto contaram-me que se conheceram na Nova Zelândia (ela tirou lá o curso) e que depois de 5 anos voltaram para a Bélgica. Uma vez cá, para ela se legalizar tiveram que casar. Eles a gozar que se casaram porque foram obrigados pela câmara...

Uma tarde surreal.

terça-feira, setembro 25, 2007

Rule The World

A música do filme "Stardust", que estreia no próximo mês, baseado num livro de Neil Gaiman.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Christian Walz

Esta música é linda. Novamente, fiquei a conhecer mais um excelente artista porque alguém utilizou esta música para fazer um video.

Aqui fica o clip, mas também podem ir ao MySpace do jovem e ouvir as músicas.

domingo, setembro 02, 2007

Férias ainda

Também a mim me está a custar sair deste dolce fare niente estival...

A semana passada foi dedicada a ver os campeonatos mundiais do atletismo na televisão, o que me pôs os sonos trocados, porque a manhã em Osaka era a madrugada em Lisboa.

No entanto já comecei a acordar para a vida com uma refrescante visita à Loja do Cidadão. E foi catártico lidar ao mesmo tempo com elevados níveis de eficácia, para tratar de problemas devido a grandes doses de incompetência. Fiquei sem saber se devo ficar bem ou mal impressionada.

Na sexta-feira fui à praia. Que dia delicioso... Calor, água fria (mas suportável) e uma brisa agradável. Saímos da praia já passava das sete e meia.

A ver se esta semana começo a trabalhar qualquer coisita...

quinta-feira, agosto 09, 2007

Sem qualquer objectivo

Um post só para arejar o blog.

- hoje chove torrencialmente. E está frio. E é deprimente.

- tenho trabalho, fotos de um bébé amoroso e as férias mesmo ai.

- recebo um sms hoje de manhã. Mensagem: OTA OK. Hmm...

quarta-feira, julho 25, 2007

Hot Fuzzzzz....

Vi este filme há umas semanas atrás, mas tinha de o ver outra vez. Foi o que fiz ontem à noite. É absolutamente hilariante.

A ideia é fazer uma espécie de homenagem cómica ao género dos policiais de acção, e para quem conhece algumas pérolas deste género vai poder apreciar totalmente este filme. Mas de resto também têm material suficiente para largar umas boas gargalhadas, quer seja comédia física ou diálogos.

O único senão é mesmo o sotaque inglês serrado. Para quem não está habituado a ver a Britcom, pode-se tornar impossivel perceber parte da história, a não ser que tenha legendas (o que a minha cópia não tem).

Cá têm o trailer, com uma mensagem inicial dos autores/actores. Divirtam-se!

terça-feira, julho 24, 2007

Começo de uma nova era...

... a era pós Harry Potter.

Para muitos foi o final de uma aventura de 10 anos, para a autora 17. Para mim, pelo menos uns bons 7 anos foi de certeza. Lembro-me que havia os dois primeiros livros e um zum zum acerca destes. Li o primeiro em duas horas. Engraçado, mas infantil. Não me identifiquei com ninguém em particular. O segundo foi pelo mesmo caminho, mas fiquei bastante menos impressionada. Até desapontada. O terceiro fez o click: Harry e os amigos já estão mais crescidinhos e há personagens adultas. E o tom começa a descer, perde a infantilidade e surge a acção e a aventura.

Já estava. A partir dai comprei o quarto livro em inglês e nunca mais parei.

E agora depois de ler o último? Bem, estou satisfeita com o final. O último livro tem mais acção que o último Die Hard, os personagens caiem mortos que nem pardais, mas tem cenas inesperadamente hilariantes assim como personagens que nos surpreendem (para o bem e para o mal).

Vai ser curioso ver o que a JK Rowling vai escrever a seguir...

sexta-feira, julho 20, 2007

Dia P

P de Potter.

Hoje (ou melhor dizendo, amanhã) é o tão esperado dia por milhões de fãs. Passado 1 minuto da meia noite, os livros serão disponibilizados um pouco por todo o mundo.

Ainda não decidi onde vou comprar o meu. Costumo ir à FNAC do Almada Forum, para evitar multidões e jornalistas. Talvez tente o Colombo, a ver onde me safo com a maior rapidez e o minimo de palhaçadas, se na FNAC, se na Bertrand, mas o mais provável é mesmo ir à outra margem...

E depois é simples. É só ler.

A minha irmã está em Londres e tem uma festa de aniversário. Festa que vai acabar às 11, porque a melhor amiga da aniversariante quer ir comprar o livro à meia-noite. :) E claro que a minha irmã vai ver se consegue que lhe tragam um livro também!

Portanto meus amigos, desejem-me boa leitura...

quarta-feira, julho 18, 2007

Like a feather

Ontem estava com este ritmo na cabeça. Apenas me lembrava que o apelido da jovem era parecido com português: Costa. A partir dai foi fácil descobrir esta pérola no YouTube.

Depois de verem isto não me venham falar novamente da Joss Stone.

segunda-feira, julho 16, 2007

SiCKO

Os filmes do Michael Moore, por mais controversos que sejam, costumam ser muito simples. Ele escolhe um tema, faz pesquisa bibliográfica, coordena entrevistas, filma tudo e edita.

E no meio de tudo isto, é o próprio governo que ajuda à festa, mantendo-o vigiado, proibindo-lhe a entrada e entrevistas, e tendo a segurança sempre avisada sobre o aparecimento do "gordo com o boné de basebal".

O novo documentário dele lida com o complexo sistema de saúde dos EUA. Um sistema que não é grátis nem universal.

Eu sei que aqui na Europa, a maior parte dos sistemas nacionais de saúde estão a rebentar pelas costuras, dão prejuízo, e são uma grande chatice no geral, mas... se não tiver um seguro de saúde, um individuo é tratado na mesma, e não posto à porta do hospital.

É claro que há quem diga que não quer pagar mais impostos para tratar dos bêbados e dos drogados. Compreendo. Mas isso faz parte do espírito por detrás de um serviço de saúde grátis e universal.

Como o meu (ex-)chefe costuma dizer, o SNS não foi criado para dar lucro. É ideal se não der prejuizo, mas o objectivo não é fazer dinheiro!

Cá vai o trailer do SiCKO, começando com mais uma bombástica frase do Sr. Bush.

sexta-feira, julho 06, 2007

Autocarro

Apesar de Leuven ser a cidade das bicicletas, o facto de após a inscrição na faculdade, recebermos um passe de autocarro de 1 ano grátis, ajuda a que rapidamente nos fartemos da bicicleta (principalmente quando está a chover).

Sim, se se vive no centro de Leuven, como eu, é muito mais prático e rápido ir de bicicleta. No entanto, se forem preguiçosos, como eu, em breve descobrem a maravilha de um serviço de autocarros pontuais.

Hoje apercebi-me de outra vantagem.

Indo de autocarro vou sentada (ou de pé) a observar a paisagem, as montras e as pessoas. A ouvir falar Flamengo. Vou no meio da cultura flamenga.

Hoje ao entrar no autocarro, após o aceno de cabeça do motorista e o meu sorriso de resposta, reparei imediatamente que os bancos traseiros iam ocupados por varios canídeos e os seus donos. Ia um senhor com dois cães, sentado ao lado de uma rapariga com um cão pequeno ao colo, e um rapaz com um enorme cão de guarda.

Não é raro ver cães nos autocarros, pois ao contrário de Portugal, são permitidos em todo o lado. No entanto, tantos e tão grandes já não é tão vulgar. Haverá algum acontecimento especial? :)

Duas paragens mais à frente senta-se um senhor ao meu lado, com um bom dia. Respondo, e o senhor mete imediatamente conversa, passando facilmente para o inglês. Em 5 minutos, pergunta-me de onde venho e o que estou a fazer e onde vivo, ao mesmo tempo que me diz que tem 2 filhos médicos no Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, que estiveram alguns anos no Quénia, que ele próprio foi professor durante 20 anos, mas que agora está a acompanhar a mulher, que tem cancro, já metastizado.

À saída do autocarro deu-me um aperto de mão e desejei-lhe as melhoras para a esposa.

Hoje valeu a pena ir de autocarro.

quarta-feira, julho 04, 2007

Pormenores

Na segunda-feira fui visitar um estúdio. A descrição era favorável (quarto, sala, wc e cozinha), perto da estação e a um preço muito razoável.

O que só podia querer dizer que algo não ia bater certo.

O dono dos estúdios tem uma lojinha de sandes no rés-do-chão e mandou-me subir. Ultimo andar, escadas de madeira com menos de 50 cm de largura. Entro no estúdio e o rapaz que lá está agora pede-me desculpa pela confusão. O quarto fica uns degraus abaixo do resto do estúdio, e estava ocupado por dois colchões no chão. O wc era decente, mas a sala era um espaço que eu chamaria de hall, pois não devia ter mais de 2 metros de largura. Mas tinha espaço suficiente para ter 2 cadeiras, uma pequena mesa entre estas, e na parede oposta uma arca, com um ecrã plasma ENORME! Garanto-vos que era mesmo muito grande, pois eu tenho um LCD bem razoável em casa e aquele era bem maior.

O estúdio não era bem o que eu pretendia (o rapaz comentou que era dificil trazer a mobilia até ali a cima. Jura?!), mas achei piada às prioridades de um rapaz longe de casa e a viver sozinho: cama? Nah. TV e micro-ondas.

Desci e meti conversa com o dono. Aqui as pessoas estão tão pouco habituadas a uma personalidade mais mediterrânica, que me sinto uma autêntica flor social (coisa que estou longe de ser). Descobri que o dono do snack bar tem o doutoramento em microbiologia, área de manipulação genética, e que veio da Jordânia, e pela 165398a vez perguntaram me se era árabe/indiana/cigana/judia. Não. Sou morena.

116 dias

Foi o tempo que o jornalista da BBC em Gaza, Alan Johnston, esteve prisioneiro. Quase 4 meses, 3 dos quais passados num quarto com as janelas tapadas e sem ver o sol.

Substancialmente mais magro e com ar cansado, foi libertado ao Hamas esta madrugada.

Independentemente de o seu rapto ter sido uma maquinação política por parte do Hamas ou outros movimentos, para se fazerem a si próprios de heróis, o que interessa, é que o Alan está vivo e foi libertado.

Bem haja!

quinta-feira, junho 28, 2007

A melhor canção do momento

White Americans, what?
Nothing better to do?
Why don't you kick yourself out?
You're an immigrant too.

Who's using who?
What should we do?
Well you can't be a pimp
And a prostitute too.

The White Stripes, Icky Thump

terça-feira, junho 26, 2007

Humorzinho bonito...

Estou chateada, irritada, comichosa... por várias razões, todas completamente fúteis, que somadas, servem para me pôr neste estado. Passo a numerar:

- Amazon:(1) fiz uma encomenda na Amazona inglesa e outra na alemã, há uma semana. Os produtos ainda não foram enviados. Aquela gente anda a dormir? (2) Espero ansiosamente pela data de lançamento do DVD de uma série, que podia inclusive pré-encomendar, para no dia de lançamento ir ao site e o produto estar indisponível e sem previsão de quando o poderei encomendar.

- Tempo: é bonito andar a sofrer clima tropical durante umas semanas (chuva e humidade) para hoje estar Inverno?

- Habitação: estúdios no rés do chão, no 5° andar e no 2°. Caros. Novos. Mas caros. O que fazer?

- Trabalho: já tenho os resultados da sequenciação da contaminação, e apenas confirmam um resultado "impossível". Voltar à estaca zero...

quinta-feira, junho 21, 2007

China Heart

Here I am, all alone
Come see the girl with the china heart
Keep me safe, safe from harm
Hurt me and sound the alarm
Lovers they surrender
Cos nothing lasts forever
Can you free my heart?

My china heart, a work of art
So cold to those who play
I can easily break
My china heart, behind the glass
What good does it do?
I need someone like you
To love and warm me through

Every night, every day
I am the girl with the china heart
Lock and key, guarding
So look but I can't let you touch
Hungry dogs will chase you
If you try to get through
Dare you free my heart?

Sophie Ellis-Bextor

segunda-feira, junho 18, 2007

Fantasma da Ópera

O Her Majesty's Theater é muito bonito e acolhedor, nada de grandes plateias. Apesar de estarmos nas últimas filas, estavamos em lugares centrais e não muito longe do palco. Pelo menos bem mais perto do que quando fomos ver o Equus.

O filme, que eu já conhecia não diverge em nada do musical, mas o espectáculo de estar a ver a história em palco, cantada ao vivo, é que torna o musical uma nova experiência. Principalmente o papel de Christine, é absolutamente esgotante, pois ela canta em quase todas as cenas. Não admira por isso que seja dividido por duas actrizes, apesar de no palco não nos apercebermos da troca.

Algumas cenas não são tão bem conseguidas, como o filme permite, principalmente quando vários personagens cantam ao mesmo tempo. A cena das Notes, uma das mais engraçadas e das minhas favoritas de trautear, foi uma cacofonia de som. Felizmente, a cena final, em que o trio amoroso canta, foi muito bem conseguida, com as diferentes vozes a sobressair na altura certa, coisa que não aconteceu em Notes. Com 8 pessoas a cantar letras diferentes, basicamente foi a cena mais ruidosa e imperceptivel do musical.

Os efeitos cenográficos foram magnificos, desde recriar um terraço do teatro até ao lago e caverna subterrânea do Fantasma.

No final, fiquei como sempre, fascinada com o esforço dos actores de fazer matinée e sessão da noite, todos os dias! Absolutamente espectacular ter o poder de cantar e dançar durante 2 horas e meia, duas vezes por dia, 6 dias por semana.

Deixo aqui o trailer do filme, para vos dar uma ideia do espectáculo visual que é este musical, que já celebrou 20 anos em palco.

Duas raparigas à solta em Londres

Este fim de semana fui a Londres visitar a minha irmã. São viagens que utilizamos para diminuir um pouco a distância da nossa casinha e do nosso país. Apesar de estarmos longe, estamos juntas, e podemos discutir e coscuvilhar, ver montras, divertirmo-nos um bocado.

Este fim de semana tinha sido planeado por mim. Queria levar a minha irmã a ver o Fantasma da Ópera, uma vez que ela gosta tanto do filme, e eu também, devo confessar. Sabemos cantar o musical todo de trás para a frente. :)

A minha irmã entretanto queria mimar-me, porque não tinha tido tempo para procurar uma prenda pelos meus anos (apesar dos DVDs do House) e Londres é certamente uma das melhores cidades para isso. E aqui, os leitores masculinos podem passar à frente. :) Fomos ao Harrods, onde almoçamos num dos restaurantes, e depois passeamos pela zona dos designers, a sonhar com o dia em que podemos pagar aqueles preços. Mas pelo menos pudemos ver e tocar, com particular enfâse para um vestido Valentino lindo de morrer. Não me lembro se tinha preço, mas acho que ultrapassava as 1000 libras. Nada de especial, portanto... lol

A minha irmã ficou especialmente interessada no Ted Baker, que tinha roupas interessantes e relativamente acessiveis, enquanto que eu espreitei os sapatos Miu Miu que tinham tido uns peep toe pumps de verniz fabulosos, mas que desta vez tinham expostos uns modelos bastante desengraçados (cujas cópias baratas, se podiam comprar na Zara, no edificio ao lado).

Seguimos para o Starbucks, para "kick up our heels", apesar de como a minha irmã comentou, nenhuma de nós estar de saltos. Eh!

Em seguida, nova meca do comercio, Harvey Nichols, ou Harvey Nics para os famosos. Ai a minha irmã marcou vez para eu ser submetida a uma nova técnica de beleza. Ir à Bliñk, fazer as sobrancelhas. Elas utilizam o "threading", uma técnica indiana para remover os pêlos desde a raiz. Foi rápido, eficaz, e incluiu massagem e creme. Claro que pelo preço... Digamos que a jovem ao meu lado, quando se levantou da cadeira vestiu um casaco Marc Jacobs, que eu e a minha irmã tinhamos estado a namorar no 3o andar (300 libras!). Portanto, um tratamento de luxo...

Seguimos depois rapidamente para Picadilly Circus, onde nos esperava o Fantasma da Ópera, que a minha irmã não sabia ainda que ia ver...

sexta-feira, junho 15, 2007

Post esquizofrénico

Parte maniaca:

Ontem a minha irmã telefona-me antes ainda das 9 da manhã, o que com a diferença de fusos horários dá antes das 8 lá. Fiquei um pouco assustada, até conseguir falar com ela. Estava tudo bem com ela, mas o computador dela tinha morrido na noite anterior. Neste post já tinha contado o meu desespero quando fiquei sem computador, e ainda recentemente a Lusitana Paixão sofreu o mesmo.

A reacção da minha irmã não foi muito diferente. Dormiu mal e acordou cedissimo, telefonou ao meu pai e depois a mim, e em seguida foi a correr para o serviço para ver se telefonava para a HP. Atendeu-lhe um indiano (bem, o call center é na Índia), deu-lhe uma dicas e uns conselhos, e à hora de almoço a minha irmã correu para casa para ver se funcionavam.

Funcionaram. Mas o pânico dela e o nervosismo de toda a gente só de imaginar que ela ficava sem computador, fez-me pensar novamente na *enorme* dependência que temos das tecnologias. É claro que estando nós longe de casa, o computador torna-se o objecto mais importante da nossa vida. Se estivesse em casa a reacção dela tinha sido bem diferente, tal como a minha.

Mesmo assim, foi um episódio engraçado.

Já que estou nesta de coisas engraçadas e sobressaltos, na segunda feira a Ana estava bastante nervosa e chateada (com razão), e óbviamente calhou-me a mim o papel de palhaça, porque no caminho para casa de bicicleta, perdi o sapato duas vezes! Ao pedalar ele escorregava, saltava do pé e ficava para trás. Lá ia eu ao pé-coxinho, apoiada na bicicleta, apanhá-lo. Até eu me ri, portanto imagino que quem estivesse a ver, deve ter apanhado uma barrigada. LOL

Parte depressiva:

Depois das experiências laboratoriais não estarem a dar em nada na semana passada, resolvemos começar do início, das amostras. Dois dias depois, acabo de confirmar que ao fazer a purificação do RNA aconteceu uma contaminação (provavelmente uma gota que saltou para a ponta ou para outro tubo). O que quer dizer que chega 2a feira e vou ter de voltar ao início. Outra vez. Grrrrr......

quinta-feira, junho 14, 2007

LiveJournal e Madeleine

O surgimento de novas pistas (ou não) sobre o caso Madeleine, lembrou-me novamente no que se passou no LiveJournal há duas semanas, e que podem ler neste post.

O que aconteceu foi que a equipa de Abuso do LJ recebeu diversas queixas sobre blogs de pedófilos. Após investigação, o LJ nada pode fazer, pois não encontrou ilegalidades. É chato, mas os sites não contêm fotos, nem provas, e portanto é dificil confirmar a veracidade da situação.

Um pequeno grupo de auto-denominados defensores das crianças, decidiu queixar-se então às empresas que fazem publicidade no LJ, afirmando que os anúncios se encontravam em sites pedófilos.

Ai a coisa ardeu. Afinal, podiam perder a publicidade e lá se ia o rico dinheirinho! Seguiu-se uma procura rápida e "porca" de blogs através dos interesses listados nos perfis dos utilizadores e a suspensão de 500 blogs. Resultado: um blog cujo interesse era "abuso sexual" foi suspenso. O que era? Uma comunidade de apoio a vítimas de abuso. Outro interesse foi "Lolita". E lá se foram umas quantas comunidades dedicadas à Lolita fashion e à discussão da obra de Nabukov. Portanto como vêem a coisa resultou em cheio....

E o resultado em cheio foi milhares de utilizadores, incluindo eu, a bater o pé e a exigir uma explicação. Eu não gosto de me vestir à Lolita (nem sabia que isso existia...), mas se há quem goste, força! Eu defendo a liberdade de expressão.

E pronto, foi isto que me pôs a mim (e não só) mal disposta e irritada nessa noite. Porque a resposta só apareceu quase 2 dias depois! Felizmente, mesmo virtual, esta manifestação pareceu resultar, pois os blogs e comunidades foram novamente publicados, excepto uma pequena minoria que realmente defendia ilegalidades, o que eu acho muito bem.

Achei engraçado conseguir tanta indignação e manifestá-la tão vociferosamente na internet, quando nunca iria a uma manifestação de rua. Pensava eu. Se calhar, da próxima vez, se achar que me estão a pisar direitos fundamentais, queixo-me, em vez de encolher os ombros e seguir a lengalenga do costume, que "a culpa é dos politicos, e do governo, e são todos iguais, o que se há-de fazer....".

terça-feira, junho 12, 2007

Random Acts of Reality

Via um post no LiveJournal, fui parar a este blog. Escrito por um membro do LAS, London Ambulance Service, segue os casos que se encontram quando se é chamado de emergência pelo 112 (999 no R.U.): desde casos sérios como ataques cardíacos até cortes nas extremidades (pés e mãos), bébados e grávidas (a horas do parto, com carro próprio e a 1km de distância do hospital), arranjar camas e arrombar portas.

Tudo contado por Tom Reynolds (pseudónimo) duma forma engraçada, tocante, sarcástica ou irritada. E algumas vezes com fotos. Reynolds preserva impecavelmente a privacidade dos utentes que trata, ocultando detalhes que os possam identificar de qualquer maneira, incluindo o historial médico, localização ou detalhes específicos.

Excepto isso, Reynolds é extraordinariamente cândido com o leitor, admitindo a sua irritação ou fraqueza, o serviço que não correu bem, problemas familiares, convidando-nos para ir tomar uma bebida com ele (tem o telemovel disponivel no blog).

O blog vem desde 2003, e tenho estado a ler os arquivos. Há já algum tempo que queria fazer um post sobre este blog, que está permanentemente aberto no meu laptop em casa, mas o site esteve em baixo este fim de semana.

Vão lá, que dá uma boa leitura.

segunda-feira, junho 11, 2007

Stephen Lynch

Vi um vídeo feito por uma fã do Harry Potter no YouTube, em que ela utilizava a música "If I were gay" de um tal Stephen Lynch. Entre rolar no chão a rir e ficar "Ohh! Ele não disse aquilo!!!" fiquei completamente viciada.

A música é brilhante, hilariante e completamente politicamente INcorrecta. O que serve para categorizar TODAS as músicas de Lynch. Mas não pensem que ele é um homofóbico. Ele agarra em tudo, desde bébés, imigrantes, deficientes mentais, os para-olimpicos, Jesus, os avôs, a namorada, a filha, o melhor amigo (e a irmã deste)... e faz uma canção que consegue insultar e horrorizar até as almas menos sensíveis.

Aqui ponho a música Baby, mas aconselho a If I were gay, e depois todas as outras. E não esquecer, que este senhor é um cómico, apesar de não cantar nada mal...

*Atenção: linguagem MUITO ofensiva (e não estou a falar de palavrões...)*

quinta-feira, junho 07, 2007

Alan Johnston

Um post rápido para explicar este senhor que vai passar a estar no meu blog.

O correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, foi raptado a 12 de Março e está desaparecido desde então.

Para mais informações ou para assinar a petição pela libertação deste jornalista, carreguem no icone.

Obrigada.

Petanca

Ontem um grupo de pessoal aqui do laboratório foi jogar Petanca para casa do Guido, o senhor da limpeza do lab, que se reformou há pouco tempo e para o qual fizemos uma festa de despedida.

Em troca, ele, que adora Petanca, desafiou-nos a ir jogar lá a casa dele. A organização ficou a cabo do Kristof. Encomendaram-se sandes de vários tipos e lá fomos todos em 3 carros.

O Guido mora relativamente longe de Leuven, numa zona muito agradável e calma, numa grande moradia. Na garagem tinha uma mesa montada com diversos comes e bebes, música, e no jardim, 3 campos de Petanca! Grande fã!

Quase toda a gente levou o seu set de bolas, e o Guido forneceu bolas ao resto do pessoal. Dividimo-nos em equipas, e lá fomos nós para a maratona de Petanca.

Há medida que a noite avançava (esteve luz do dia até perto das 22h e depois tivemos iluminação artificial), os ânimos foram aquecendo com o vinho e as cervejas e a competição foi ficando feroz.

No fim dos jogos, fizeram-se as contas e entregaram-se os prémios:
- Next time better (último lugar): Natalie
- 3° lugar: Carolina e Koen
- 2° lugar: Leen
- 1° lugar: Joke

E até tivemos direito a taças, e tenho aqui a minha em cima da mesa. lol

No regresso, andámos um pouco perdidos, depois lá nos encontramos, estivemos quase perdidos novamente, e finalmente lá conseguimos regressar a Leuven, são e salvos.

quarta-feira, junho 06, 2007

Aniversário

Bem, cá estou eu um ano mais velha. Nem sei bem como é que isto aconteceu... ;)

No sábado fiz um belo dum lanche em casa para quem quis (e pode) aparecer. Tinha salgadinhos, quiches, doces miniaturas, croissants e pães de leite. E estava tudo uma delícia!

E consegui um bom saque (de prendas), senão vejamos:
- o cd do Michael Bublé (edição especial com DVD!), da Nádia
- caixa para o chá (bem gira, por sinal), da Claúdia
- cd ao vivo da Dave Mathews Band, do Rui e da Lia
- DVD Deuce Bigalow, um Gigolo na Europa, do Cristovão (er... digamos que não percebi esta...)
- ramo de flores, da Mercedes
- séries 1 e 2 do House, da minha irmã (os gags e a secção "deve ser lúpus" são de morrer)
- uma mala de ganga, da Marta (uma mulher nunca tem malas ou sapatos a mais)
- uma camisa de dormir da Bennetton, da Patricia
- uma torradeira, da Cândida (para a minha casita)
- um conjunto de lençois bordados à mão (lindos de morrer), da mãe
- uma drive externa de 120Gb da WD, do pai

Concluindo, a malta soube oferecer coisas que foram do práctico ao decorativo, do nerd ao feminino.

Ah, e ainda uma bergére, de carvalho decápé, da Conceição Vasco Costa, oferta dos papás para a minha casa. Ainda não pus os olhos nesta maravilha, mas só o nome impõe respeito! A tradução é: um cadeirão forrado, de mogno com umas pinceladas brancas. Parece-me bem.

quinta-feira, maio 31, 2007

Noite de stress

Exactamente. Pensava eu que a coisa não podia ser pior... mas afinal estava enganada. O belo do dia continuou pela noite.

Depois de um jantarinho apetitoso, já a começar a ficar cansada, deito-me. Navego pela internet, e meto-me na autêntica revolta popular que estava a acontecer no LiveJournal.

Irritação + irritação = insónia.

Levanto-me. São 1:30 da manhã. Penso em vir ao lab ver o resultado do último PCR, mas deixei a bicicleta no trabalho. Vou à cozinha e ponho-me a lavar a loiça. Parto um copo. Desisto da loiça, faço uma taça de cereais e volto para a cama.

Irritação + 2:30 da manhã = cansaço, finalmente!

No entanto irritação + insónia = dormir a manhã toda e chegar tardissimo ao trabalho, e de mau humor, ainda por cima.

Viva a Ana, por ter sugerido uma drink!!! Estava mesmo a precisar... :)

quarta-feira, maio 30, 2007

Dia de Stress

Sabem aqueles dias em que uma pessoa se questiona porque saiu da cama?

Hoje não é um desses dias, porque eu sei exactamente porque sai (ou saltei) da cama: para me chatear.

Primeiro atiro com o alarme para um canto qualquer e quando acordo é quase meio dia. Dez minutos depois estava a sair de casa. O estado desta? Sem comentários.

Depois recebo um email do programa de milhas da Tap, Victoria. O que eu gosto de escrever emails para estes gajos. Escrevo sempre umas coisas tão poéticas! A resposta é a lengalenga do costume. Sobe-me a mostarda ao nariz. Escrevo uma resposta de rajada e maldigo a coisa durante 5 minutos à pobre da Ana, que não tem nada a ver com isto, mas que convenientemente está na mesa em frente e fala português.

Depois cirando pelos meus sites do costume, incluindo o LiveJournal, no qual eu pertenço a algumas comunidades e mantenho contacto com amigos internautas. E não é que o LJ está a apagar ou suspender todas as comunidades que tenham interesses menos próprios? Gostava de saber quem é que decide o que é próprio e impróprio...

Se há coisa que me irrita, é censura na internet. Se um site contêm temas adultos, coloca uma página de entrada, regista-se com os softwares de webnanny, e só lá vai parar quem quiser e carregar no botão a dizer "Sim, quero ver/ler/falar sobre temas altamente controversos". É simples.

Não é preciso vir o "xerife" da net, dizer-nos o que é bom para nós. E já agora não se esqueçam de tomar o óleo de fígado de bacalhau, e lavar os dentes antes da caminha, tá?

Numa altura em que existem milhares de pedófilos online, sem que ninguém possa fazer nada, censuram-se obras de ficção publicadas online porque descrevem cenas de sexo.

Grrrr....

terça-feira, maio 29, 2007

Long Way Down

Há quase dois anos atrás, quando estive em Dublin, aproveitei uma estante de pechinchas numa HMV e comprei um livro chamado Long Way Round, relatando uma qualquer viagem de dois tipos, um deles relativamente famoso, Ewan McGregor.

A história é interessante. Ambos actores num pequeno filme há mais de 10 anos, tornaram-se amigos por um amor comum de motos. Durante esses anos, um dos tópicos mais discutidos era fazerem uma grande viagem de moto. Após o sucesso da sua presença na saga Star Wars, Ewan "suspendeu" a carreira de actor por dois anos, e começou a magicar o que fazer nesse interregno.
O resultado foi o Long Way Round, em 2004, em que Ewan McGregor e Charley Boorman partiram de Londres para Nova Iorque, atravessando a Europa de Leste, a Rússia e os EUA. Tudo muito à amadora e com pouco dinheiro e assistência. Decidiram filmar a coisa na esperança que alguma televisão comprasse o documentário e os patrocinasse.

Tinham uma pequena equipa de apoio que os seguia de jipe, a horas e às vezes dias de distância. Andaram por pântanos, rios, lama, pontes feitas de uma tábua de madeira, acamparam, foram convidados para tendas e hoteis, e deixaram cair as motos vez e vez seguida (era preciso o outro parar e voltar atrás, uma vez que apenas um homem não conseguia pôr uma moto de pé novamente.)

O livro acabou por ser um verdadeiro achado, e sim o documentário foi comprado e passou na tv inglesa. Foi um sucesso!

Três anos mais tarde, voltam à carga, desta vez com patrocínio da BBC e mais condições (o projecto apoia a UNICEF). O princípio é o mesmo: eles vão sozinhos sem apoio directo, e o trajecto é do norte da Escócia ao sul de África.

Podem segui-los neste site Long Way Down, com posts, videos e fotos. Estão agora no sul de Itália...

Boa viagem!

PS-Aqui têm um gostinho do Long Way Round.

sexta-feira, maio 25, 2007

Slecht!

Pois, é mesmo assim que eu me sinto, depois do exame de leitura e audição de flamengo de ontem. Ok, eu não estudei. E não estudo há 1 ou 2 semanas, mas, mas, mas... *suspiro* É pá podiam ter posto um texto e uma conversa ainda MAIS díficil, não?

Bem, o que há-de uma pessoa fazer? Olha, ri-se, principalmente quando se chega cá fora e o valor da renda que as outras pessoas ouviram vai de 618 euros, passando por 680, 718 e 780, o que tornou a coisa num autêntico bingo! LOL

A Carolina NÃO vai passar a esta coisa, mas a Carolina vai estudar no fim de semana para o exame escrito na 3a feira. E depois, no próximo ano... inscrevo-me outra vez! ahahahaha

EDIT: A Carolina vai também apagar todo e qualquer comentário que contenha a palavra "trancada" quando aplicada como designação para o acto sexual e outros carinhoso epitetos. No vosso blog, façam o que quiserem, que no meu mando eu.

quinta-feira, maio 24, 2007

Notícia bombástica

Mas ainda antes da notícia BOMBÁSTICA, tenho que a dizer que enquanto procurava bilhetes para a Tour dos Take That (Novembro/Dezembro), que estão obviamente esgotadíssimos, descobri que o nosso amigo Michael Bublé também ia andar pelo continente Europeu.

Uma procura rápida originou uma data e local: 5 de Novembro, Sport Palais, Antuerpia, Bélgica. O bilhetes vão dos 34 aos 44 euros. Era lindo, não era? Oh, Blennius, não queres vir dai? Mais a malta do costume, claro!

Ah, e quanto à notícia BOMBÁSTICA? Fica para a próxima. LOL (PS- Acho que ando a ver Gato Fedorento a mais)

terça-feira, maio 22, 2007

I'd Wait for Life

Vou continuar o meu plano subtil de conversão dos meus amigos em fãs dos Take That. lol

O próximo single deles, segue a música Shine no album, e também agora faz um bom complemento. Uma balada sem ser chata e demasiado açucarada.

quinta-feira, maio 03, 2007

Michael Bublé

O que posso dizer deste grande senhor? É dos poucos artistas do qual sei nada ou quase nada sobre a sua vida pessoal. Sei que tem mais ou menos a minha idade e que é canadiano. That's it.

O resto ouve-se na voz. E o que se ouve é muito e muito talento. Há cerca de dois anos, já o nome me tinha passado pelo ouvido, o que me fez ouvir o segundo album, chamado It's Time. Durante mais de dois meses ouvi o album sem parar, de trás para a frente e de frente para trás. Versões fabulosas de músicas dos Beatles, e grandes clássicos de Sinatra e afins. Imediatamente arranjei o primeiro album, chamado Michael Bublé, que apesar de ter excelentes músicas como Moondance e Fever, não me conseguiu agarrar do mesmo modo.

Finalmente, esta semana sai o 3o album, Call me Irresponsible, e já está em grande rotação na minha iPod. Mais um conjunto de convidados de primeira categoria como o Ivan Lins e os Boyz II Men, e classe. Muita classe.

O album It's time começava assim...

segunda-feira, abril 30, 2007

Magnífico

Ia fazer um outro post, mas depois de descobrir esta pérola, não podia resistir a pô-la aqui para guardar como recordação. A primeira vez que o RAP me fez rir, ainda antes de haver Gato Fedorento...

Senhoras e senhores, o rapper Bad Boy MC Crazy Motherfucker:

quinta-feira, abril 26, 2007

Love Today - MIKA

O que me põe a dançar no estúdio de manhã, a balançar na cadeira do laboratório, a pedalar com energia na bicicleta...

Love, love me...

terça-feira, abril 24, 2007

You will lose...

Ai, que estas coisas dão cabo de mim! Principalmente porque estou a reler este livro em antecipação ao lançamento do filme e este trailer faz-me arrancar cabelos.
Ui, ui, este filme vai ser muito bom...

quinta-feira, abril 19, 2007

Gent


No final de Março fui a Gent, numa das excursões organizadas pelo ICC da faculdade. Já tinha experimentado ir a Bruxelas com eles e gostei, portanto decidi repetir.

Gent fica na Flandres, a cerca de 1 hora de autocarro de Leuven, e no seu auge durante a idade média, foi a segunda maior cidade da Europa, logo a seguir a Paris. Era maior que Londres! O comércio que a fez florescer foi o do tecido, que era produzido e vendido ali para quase todo o mundo.

A guia que nos acompanhou durante a manhã contou várias histórias engraçadas. Ao chegarmos perto do palácio do Gerald Duvel (o diabo), ficámos a saber que o senhor gostava de se ver livre daqueles de quem não gostava, e isso chegou a incluir o próprio filho, por estarem ambos interessados na mesma mulher. No entanto, o filho fez jus ao pai, e ao evitar a armadilha que lhe tinha sido montada, fez com que o pai caisse na armadilha, sendo assassinado pelos homens que tinha contratado para matarem o filho.

O palácio deu ainda para vermos o nível da cidade de Gent na idade média, cerca de 1,50m abaixo do que é hoje. Porque? Bem, na altura, o lixo era simplesmente atirado pela janela para a rua, e depois de se acumular demasiado, colocavam areia por cima e toca de deitar mais lixo. Eventualmente, acabaram por começar a contruir os edificios por cima do lixo e voilá!

Em seguida, fomos ver a catedral, onde se encontra o famoso triptico de Van Eyck "O Cordeiro Místico". A história do quadro apaixonou-me: mandado fazer por uma rica e importante família da época (representados no quadro rezando piamente ;)), foi colocado na capela privada desta família, na catedral. Mandado para Paris por ordem de Napoleão, começou assim as aventuras deste tríptico. Foi devolvido, vendido a um inglês, comprado pelo rei alemão, devolvido como espólio da I Guerra Mundial, e em 1934 roubaram um dos paineis laterais, que tinha pinturas de ambos os lados. O painel foi cortado a meio e a parte de trás deixada nos perdidos e achados da Gare Central em Bruxelas, com um aviso: "eu tenho a outra parte e quero um bom dinheiro por ele". Nunca se chegou a pagar o resgate e o ladrão de quem se suspeitava morreu subitamente pouco tempo depois.

Concluíndo, foi mandada fazer uma cópia a um pintor da época, que se encontra no local da parte roubada, juntamente com a parte que foi devolvida.

Mas tinha que vir o amigo Hitler e roubar o triptico novamente. Foi levado para Berlim, e já no final da II Guerra, para Itália e finalmente escondido numa mina de sal na Austria, onde foi salvo in extremis pelos Americanos que o devolveram à Bélgica.

O tríptico foi finalmente retirado da capela e encontra-se exposto numa sala guardada, dentro de uma protecção de vidro. Magnifico!

Outra curiosidade é a do dragão no topo da torre de vigia no centro de Gent. Reza a história que um dos duques da zona, ao passar em Constantinopla a caminho das cruzadas, reparou num dragão no topo de um minarete, a servir como protecção. Prontamente mandou retirar o dragão e trouxe o de volta com ele para Gent. Ora, este foi um bom conto, até recentemente se descobrir a conta dos fundidores de Gent que fizeram o dragão, e que foi pago pelo tal duque. O curioso, é que a história está tão enraizada, que ainda o ano passado um jornal turco exigiu o regresso do dragão à Turquia. :)

Foi um excelente dia, apesar do frio cortante. Deu para fazer uma amiga colombiana, a Natália, comprar umas garrafinhas de genevre de chocolate e de baunilha, e divertir-me com estas curiosidades.

Vou voltar...

quinta-feira, abril 05, 2007

Doente e irritada

Estou doente. E pouca ou nenhuma vontade de fazer seja lá o que for. Um pouco farta do pingo no nariz e dos espirros que quase me fazem cuspir um pulmão, literalmente.

Mas mesmo assim, consigo irritar-me. Com o quê? Estava eu a ler que o actor John Travolta teve de fazer uma aterragem de emergência quando voava da Alemanha para Nova Iorque, no seu Boeing 707 SOZINHO!!!!! A porra do avião leva 200 pessoas, e ele voa-o sozinho para ir fazer uma entrevista à Alemanha?

What an asshole!

segunda-feira, março 26, 2007

OK Go!

Votado como o video mais creativo do YouTube, este video dos OK Go, para a música Here it goes again, é realmente viciante. Há músicas que eu adoro, mas que quando começa o clip, mudo de canal, e depois há estes clips, em que uma pessoa simplesmente não consegue tirar os olhos do ecrã.

E já agora, para os mais cépticos, os OK Go repetiram a coreografia ao vivo nos prémios da MTV. E não se engaram.

sexta-feira, março 23, 2007

Harry Potter vai ser mais verde

Aqui está uma noticia, que eu sei, vai fazer feliz alguns dos meus leitores.

O novo livro do Harry Potter, "Harry Potter and the Deathly Hallows", vai ter a maior primeira edição com 12 milhões de livros impressos (só nos EUA). E para além disso, vai ser o segundo maior livro da série, com 784 páginas.

E perguntam vocês, o que é que isso me interessa?

Por isto: tanto a Scholastic como a Bloomsbury, as editoras americanas e inglesas dos livros, anunciaram que todos os livros vão ser impressos em papel que contêm no mínimo 30% de fibra reciclada, e que cerca de 65% será em papel certificado pelo FSC, uma organização mundial de protecção das florestas. Esta será a maior compra de papel certificado para ser usado num único livro.

Ah, e as próximas re-edições dos volumes anteriores já seguirão estas novas regras.

Resta esperar que outras editoras sigam este exemplo.

domingo, março 11, 2007

A sunny day in London Town

Foi um fim de semana bem passado em Londres. Aliás, o tempo e as multidões quase que faziam creer que estavamos em plena época turistica.

A minha irmã estava em Chelsea, numa zona calma e agradável, perto do stand da Ferrari. Acho que não preciso de dizer mais nada. :)

O metro está em grandes remodelações e algumas linhas encontram-se fechadas, o que só contribui para o caos geral. Picadilly Circus estava tipicamente cheia de turistas e pessoas às compras ou para os teatros/musicais.

Mal saimos do metro, tentámos perceber onde era o teatro onde iamos, para levantar os bilhetes.
Como podem perceber pela foto, ver onde era o teatro era o minimo das nossas preocupações, uma vez que o magnífico poster da peça estava escarrapachado na fachada do teatro.

A foto não dá para perceber bem, mas a imagem é uma fantástica sobreposição do torso do Daniel Raddcliffe com a cabeça de um cavalo, a olhar para nós.

Depois de passearmos por Regent Street, pelo Soho e por Oxford Street, assentámos arrais no café em frente ao teatro e descansámos os nossos pobres pés.

Por volta das 7, já completamente noite, entrámos no teatro. Muito bonito, um teatro de tradição a sério. Tinha conseguido o que foram provavelmente os ultimos bilhetes da noite, e estavamos na plateia. Uma grande variedade de espectadores, com jovens informais e fanáticos do teatro. A bonita Gillian Anderson (a agente Scully dos X Files), estava na fila à nossa frente com o marido e um casal de amigos, enquanto que o estravagante John Galliano estava com alguns amigos duas filas atrás.

A peça começou. Imediatamente se torna claro que não há espaço para fãs do Harry Potter. A peça desenvolve-se sobre temas surpreendentes como a religião, a psicanálise, e fetiches com cavalos.

Tem certamente a melhor cena de lançamento para o intervalo de sempre. É psicótica, é hipnotizante, tudo joga a favor, desde a iluminação ao cenário à interpretação de Raddcliffe. Impressionou-me.

Na segunda parte começa-se a desvendar o mistério, e é introduzida a outra personagem adolescente, muito bem interpretada por Joanna Christie. A cena de sedução entre ambos era o momento mais esperado da noite. Sem pruridos, despem-se, dão as mãos, e beijam-se. Toda a gente torce o pescoço para apanhar o nú dos dois actores. E subitamente... dá-se o climax final da peça, percebemos tudo, as peças fazem todas clique, o puzzle completa-se. Raddcliffe está em palco sozinho completamente nú, e no entanto é um momento de tal violência, raiva (do personagem) e compreensão (do espectador), que o que toda a gente veio cuscar se torna irrelevante.

Foi totalmente merecida a forte ovação final. É uma peça extraordináriamente forte, e admira-me o choque que não deve ter sido em 1973 quando foi pela primeira vez representada.

Apesar de na ultima cena da peça estar absolutamente transida no lugar, meia entre o horror e a admiração, foi a cena antes do intervalo que realmente me afectou. Não é coisa que vá esquecer fácilmente.

O Daniel Raddcliffe inscreveu-se na prova de fogo, e acho que vai sair dela sem uma chamuscadela. Bravo.

quinta-feira, março 01, 2007

Equus

No dia 10, vou a Londres ver esta peça, Equus de Peter Shaffer.

Aqui está um resumo:

"Alan Strang (Daniel Radcliffe) seems a normal, obedient 17-year old with a passion for horses. Then one night he blinds six horses with a hoof pick. What drove him to it? His life seems routine, his family loving, his pursuits harmless and yet he has been placed under psychiatric surveillance - an unresponsive patient who is woken each night by terrible nightmares. Only psychiatrist Martin Dysart (Richard Griffiths) seems able to grasp the answer to this psychological puzzle."

Parece interessante. E as criticas têm sido boas, especialmente para Radcliffe, mais conhecido por ser o Harry Potter. E apesar de ter estreado esta semana, já vendeu perto de 2 milhões de libras em bilhetes...

Não percebo porque... Ah, é capaz de estar relacionado com a cena de nudez final. ;)



Depois adianto comentários.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Novas obsessões musicais: a senhora

Não sei nada sobre ela. Aparecia-me constantemente nos videos do Launch, o meu site musical de referência. E depois de se ouvir os primeiros segundos desta voz de quem acabou de cair da cama, a recusar ir para o rehab, não há quem resista...

Arranjei o album, e todo ele tem aquele sonzinho Motown, actualizado com um pouco de atitude e de queixo erguido.

Muito bom.

A senhora que neste momento partilha a alta rotação da minha iPod, com o senhor anterior.

Novas obsessões musicais: o senhor

A primeira é um senhor chamado Mark Owen. Tudo na carreira aponta para um artista da treta: membro da boyband Take That, voz fraquinha, e pouco talento... até os Take That acabarem e ele se lançar a solo.

O primeiro album teve o sucesso reservado aos fãs que ainda dele se lembravam, mas rapidamente foi despachado pela discográfica. Sem emprego, mas com amor pela música, manteve-se fora dos olhares públicos até ser convidado para entrar no Big Brother Celebridades. Ganhou e com isso veio um novo contrato discográfico.

Sai um album com canções a roçar o brilhante, In Your Time, mas que não vai a lado nenhum. Novamente na rua, gasta o ultimo cêntimo a lançar ele próprio o seu 3o album e respectivos singles, ironicamente chamado How the Mighty Fall... Novamente, uma colecção de músicas sentidas, e abundantes momentos de génio, que ninguém conhece nem compra.

Eu comprei recentemente o 3o album, e não me canso, simplesmente não me canso deste senhor.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Referendo

Não queria entrar em discussões filosóficas sobre a vida, e a morte, e quando é que se passa a ser um ser e se deixa de ser um conjunto de células, mas há algumas coisas que me fazem comichão...
Surpresa, por saber que o Sim ganhou. Juro que estava convencida que iamos ter repetição.
Indignação, por saber que 60% ficou em casa e se marimbou para a questão... Ainda temos muito para andar em termos cívicos.
Tristeza, por alguns dos comentários que tenho lido online em jornais, contra o Sim.

É claro que era bom que houvesse um bom sistema de planeamento familiar, e mais assistência a nível social, mas o que fazer quando algumas mulheres compram a pílula do dia seguinte constantemente, e sendo aconselhadas a tomar a vulgar pílula, a recusam? O que fazer quando a mulher pensa que ele também quer esta criança e no final ele a recusa?

Conhecida minha, que fez um aborto em Espanha, falou da enorme vergonha de ser a única mulher na sala de espera não acompanhada pelo parceiro. Porque quando a coisa não é proibida não é preciso haver medos, pode se dar a cara e tomar a responsabilidade pelo erro.

Finalmente, entristece-me que enquanto se discute o direito de um feto na barriga da mãe, tem de viver ou não, juízes portugueses continuem a entregar crianças aos pais biológicos, para serem espancadas, torturadas, violadas, e atiradas a um qualquer rio mais perto, para esconder o incómodo.

O feto não tenho a certeza, mas estas crianças tenho. Sofreram. Sofrem ainda.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Ela está a tentar matar-nos....

Ah, pois está!

A senhora Joanne Rowling anunciou que o sétimo e último livro do Harry Potter, chamado Harry Potter and the Deathly Hallows, está concluído e será publicado mundialmente a 21 de Julho de 2007.

Ou seja: este ano. Ou seja meia dúzia de dias depois da estreia do 5o filme. Isto quase que leva os fãs ao ataque cardiaco!

Eu não sei exactamente onde estou nesse dia, nem o que vou fazer, comer ou vestir. Só sei que à meia-noite estarei numa FNAC a comprar uma cópia. E que vou passar a noite a ler.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Patience (nova versão)

Para quem não se deu ao trabalho de ver o belo do video clip dos Take That com a música Patience, vão lá atrás, vejam e depois venham ver esta versão...

Hilariante...

Tecnologia e natureza

A tecnologia é viciante como o caraças! O que somos nós hoje em dia quando falta electricidade durante 1 hora? Não podemos ver televisão, nem estar no computador. Não posso aquecer comida porque o meu fogão é eléctrico. Posso ler um livro à luz da lanterna, mas também não dá muito jeito...

Então o que acontece quando eu acordo uma manhã com o computador sem imagem no ecrã? Fácil! Faço um autêntico freak out, falo com o computador como se ele fosse uma criança de 2 anos (Vá lá! Liga lá o ecrã! Please!!!!), e vou a correr para o serviço falar com o IT guy, o Pieter. Que me diz rapidamente qual é o problema. Ok. E agora? É preciso substituir uma peça, mas entretanto vou estar 2 semanas sem computador. Acho que a moeda na altura não caiu, porque não fiz grande alarido; claro que na primeira noite cá em Leuven a moeda caiu sonoramente!!! Ahhhhh!!!

Enquanto estou a lidar com os sintomas de abstinência do portátil, a Natureza resolve voltar ao normal, e deitar um forte nevão por cima de Leuven esta manhã. A cidade fica linda de branco e as estradas horríveis com aquela neve lamacenta. Andar na rua é, por enquanto, um exercício de equilíbrio e sorrisos de contentamento. Apetece-me agarrar em skis e vir a skiar até ao serviço... e a culpa é toda vossa!!!! (vocês sabem quem são :) )

domingo, fevereiro 04, 2007

Adeus

Afinal o ano não está a começar da maneira mais auspiciosa, mas há coisas contra as quais nada podemos fazer.

Ontem, a nossa coelhinha de estimação morreu. Tinha 6 anos e meio. Veio para nossa casa porque a minha irmã queria um cão, e ao menos um coelho sempre era mais pequeno. Era um sábado, 4 de Agosto, eu estava com a minha mãe na farmácia e a minha irmã e o meu pai foram ver a uma loja o que potencialmente seria necessário para um coelho.

Voltaram com as tralhas todas e uma caixa de cartão, onde a um canto estava enroscada uma bola de pelo branca. Pesava 300g, tinha 3 semanas e cabia no tarraço de barro onde se lhe punha a comida.

Uns tempos depois pesava perto de 3 kilos, e punha as patas na borda da taça da comida para se inclinar lá para dentro. Adorava esticar-se toda ao comprido ao sol, e rosnar a toda a gente, excepto à minha irmã. Roeu tudo o que pode, desde fios electricos até à mesa e cadeiras da cozinha (que tiveram de ser substituidas). Não se ralou nada com a chegada da cadela. A Lusa tinha mais medo dela do que ao contrário.

Era a Nina. Tinha umas orelhas pretas macias, uns «óculos» escuros à volta dos olhos e um enorme tufo de pelo muito macio no peito. Assim foi até ao fim.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Running the world

Uma vez que ninguém comentou nos meus amigos Take That, cá vai uma música brilhante (que mais se podia esperar?) desse grande inglês (mas grande mesmo, deve ter quase 2 m) chamado Jarvis Cocker.

A minha relação apaixonada com este homem começou de forma certamente muito pouco romântica: nos idos tempos em que o Michael Jackson ainda era alguém, e estava a actuar nos British Music Awards rodeado de criancinhas de todas as etnias, a cantar a legalenga do costume, O nosso amigo Jarvis salta para o meio do palco, vira o rabo para a audiência e limpa-o com papel higiénico. Estava dito: o Michael Jackson é uma m....! É claro que foi imediatamente arrastado do palco por seguranças, mas por algumas semana foi herói nacional.

Antes disto acontecer, já eu adorava esse grande disco dos Pulp, o Different Class. E com isto ficou selada a minha admiração pelo homem.

Agora a solo, casado e pai de filhos, não perdeu pitada da sua veia sarcástica e continua a debitar grandes músicas como estas.

sábado, janeiro 27, 2007

terça-feira, janeiro 23, 2007

Munique, Munich, Munchen

Como estou atrasadíssima em relação aos posts, vai marchar já a GRANDE viagem a Munique para conhecer o Blennius e para fazer ski.

Foram 4 dias espectaculares, de tal modo que seria dificil pedir melhor. Desde a aventura para apanhar o avião para Munique, em que tudo estava avariado/atrasado, conseguir manter os pés no chão de Munique uma vez lá chegados (como na altura em que eu e a Ana tivemos de nos agarrar ao prédio devido ao vento...), até à hipotese de não haver neve para fazer ski...

Wrong! Ao que é que chamam isto? Ok, se calhar não era a neve ideal, mas no dia seguinte tivemos ainda mais sorte, uma vez que nevou furiosamente. Mas neste dia apanhámos um sol maravilhoso.

O pior era mesmo quando voltávamos ao hotel, e ao nosso dormitório de 8 pessoas, e dávamos de caras com o chinês e o cholé a dormirem às 5 da tarde! Por todos os santinhos!!!!

Apesar de ter regressado dorida, mas não muito mal (graças aos comprimidos mágicos do Ricky!), tenho a agradecer aos meus instrutores as instuções técnicas e paciência, e os gritos de encorajamento ("Bora, pá!"), o facto de não ter partido nada e até ter conseguido, imaginem lá, skiar um bocado!!!! Viva!!

Activity day, part 2

Lá remámos pelo rio abaixo até perto de Leuven. Pelo caminho, descobrimos o nosso nome viking (o meu é Herculanodoiter, a filha do Herculano!), chapinhámos na água e rimo-nos do outro barco, que estava constantemente a ir contra as margens.

Depois de puxarmos os barcos para o atrelado que nos esperava, seguimos até ao Kastlepark, onde fizemos uns brindes com um sumito alcoólico muito bom...

Tempo para voltarmos à infância, com jogos como o 1,2,3 macaquinho do chinês e outros jogos belgas. Deu para corrermos, escorregarmos na lama, voltar a ter 8 anos, e no geral divertirmos-nos imenso.

Seguiu-se bowling, onde eu não estava nos meus dias. Mas mesmo assim, a Annemie foi a pior jogadora, enquanto que o Koen foi o que mais pontos conseguiu. Ora, isto já no Wiering a jantar, deu direito a prémios: para a Annemie uma caixa de chocolates, para o Koen um certificado do primeiro vencedor da competição internacional pelo "Ria Swinnen Prize", que lhe dá a honra de ser o organizador do activity day para o ano! lol! Mas lá o pendurou orgulhosamente na parede ao lado da sua secretária...

A seguir ao jantar, seguiu-se para o karaoke, mas esse tópico só por si dava para escrever um livro. Escusado será dizer que gozámos à grande, enquanto os cantores "a sério" nos olhavam com desaprovação, pelo massacre que fizemos a canção atrás de canção... Até a Ana cantou em flamengo!

Foi um dia memorável. Melhor que isto só os vídeos que eu fiz! Ahahahaha

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Activity day, part 1

Na segunda feira foi o momento alto do ano: o activity day! O dia em que saimos do laboratório e tentamos criar laços de cooperação e amizade entre as pessoas que trabalham no laboratório.

Mas... dado que já nos damos bastante bem, acaba por ser mais uma razão para passearmos, comermos e bebermos, à conta do laboratório. Sim, não há nada que o estudante goste mais do que comida e bebida à borla.

Começamos de modo decadente com um copo de champanhe. Alguém se tinha lembrado que eu não bebia alcool (not on my parties, she doesn't! exclamou o Koen) e compraram champanhe de crianças! Apesar de sim, eu beber alcool, foi bom para começar, porque este hábito dos belgas de beberem primeiro e comerem depois, comigo não funciona.

Em seguida tivemos um excelente pequeno almoço, com ovos mexidos com bacon, croissants, folhados de chocolate, café, sumo de laranja, etc. Maravilha!

Uma vez que pelos vistos fomos muito rápidos a comer, fizeram-nos calcorrear meia Leuven antes de chegarmos à estação de autocarros. Ai apanhamos o autocarro, até um pouco fora de Leuven, já em pleno campo.

Esperava-nos dois barcos, remos e chapéus de viking! Canoagem!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Já consegui uma dose...

Sim, hoje finalmente consegui outro episódio do House, por métodos altamente ilegais confesso.

Ah, Hugh Laurie, how I love thee....

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Vício

Mas que raio de série tão irritante que é o House. Sim, adoro o Hugh Laurie, e adoro o tema, e a história, e... raios! Quero mais episódios!

Comecei a ver a primeira série e agora que estou quase no fim, não há maneira de arranjar os episódios e estou a começar a ter sintomas de abstinência. E isto de uma série que eu não gostava....

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Ida a Glasgow (o final)

Só falta mesmo falar do espectáculo, mas não há palavras que o descrevam.

Portanto aproveito para deixar o sketch Apache2006, em que se explica o "Making of a boyband". Ouçam bem as 10 regras. Hilariante. Uma coisa que eles adoram fazer é gozar com eles próprios...

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Benvindo 2007!

E já não era sem tempo...

Bem, cá estamos, com ano novo à nossa frente, cheio de dias novinhos em folha.

Mas ainda em relação ao ano passado, houve duas actividades que não mencionei: a festa do Yoeri e a visita a Bruxelas.

A festa do Yoeri, no dia 15, começou inevitavelmente ainda no lab, com uma lata de cachaça, açucar mascavado, limões, kiwis e uns aperitivos roubados à Kathy. Em seguida, jantar onde arrefecemos os animos com comida a sério e umas aguitas. Depois, direitos à Villa Ernesto. O Yoeri tinha preparado uma festa e tanto. Recebeu-nos com uma flute de champanhe e 2 vales de bebidas. Mais tarde vieram também sandes com paté e fiambre. Sede e fome não se passou.
Foi uma noite interessante, pois deu para conhecer várias pessoas, como o Johan, namorado da Natalie que vive no Luxemburgo e sabe falar português futebolistico (passa, avançado, Figo, Cristiano, etc) ou o Miguel, belga com ascendência brasileira, que vai trabalhar para São Francisco numa das mais importante empresas de antiretrovirais. Ah, e claro o bartender, que era português, apesar de já viver por cá há muito tempo.

A Ana tinha vôo para Portugal às 7 da manhã, e com medo de adormecer e perder o avião, deciciu fazer uma directa. Não sei em que altura é que convenceu o Ricardo a acompanhá-la, mas pelos vistos eu também estava incluída. Errado! Aqui a Carolina não se aguenta com directas, nem que durma o dia todo. Há qualquer coisa no meu relógio biológico que me impede de passar a noite toda em claro...

Escusado será dizer que o Ricardo no dia seguinte estava a morrer de sono, e só acordou porque tinha ficado combinado que eu lhe telefonava às 8. O dia estava muito frio e chuvoso para uma visita a Bruxelas, mas felizmente a maior parte do tempo foi passado dentro do autocarro. Visitámos o Atomium, com direito a visita guiada. O guia tinha alguma dificuldade em se expressar, mas não deixou de ser interessante, principalmente a história que envolveu a construção. E como foi restaurado o ano passado, estava lindo e reluzente.

O pior foi a seguir, em que fomos deixados na Grand Place para ir ao mercado de Natal, mas da maneira que estava a chover, só queria mesmo era entrar num restaurante e ficar por lá. Metemos conversa com outros dois excursionistas, uma rapariga em Erasmus da Polónia, e um homem da América do Sul (não me lembro onde) que já cá está há alguns anos e que conhecia bastante da história da Bélgica.

Ainda conseguimos ir à Catedral, onde estava a decorrer um concerto de um coro, e voltamos para o autocarro. Já com uma guia bem simpática, e fluente em Inglês, demos a volta por Bruxelas. Foi um tour extremamente interessante e nada aborrecido, mas infelizmente, a noite anterior começou a pesar e acabei por adormecer. Ainda apanhei o final da tour e a passagem pelo Museu de Arte Africana.

Este ano vão organizar uma viagem a Antuérpia, mas não vou cá estar. Mas à próxima que estiver cá vou de certeza!

domingo, dezembro 17, 2006

Mercado de Natal

No dia seguinte ao almoço de Natal, começou o Mercado de Natal aqui em Leuven. Eu, a Ana e o Ricardo, fomos lá dar uma espreitadela a seguir ao trabalho. Muita gente e animação, enquanto a Ana nos dirigiu directamente à banca de vinho quente. Que excelente maneira de beber vinho e aquecer. Gostei sinceramente. Ainda por cima o vinho era doce. Muito bom.

Havia variadas tendas de comes e bebes, artesanato e curiosidades. Comprei um pedaço de Apfelstrudel, deram-me uma garrafa de Coca-cola, comprei uma prenda para a Lusa, fomos aos cachorros quentes, ouvimos o cantor da noite, e voltámos para o vinho quente.

Almoço dos fondues

Bem, para além das chatices e das preocupações, a vida também tem outras coisas. E estando aqui na Bélgica, obviamente essas coisas têm de incluir o belo do fondue.

Fui devidamente avisada para, apesar de ser o almoço de Natal do laboratório, levar a pior roupa que tivesse, porque ia ficar impregnada de tal maneira com cheiro a queijo, que ia ficar quase radioactiva.

Realmente o cheiro no restaurante (da noite anterior), era um pouco forte, mas nada de especial. Os mediterrânicos e atlânticos (as portuguesas, o grego e o brasileiro) pedimos o fondue de carne. O resto pediu diversas variantes do fondue de queijo, onde molhavam pão e batatas. Saudável, portanto.

O nosso fondue consistia essencialmente de pedaços de carne para fritar, com salada e batatas fritas. Bastante saboroso. Pedimos batatas fritas para ai uma 6 ou 7 vezes. Salada? Uma vez. Para uma mesa de 8. Hmmm....

Para sobremesa, estava seriamente tentada a pedir uma Apfelstrudel com gelado, mas se era para o fondue, era para ir até ao fim. Mandámos vir um fondue de chocolate com frutas. E quando se acabaram as frutas, foi mesmo à colherada. Muito bom.

De repetir... Excepto o cheiro. Apesar de ter um vestiário à entrada, para deixar casacos e diversos, este fim de semana, detectei um cheiro estranho no cachecol... a queijo. Está de parte para ser lavado em Lisboa.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

2006

Mais uma boa noticia....

Mas será que esta merda de ano não acaba nunca?

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Fim de semana

Este fim de semana foi diferente, apesar de ter sido passado em Leuven. Como na sexta-feira era feriado em Portugal, os meus progenitores vieram ver o ninho da sua cria.

Chegaram na sexta-feira a seguir ao almoço, e foram para o Hotel Professor, onde eu tinha feito reservas para duas noites. Fui lá ter com eles assim que eles chegaram. O hotel Professor fica muito bem localizado, mesmo no centro de Leuven, e perto de quase tudo. E o próprio hotel era bastante bom. Então o quarto dos meus pais, era maior que o meu estúdio!

Na sexta-feria estava um dia bastante desagradável, com muito frio e chuva. Lanchámos na Diensestraat e não resistimos a voltar ao hotel, para nos aquecermos, e estarmos um bocadinho a conversar. Fomos jantar à pizzaria Quo Vadis, que me tinha sido recomendada, e que é realmente muito boa. Só que a pizza era enorme, e eu comi tudo mais metade de um tiramisu com a minha irmã.

Como os quartos eram enormes e o single da minha irmã tinha duas camas, decidi ficar por ali com eles, em vez de andar sempre a ir ao estúdio e a voltar. O resultado do jantar foi que acordei às 4 da manhã com um pedaço de massa de cimento, quer dizer, pizza no estômago. A minha irmã também não conseguia dormir, e ficamos na conversa até âs 6.

Escusado será dizer que os grandes planos de irmos a Bruxelas no dia seguinte, ficaram logo pelo caminho. Tanto nós, como os meus país estávamos cansados e queriamos era aproveitar a companhia uns dos outros. Portanto passeamos pela feira de flores e legumes que havia ali perto, e depois fomos ao supermercado comprar o suficiente para um almoço no meu estúdio.

Pois é, o que eu tenho a dizer é que os meus pais ficaram encantados com o estúdio e sua localização, e eu fiquei a saber que aquele estúdio é pequeno demais para 4 pessoas! Principalmente, porque a minha mãe chega, põe uma toalha à cintura e trata de esfregar, lavar, cozinhar, e rearrumar-me a cozinha, sala e quase que chegava à casa de banho também!

Nessa tarde fomos ver o Groot Beginhof, que é uma zona realmente muito bonita, com a calçada antiga, e as casas baixinhas, os estábulos a fazer de garagem para bicicletas, e as inumeras pontes por cima do Didje.

Jantámos no Wiering, apesar de ninguém estar com muita fome. Pedimos o entrecosto com mel, que estava realmente muito bom.

No domingo, depois de fazermos o check out do hotel, fomos até ao meu estúdio, e apesar de não querer que eles se fossem embora, tanta gente no meu estúdio também já me estava a fazer confusão!

Levei os meus pais e irmã até à estação de comboios, eles compraram os bilhetes para o aeroporto e lá foram. Foi difícil, a separação, porque normalmente sou eu que vou embora, mas desta vez fui eu que fiquei.

Senti muitas saudades, e não sei se foi melhor ou pior eles terem vindo cá este fim de semana. Na segunda-feira estava muito triste (até por causa de uma outra situação com uma pessoa de quem eu gosto muito), mas ontem já recuperei um bocado, e agora à medida que os dias passam e já falta pouco para voltar para casa, já estou mais animada novamente.

Está quase!

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Mais tradições belgas

Para começar, eles sabem esticar bem o mês de Dezembro e a história das prendas. Enquanto que nós lutamos por em duas semanas, comermos os fritos, doces e comezainas que se preparam no Natal, eles aqui começam logo no dia 6.

No dia 6 de Dezembro, o Saint Nicolas, mais os seus ajudantes ZwaiterPiet, distribuem chocolates e laranjas pelas crianças que se portaram bem. Ora, este ano ele esqueceu-se do laboratório. Dedicamo-nos então a escrever cartas ao Saint Nicolas, com promessas de bom comportamento, e colocámos sapatos ao pé das secretárias com cenouras para os cavalos do Saint Nicolas, e uma cerveja para os ajudantes. Eu acrescentei um pacote de bolachas e uma saqueta de café.

No dia seguinte, recebemos um grande cesto cheio de figuras de chocolate e laranjas de massapão. O cheiro de chocolate neste laboratório!

Ao mesmo tempo, ontem tinhamos um seminário de manhã, e uma defesa de tese de Doutoramento de tarde.

É claro que o laboratório inteiro compareceu em peso à defesa de tese. Foi um momento bonito, e muito bem conduzido. Ainda agora comecei e já fiquei a pensar nesse dia daqui a uns anitos...

Depois de doutorada a aluna, houve uma recepção, onde houve entrega de prendas e flores, e toda a gente se dedicou a comer, beber, e congratular a recém Doutora.

Voltámos a pé, o que demorou algum tempo, mas que se fez bem, e encontramos a chefe no laboratório. Claro que a conversa descarrilou imediatamente para as cervejas, e lá vou eu e o Ricardo, para o Wiering com a chefe. Bebi uma Fambroos, mais conhecida por cerveja de gaja, apesar de eles tentarem valentemente endurecer a coisa, com um rótulo radical.

Conclusão, cheguei a casa às 11, bem coradinha e cheia de calor. Mas...
...continuo a não gostar de cerveja. Desculpem lá.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Festa belga

Ontem participei pela primeira vez no ritual de celebração belga. É um estudo interessante a nível antropológico. Começou por volta das 5 da tarde, sob o pressuposto de celebrar uma bolsa no campo dos 6 dígitos de euros. Isto consistiu de várias garrafas de vinho tinto, umas batatas fritas, umas azeitonas e cubos de queijo.

Já com os motores aquecidos, decidiu-se seguir para um local de consumo de cervejas. Ou seja, apesar de a lista ser extensa, esta consistia unicamente de líquidos, na maior parte cervejas belgas. E ai começaram as rodadas. Uma vez que eramos 8, a noite ia ser longa. Para além das rodadas, conseguimos discutir melhor livro, melhor filme, melhor actor/actriz e melhor música. Depois de eu tentar levantar uma rebelião por comida por volta das 9, eram quase 10 quando seguimos para a pizzaria.

Ou as pizzas eram boas, ou a fome era muita, porque foi o momento mais silencioso da noite. O mais barulhento foi quando a Lusitana Paixão decidiu levantar dinheiro e gritar "Money! Drinks!" o que nós deduzimos ser a sua tentativa de comunicar que nos ia pagar uma rodada...

No outro lado da rua da Pizzaria, esperava-nos o Karaoke Beethoven. Ele bem dizia "Privado" na porta, mas alguém ligou alguma? Não! E foi assim que fomos parar no meio da noite chinesa, em que as músicas era exclusivamente chinesas, e a maior parte do público também.

Tristes, mas não desanimados, seguimos para outro bar. Ai paguei eu uma rodada, apesar de esta já começar a incluir águas.

E no final? A Lusitana Paixão, de quem nos tinhamos rido tanto, foi a mulher da noite! Durou até ao fim, e ainda foi alegremente a pedalar até casa!

terça-feira, novembro 21, 2006

Está quase....

Ahahahaha! (riso maquiavélico)

Dia 13 de Julho já cá está marcado na minha agenda. E nada se vai meter entre mim e ESTE filme. Ouviram? Nada!

segunda-feira, novembro 20, 2006

Fim de semana

Este fim-de semana foi um pouco mais bem sucedido que o anterior.

Sexta-feira fui à Pangaea ver o filmezito da praxe, e aproveitar que havia uma festa brasileira. Convidei o nosso colega Ricky, que é um brasileiro de Salvador que chegou ao laboratório à pouco tempo para acabar o doutoramento, para aparecer. Às 8 ainda a festa ia bem atrasada, e fui para o filme com a Sara e a Patricia, 2 portuguesas a fazer Erasmus. O filme era o Remains of the Day, com o Anthony Hopkins e a Emma Thompson. Muito bom.

No intervalo para o segundo filme, sai para ir buscar chá e lá encontrei o Ricky que tinha acabado de chegar. A festa começava a animar, e eu dei uma volta pelas bancadas. Comprei duas pulseiras de capim dourado, um fio natural que parece ouro (não, não é pintado).

Entretanto, a muito antecipada demonstração de Capoeira começou. Muito entusiasmo e capoeiristas realmente talentosos! Até o Ricky entrou no ritmo, com mais alguns belgas que também são praticantes.

No final, fui buscar dois batidos de coco para finalizar uma excelente noite. Mais caçhaça que coco, mas do que é que estava à espera? :)

No sábado tomei um belo pequeno almoço com uma caneca de café decente, 3 croissants com manteiga e um copo de sumo de laranja. Tudo comido muito devagar, enquanto navegava pela internet. Apesar de me ter levantado tarde, estava cansada, porque depois da capoeira ainda me pus a jogar um dos meus jogos preferidos de todos os tempos, o velhinho Dune. Mesmo o primeiro, de 1993, nada dessas novas versões... E quando resolvi salvar o jogo eram... 6 da manhã! Ui!

Sai de casa por volta das 2 e pelo movimento de carros, percebia-se que as lojas estavam abertas. E se estavam! Fui direita à FNAC que estava impossível. Lá consegui comprar um livro para aprender Dutch com uns CDs para ouvir a pronunciação. Eu tenho um CD-ROM muito jeitoso para Francês e queria uma coisa do genero, mas não, disse o antipático do empregado (todos os outros foram impecáveis), não vendem de Dutch, porque se parte do princípio que as pessoas sabem, né? Que engraçado, eu por acaso já vi CDs de Português para estrangeiros na FNAC do Colombo. Duh! Moron!

Passando em frente. A Diensestraat estava a abarrotar de gente, e de vez enquanto passava uma parada de músicos a tocar músicas de Natal. Dei uma olhadela pelas montras (H&M-ugh! alguém compra roupa ali?), comprei uns sapatos que estavam com um preço aliciante, e um ferro de passar. Tudo coisas uteis, nada de consumismo! hehehe

Tinha também uma coisas para a casa que precisava de comprar na HEMA, mas estava impossível. Passo por lá durante a semana. Comprei um wafle quentinho e segui para casa satisfeita.

No domingo, preguicei demais. Fui à lavandaria, que também estava cheia, e li um bocado da "Fórmula de Deus" do José Rodrigues dos Santos. O personagem principal é completamente enjoativo, sempre a fazer-se a qualquer rabo de saia, e a escrita parece o ditado de uma aula. Rubish! O enredo está engraçado, mas o resto está a resvalar para a Margarida Rebelo Pinto.

Dei um jeito no estudio, e dei uma passadela a ferro em cima da mesa... :) O que me deu cabo das costas, portanto o resto do dia ficou logo por ali.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Jantarinho português

Ontem a Lusitana Paixão convidou-me para um jantar que ia dar ao senhorio dela (o nosso colega Koen do laboratório :)).

A coisa abriu logo com o vinho do Porto. Vinho do porto como aperitivo? Nós costumamos beber no fim da refeição. A grande especialidade culinária era arroz, essa comida tão tradicionalmente portuguesa hehehe, e ervilhas com ovos escalfados. Mas NÃO umas simples ervilhas com ovos. Levava um belo dum refogado com muita cebola, pedacinhos de bacon, tomate... uma maravilha!

No final, comemos umas castanhinhas assadas, que (culpa minha) precisavam de mais um bocado de calor. Foi a primeira vez que o Koen comeu uma castanha. Estes belgas são doidos!

No final, depois de uma garrafa de vinho espanhol (o Koen queria-nos espicaçar) que era, sem grande novidade, MAU (hehehe) e meia de vinho do Porto, que era, sem grande novidade, BOM, o ambiente ficou muito animado.

Enquanto descascavamos castanhas discursou-se sobre o algoritmo dos milagres (o Koen escreve o código) e os riscos e beneficios da pílula, conversa que concluiu com a grande frase da noite, e que acho resume o espiríto do jantar:

"Being pregnant is like smoking lots of drugs" Koen Deforche

segunda-feira, novembro 13, 2006

Christina Aguilera - Hurt

A música que está em alta rotação na minha playlist. Voz fenomenal, grande música.

"I hurt myself by hurting you."

Eu faço investigação. Sou investigadora. Estou a fazer o doutoramento num dos melhores centros de investigação da Europa.

Mas sou muito burrinha, graças a Deus! Não consegui «investigar» que no sábado era o Dia do Armistício, e portanto, feriado, e portanto, estava tudo fechado? DUH!!!!!

Plano C: voltar ao plano inicial. LOL!

Ahhhhhhhhhh!

Passo a explicar. Isto é um berro. Ora o que é que me faria berrar segundo um dos meus posts anteriores? Adivinharam... A FNAC em Bruxelas também estava fechada ao domingo.

Não, não fui lá em vão. Antes de me pôr a caminho verifiquei o horário na internet. De 2ª a sábado, das 10 às 18 ( e à sexta até às 18:30 ohhhh). Diz o meu pai "isso é que é um país desenvolvido. Não é nada deste consumismo que temos aqui em Portugal..."

Mas eu não consumi nada durante a semana e preciso do meu momento de lazer! Que tristemente é ir a uma FNAC.

Portanto entra em acção o plano B: próximo sábado não há cá nada dessas mariquices de limpar a casa! Vai-se a Bruxelas, compra-se umas coisitas e (em memória do Blennius) como um Neuhaus Fabiola... Uma bomba de calorias de chocolate negro por fora e creme fraiche por dentro.... (Sim, estou a falar de um bombom em particular e até o trato pelo nome lol)

E depois no domingo logo se limpa a casa e se vai ao Happy Was Salon ver a roupa a ser lavada, enquanto leio "A fórmula de Deus". Boa?

sábado, novembro 11, 2006

Ms. Dewey

O melhor search engine de sempre... E vai dai talvez não, porque eu nem quero procurar nada com ele. Limito-me a olhar para a Ms. Dewey e a rir.

Não sei quem é que teve esta ideia, mas adoro-a!

Apresento-vos a minha nova amiga, a Ms Dewey.

Existe vida nesta terrinha?

Ah, sábado! Nada para fazer... Levantei-me tarde, mas o que é que interessa? Preparei um bom pequeno almoço e fui deslizando pelo estudio ao som do grande Michael Buble, que para quem não conhece é tipo Frank Sinatra.

Quando acabei de comer com todas as calmas, vesti-me, até decidi colorir um bocado o dia com o meu Chanel, e lá saio eu toda contente.

E então? Está tudo fechado. Passa pouco da 1 da tarde de sábado e não está uma unica loja aberta. Ainda há bastante gente a passear pelas ruas, mas a olhar desconsolados para as montras. Dei uma volta de bicicleta e era a mesma coisa por todo o lado.

Eu queria ir à FNAC! Ia ser o meu momento da semana! Grrr...

Claro que me dirigi ao GB express da Brusselstraat onde estava toda a gente e mais alguém. Fiz as minhas comprinhas (comprei castanhas para assar!) e voltei para casa.

Mas fiquei desconsolada? Não! Se a FNAC não vem à Carolina, a Carolina vai à FNAC. Em Bruxelas. Amanhã. No City2. E se estiver fechada eu vou dar um berro!

Entretanto, para me entreter, uma vez que como amanhã vou para Bruxelas e não vou poder fazer as limpezas, fiz tudo hoje. E hoje como tinha as ferramentas apropriadas, a coisa ficou um brinquinho.

Agora, pois coitada de mim, não tenho nada para fazer senão ouvir boa música, ler um bom livro, e daqui a bocado, ir preparar um bom jantar.

A vida às vezes é realmente chata... ;)

sexta-feira, novembro 10, 2006

Glasgow, Parte 2

A minha história continua...

So, we arrived in Glasgow on the 29th, in the evening, and caught a taxi to the hotel. The driver was young and immediately asked if we were coming for the Take That concert. He had already driven another group of women that day, that had come in for the concert. And as he saw such a big group of women at the airport (before us, there was a group of more than 12 women) he guessed it might be for Take That.

We talked about things to see in Glasgow and so on, and in the middle of the highway, he suddenly pulls over to the side and tells us he has to check something. Me and my sister are imediately on the alert. I personally was ready to kick and scream my way out. He took a turn around the car and got back in and admitted that he thought something was wrong with the tires, because he felt the car wobble, but when he got out of the car he realized he was feeling dizzy.

My sister's medical training kicked in, asked how he was feeling, ordered him to eat something, which he did, asked a dozen questions and so 10 minutes passed. He told us he would call a colleague to take us the rest of the way, but he started feeling better and so, ended up taking us to our destinantion, safe and sound. But what a scare! In the end, we wished him well and off he went.

The hotel was right next to the SECC, we went up to our room, ate the sandwiches my mother had prepared, with the sodas we had bought at Heathrow, phoned my parents and went to bed.

Next day: the show

segunda-feira, outubro 30, 2006

An Inconvenient Truth

No sábado fui finalmente ver o filme do Al Gore, que é baseado principalmente nas palestras que ele tem dado nos últimos anos, mas acerca de um assunto ao qual ele se dedicou toda a sua vida política: o planeta Terra.

O que me faz repetir aquela minha pergunta de sempre: porque é que a "maior" potência mundial vota furando cartões com uma barra metálica? E porque é que o candidato com mais votos NÃO é o que é eleito Presidente?

Sem comentários. Vejam este trailer.

sábado, outubro 28, 2006

A ida a Glasgow, parte 1

A pedido de muitas famílias... ok, a pedido de várias pessoas... bem, na verdade foi só uma e nem ela pediu nada, mas eu achei por bem descrever aqui a minha aventurosa viagem a Glasgow em finais de Abril.

Isto foi o que escrevi na altura a alguns amigos:

In 2005 ,when a documentary was being done about Take That to remember the 10th aniversary of their separation, rumors started to appear, proposals were done and accepted and in the end of last year the four former members of Take That (minus Robbie Williams) held a press conference to announce that "unfortunately the rumours are true, Take That are going back on tour."

I don't remember even discussing this with my sister. It was obvious that if and when they would get together, we'd be there. Well, on the 2nd of December, 2005 tickets went on sale and Europe went mad. The 10 or so shows planned sold out in half an hour. A dozen more dates were added and then some more.

My sister and I called Wembley, called Ticketmaster, called Glasgow's SECC. Finally, at the end of the day, we had secured 2 good seats for 31st April, 2006, in Glasgow. Last month I started searching for flights and acomoditions. A week prior to the date we booked the flights and investigated some hotels. Finally did the hotel reservations about 2 days before the concert.We were all set. On the 29th afternoon we left for Glasgow... And some aventures.

sexta-feira, outubro 27, 2006

PhD

Não resisti a roubar um link ao meu amigo por proxy Blennius, ao comic Piled higher and Deeper, ou PhD, com o qual me tenho rido e identificado.

Obrigada!

quarta-feira, outubro 25, 2006

O filme da Treta

Fonte: Cinema Sapo

Estreado no passado dia 12 de Outubro em 31 salas, o "Filme da Treta”, de José Sacramento, atingiu um total de 71 mil espectadores na primeira semana de exibição, ultrapassando os valores atingidos pelo «Crime do Padre Amaro», filme português mais visto de sempre, que registou 54.000 espectadores na primeira semana.

De acordo com a distribuidora, a adesão dos espectadores foi de tal forma grande que se optou por aumentar o número de cópias em circulação de 31 para 34.

Depois do sucesso alcançado no teatro, na televisão, na rádio e na edição literária, as famosas personagens interpretadas por José Pedro Gomes e António Feio chegaram ao grande ecrã.

Rodado ao longo de apenas quatro semanas em Lisboa, o «Filme da Treta» custou cerca de 800 mil euros, suportados por apoio financeiro privado, numa co-produção que incluiu, entre outros, a SIC e a produtora Stopline, de Leonel Vieira.

A traila:

terça-feira, outubro 24, 2006

Israel Kamakawiwo'Ole - Somewhere over the rainbow

Continuando no tópico de músicas fantásticas, tinha que incluir esta, que desde o momento que vi *aquele* episódio do ER nunca mais me saiu da cabeça, e está a ser agora utilizada, com grande mágoa minha numa publicidade portuguesa a uma empresa de energia.

Esta versão de Somewhere over the rainbow/What a beautiful world é cantada por Israel Kamakawiwo'Ole, artista havaiano, que devido a sofrer de obesidade mórbida acabou por falecer aos 38 anos de complicações respiratórias.

Grande voz. Para sonhar...

Take That - Patience

Não podia obviamente deixar de pôr aqui essa grande música dessa grande banda (a qual eu ainda este ano me desloquei a Glasgow somente para ver em concerto) que está de regresso. E não quero ouvir "ah, o Robbie Williams e tal", senão estão riscados da minha lista de amigos.

Quem avisa, amigo é.

domingo, outubro 22, 2006

Literatura para porteiras

O título deste post é uma homenagem aos grandes Gatos Fedorentos.

Achei que estava relacionado, uma vez que me sinto um pouco como as porteiras do sketch. Ando numa guerra com o meu estúdio: ele teima em agarrar a sujidade, e eu insisto em esfregá-la todinha.

Quem diria que um estudio com 30 m2 tinha tanto para limpar? Também não é que haja muito para limpar, mas eu que me ajeito pouco. Tive que lavar a loiça duas vezes, usando da força bruta e do esfregão verde para o fazer, e a minha alma não descansa enquanto não lavar o chão da casa de banho (e do resto da casa).

Mas Carolina, perguntam vocês, desde quando esse veio para a limpeza?´Não sei, mas é recente. Do estilo 1 ou 2 semanas. lol

quinta-feira, outubro 19, 2006

Aventuras em Leuven, parte 2

Cair no real.

Continuo aqui em Leuven, mas acho que o stress finalmente me apanhou, agora que abrandei um pouco.

Já consegui inscrever-me na Universidade e já tenho um login e um email. Mas a internet no meu computador tarda. Talvez para a próxima semana diz o Pieter, o craque dos computadores aqui do lab.

E comecei a mudar as coisas para o meu estudio, o que pressupôs dar uma lavadela nas coisas. Ok, para comecar aquilo não estava limpo. Nem um pouco sujo. Estava sujo e não se discute mais. Ou devo dizer, estava pouco limpo, porque ali o problema era mesmo falta de limpeza. Nódoas que pareciam fazer parte da mobilia, porque já não vai para nova, e bastou um bocadinho de Cif creme e voilá! Os espelhos e vidros então nem se fala. Ando disto há dois dias e ainda tenho tanta coisa para limpar que até me passo.

Mas hoje de manhã, com a loicinha lavada, armários esfregados e frigorífico reluzente, aquela cozinha até dava gosto...

Quando me inscrevi, recebi um livro com indicacões úteis e práticas sobre viver em Leuven. E uma das coisas que mencionava era a alegria e entusiasmo do início, seguido por um período de saudade e depressão a que eles chamavam o choque cultural. Pois meus amigos, estou oficialmente a ser electrocutada!

Este fim de semana vou-me dedicar a estrafanar o dinheiro que me resta a pôr aquele estúdio como deve ser. Mais limpezas, mais decoracão e mais comida! E a seguir? O descanso do guerreiro. Vou melgar mais um bocado a Lusitada Paixão e a prima, e vamos pagar para assistir a publicidade. O sonho de qualquer criativo. Aposto que utilizam o evento para experiências de massas (mas não daquelas que se cozinham): quando se riram mais, quando não se riram, etc. É uma festa.

E a seguir?

Dormir...

quarta-feira, outubro 11, 2006

Sex bomb!

Já que estou numa de YouTube, cá vai a conjugacão de um video bem engracado com o melhor patinador no gelo de sempre, Evgeni Plushenko.

La créme de la créme

Aventuras em Leuven

Pois cá estou eu em Leuven, com quase 2 semanas já passadas, e devo dizer que não custou nem de longe tanto como eu pensava. O ponto de comparacão era a semana e meia que cá passei em Janeiro, mas também tenho que confessar que o meu estado de espirito é muito diferente.

Em Janeiro ainda estava a recuperar do forte abanão que a minha vidinha levou, e agora já passou quase um ano de grandes descobertas e alguns passos importantes.

Quase tudo correu bem aqui em Leuven: a cama que me disponibilizaram é bem confortável, os jantares que me têm feito são muito saborosos, a ajuda e conselhos indispensáveis, não tem chovido muito, e existem uns certos gatos a precisarem de mimos que compensam a falta da minha Lusa.

As excepcões foram a burocracia, porque o meu processo não estava tão avancado quanto devia, e a falta de trabalho (falta de questionarios e falta de internet). Mas mesmo essas são pequenas comparado com o resto, ou com o que seriam se estivesse em Portugal, o país da "Red Tape"!

Portanto não é com tristeza que penso em regressar, mas sim com entusiasmo. Principalmente, depois de um fim de semana de mimos da mãe. :)

Obrigada a vocês.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Trabalho procura-se

Que boa era a vida se não tivessemos que trabalhar, se pudessemos passar o dia inteiro no computador a ver mails e a falar com os amigos, ou em casa a dormir, ou a passear a ver as montras...

Pára!!!!!

Isto era bom até eu ter passado esta semana a fazer exactamente isso! Cinco dias, ok? Cinco míseros dias e eu estou a mendigar trabalho. Qualquer coisita para eu fazer!

Estou farta de ver os emails, que nunca mais chegam, os sites, que não mudam de hora em hora, ou de andar por ai. Quero um trabalhito honesto, para me sentar e dedicar a ele.

Quando meter as mãos nos questionários que tenho à minha espera em Lisboa, nem acredito!