Quando a Jill e o Kevin se casaram no final Junho, algures nos EUA, ela queria incorporar o seu amor pela danca de alguma maneira na cerimónia de casamento, talvez dancando até ao altar. Tanto Kevin como os respectivos amigos da noiva e do noivo decidiram tornar este desejo uma realidade.
Um mês depois, o video da entrada do noivo e da noiva na igreja foi colocado no YouTube, para que membros da família não presentes no casamento pudessem ver o momento.
Neste momento o video já foi visto perto de 19 milhões de vezes. É a conjuncão mais enternecedora de amizade, um grande sentido de humor, e claro a celebracão do que deve ser o momento mais feliz das vidas deles. Para sempre.
terça-feira, agosto 11, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
Efananauei...
E porque grande comédia e momentos espontâneos de rua também acontecem em Portugal, tenho que aqui pôr o exemplo.
E todos juntos: efananauei!
E todos juntos: efananauei!
quinta-feira, julho 23, 2009
O outro Armstrong
Durante a faculdade, para o trabalho de uma disciplina, calhou ao meu grupo o fármaco cisplatina. A cisplatina era na altura um fármaco novo para uso oncológico, e como o próprio nome indica, apesar de resultados muito positivos, pouco mais é do que puro veneno, uma versão injectável de platina.
Para além de ser um trabalho muito interessante, o que realmente deu uma cara à importância deste medicamento foi o ciclista Lance Armstrong. Aos 25 anos, no final de 1996, após interromper a Tour de France nesse ano devido a sintomas, Armstrong é diagnosticado com cancro testicular, com a presenca de metástases já desenvolvidas no abdomén, pulmões e cérebro. Armstrong é operado ao cérebro, o testículo removido, e faz quimioterapia agressiva com, entre outros medicamentos, cisplatina. O médico que o segue dá-lhe uma probabilidade de sobreviver inferior a 50%.
Em 1998, Armstrong apresenta-se já em excelente forma em várias provas de ciclismo internacionais e em 1999 vence a sua primeira Tour de France. O padrão repete-se até 2005, quando se retira do ciclismo, para se dedicar à Fundacão Lance Armstrong de luta contra o cancro.
O ano passado anunciou o seu regresso ao ciclismo com a intencão expressa de correr na Tour de France, e publicitar e angariar o máximo de atencão e fundos possiveis para a luta contra o cancro.
E é por isso que todos estes anos depois, Lance Armstrong continua a ser uma inspiracão, para mim e para milhões de pessoas em todo o mundo.
Para além de ser um trabalho muito interessante, o que realmente deu uma cara à importância deste medicamento foi o ciclista Lance Armstrong. Aos 25 anos, no final de 1996, após interromper a Tour de France nesse ano devido a sintomas, Armstrong é diagnosticado com cancro testicular, com a presenca de metástases já desenvolvidas no abdomén, pulmões e cérebro. Armstrong é operado ao cérebro, o testículo removido, e faz quimioterapia agressiva com, entre outros medicamentos, cisplatina. O médico que o segue dá-lhe uma probabilidade de sobreviver inferior a 50%.
Em 1998, Armstrong apresenta-se já em excelente forma em várias provas de ciclismo internacionais e em 1999 vence a sua primeira Tour de France. O padrão repete-se até 2005, quando se retira do ciclismo, para se dedicar à Fundacão Lance Armstrong de luta contra o cancro.
O ano passado anunciou o seu regresso ao ciclismo com a intencão expressa de correr na Tour de France, e publicitar e angariar o máximo de atencão e fundos possiveis para a luta contra o cancro.
E é por isso que todos estes anos depois, Lance Armstrong continua a ser uma inspiracão, para mim e para milhões de pessoas em todo o mundo.
quinta-feira, julho 09, 2009
A jovem Victoria
A rainha Victoria de Inglaterra é uma figura que toda a gente conhece, vestida de preto, figura de matrona, com uma coroa pequena no cocuruto da cabeca. A monarca que mais tempo esteve no poder.
Mas quando ela era jovem, a sua vida foi bem aventurosa e romântica. É essa a ideia por detrás deste filme, mostrar ao público um outro lado da rainha Victoria, e o seu romance com o marido, o principe Albert.
Desde o ínicio que vemos uma jovem Victoria (Emily Blunt) a ser puxada e manipulada por um lado e por outro, quer seja pela mãe (uma notável Natasha Richardson, como sempre) ou pelo Lord Melbourne (um impecável Paul Bettany). Mas quando conhece o primo Albert (Rupert Friend), que por sua vez também é manipulado pelo tio de ambos, juntos descobrem que podem ser tudo um para o outro.
E assim comecou um romance e um casamento. Victoria e Albert reinaram juntos durante 20 anos e tiveram 9 filhos antes de Albert morrer aos 42 anos. Até à sua morte aos 81 anos, a rainha vestiu luto pelo marido.
Mas quando ela era jovem, a sua vida foi bem aventurosa e romântica. É essa a ideia por detrás deste filme, mostrar ao público um outro lado da rainha Victoria, e o seu romance com o marido, o principe Albert.
Desde o ínicio que vemos uma jovem Victoria (Emily Blunt) a ser puxada e manipulada por um lado e por outro, quer seja pela mãe (uma notável Natasha Richardson, como sempre) ou pelo Lord Melbourne (um impecável Paul Bettany). Mas quando conhece o primo Albert (Rupert Friend), que por sua vez também é manipulado pelo tio de ambos, juntos descobrem que podem ser tudo um para o outro.
E assim comecou um romance e um casamento. Victoria e Albert reinaram juntos durante 20 anos e tiveram 9 filhos antes de Albert morrer aos 42 anos. Até à sua morte aos 81 anos, a rainha vestiu luto pelo marido.
quarta-feira, julho 08, 2009
Londontown
Estes post sobre as minhas idas a Londres comecam a tornar-se chatos. São sempre muito semelhantes: viagem de Eurostar, concerto dos Take That (ou musical ou teatro), compras e regresso.
Também desta vez a viagem se regeu pelas mesmas linhas, com a diferenca de estar um calor do caneco em Londres, o que tornou a visita muito agradável.
Desta vez o concerto dos meus amigos foi no novo estádio de Wembley. Sim, acreditem: 80 mil pessoas durante 4 noites.

O concerto em si foi monumental. Os nossos meninos puderam gritar "Wembley!" como qualquer banda que se preze, e devo dizer que Wembley respondeu de volta: à segunda música as minhas cordas vocais já não funcionavam.
No final do concerto, a saída do estádio foi rápida e organizada. Infelizmente, cá fora não se podia dizer a mesma coisa. Era literalmente nadar contra uma corrente de pessoas para chegar ao metro. Parámos e aproveitamos para jantar enquanto a multidão escoava.
Nos dias seguintes aproveitámos para passear, mirar os saldos, ir ao cinema, ir ver o Tate Modern. E fiz isto tudo de calcões, numa Londres de 30 graus centrigrados, onde no metro se chegava facilmente aos 40s.
No sábado regressei aqui à terrinha belga, e a actividade dos próximos tempos vai ser seguir o Tour de France.
Também desta vez a viagem se regeu pelas mesmas linhas, com a diferenca de estar um calor do caneco em Londres, o que tornou a visita muito agradável.
Desta vez o concerto dos meus amigos foi no novo estádio de Wembley. Sim, acreditem: 80 mil pessoas durante 4 noites.
O concerto em si foi monumental. Os nossos meninos puderam gritar "Wembley!" como qualquer banda que se preze, e devo dizer que Wembley respondeu de volta: à segunda música as minhas cordas vocais já não funcionavam.
No final do concerto, a saída do estádio foi rápida e organizada. Infelizmente, cá fora não se podia dizer a mesma coisa. Era literalmente nadar contra uma corrente de pessoas para chegar ao metro. Parámos e aproveitamos para jantar enquanto a multidão escoava.
Nos dias seguintes aproveitámos para passear, mirar os saldos, ir ao cinema, ir ver o Tate Modern. E fiz isto tudo de calcões, numa Londres de 30 graus centrigrados, onde no metro se chegava facilmente aos 40s.
No sábado regressei aqui à terrinha belga, e a actividade dos próximos tempos vai ser seguir o Tour de France.
terça-feira, julho 07, 2009
Espaco, a última fronteira...
Tenho recebido queixas de que nunca mais escrevi aqui no blog.
E admito, que não tenho tido muito tempo, e o tempo que tenho tido tem sido passado a absorver (tipo esponja) tudo o que tenha a ver com o Star Trek (o que é muito: 40 anos de séries e filmes), e com o longo, longo cast das séries/filmes.
É claro que os bons velhos William Shatner e Leonard Nimoy não precisam de qualquer apresentacão, mas os novos actores que prenchem o papel de Kirk e Spock, precisam.
No papel de Spock temos o Zachary Quinto, o tipo mais mau, mais vilão e mais assustador dos últimos tempos na televisão, ou não seja ele o Sylar dos Heroes. Ele é o tipo de vilão que adoramos odiar, e odiamos amar. Ao longo das 3 séries de Heroes já me conseguiu fazer rir, querer esconder atrás do sofá de medo ou pôr-me quase a chorar de pena.
A fazer de Kirk mais novo temos Chris Pine, de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas também por ser novo nesta coisa de filmes. Só tenho a dizer que me convenceu seriamente e que mais um bom actor chegou.
E admito, que não tenho tido muito tempo, e o tempo que tenho tido tem sido passado a absorver (tipo esponja) tudo o que tenha a ver com o Star Trek (o que é muito: 40 anos de séries e filmes), e com o longo, longo cast das séries/filmes.
É claro que os bons velhos William Shatner e Leonard Nimoy não precisam de qualquer apresentacão, mas os novos actores que prenchem o papel de Kirk e Spock, precisam.
No papel de Spock temos o Zachary Quinto, o tipo mais mau, mais vilão e mais assustador dos últimos tempos na televisão, ou não seja ele o Sylar dos Heroes. Ele é o tipo de vilão que adoramos odiar, e odiamos amar. Ao longo das 3 séries de Heroes já me conseguiu fazer rir, querer esconder atrás do sofá de medo ou pôr-me quase a chorar de pena.
A fazer de Kirk mais novo temos Chris Pine, de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas também por ser novo nesta coisa de filmes. Só tenho a dizer que me convenceu seriamente e que mais um bom actor chegou.
segunda-feira, junho 08, 2009
Noite Colombiana
Não, não sai da Europa, nem sequer do país. Foi uma noite Colombiana em Bruxelas.
O grupo era feminino, internacional e multi-lingue. Ora senão sejamos: uma portuguesa, que arranha um bocado de francês e espanhol, uma brasileira que arrasa em francês, portunhol e japonês, uma belga que fala um espanhol quase nativo e uma colombiana, que está aprendendo portunhol.
Chegamos a Bruxelas com muito tempo de sobra, ou não fosse esta uma festa latina e portanto atrasada. :) Depois de tomarmos uma bebida numa esplanada a aproveitar o maravilhoso sol e temperatura tépida, lá fomos ver de que se tratava a festa. Como tinha jantar, compramos senhas e escolhemos o menu. Os problemas vieram a seguir, mas lá se foram resolvendo. Não havia mesas suficientes: lá apareceram mais mesas e cadeiras. O problema maior foi a comida que nunca mais, o sol a pôr-se, a temperatura a cair, e nós sentadas no terraco. Depois de um bom par de horas, depois de falar, refilar, pedir por todos os santinhos em francês, espanhol e inglês, lá apareceu a chuleta, com arroz, couve roxa e platano. Que estava boa e quentinha. E um silêncio caiu na mesa.
A seguir havia sobremesa e um concerto. O concerto estava bem a meio quando acabámos de jantar, mas lá fomos dar uma espreitadela. A cantora, Zully Murillo, estava acompanhada pelos De La Contudencia, e tratou de dar um espetáculo que nos fez esquecer tudo o que tinha acontecido até ai: dancou pelo palco, contou histórias, numa interpretacão fantástica, como se fossemos todos velhos amigos a rever histórias da aldeia.

Ao princípio ainda nos sentámos, mas rapidamente o ritmo chamou às nossas almas latinas e era impossível ficar parada.
Acabámos por ter de sair do concerto antes do final, para ir apanhar o último comboio de volta a Leuven. E só então nos apercebemos, que se pagava bilhete para o concerto. O mal já estava feito, e corremos Bruxelas acima e abaixo (incluíndo um sprint através de um túnel, enquanto um músico/mendigo tocava alegremente acordeão, digno de um filme) atrás do último comboio, que conseguimos apanhar com minutos de sobra.
Foi uma grande noite!
O grupo era feminino, internacional e multi-lingue. Ora senão sejamos: uma portuguesa, que arranha um bocado de francês e espanhol, uma brasileira que arrasa em francês, portunhol e japonês, uma belga que fala um espanhol quase nativo e uma colombiana, que está aprendendo portunhol.
Chegamos a Bruxelas com muito tempo de sobra, ou não fosse esta uma festa latina e portanto atrasada. :) Depois de tomarmos uma bebida numa esplanada a aproveitar o maravilhoso sol e temperatura tépida, lá fomos ver de que se tratava a festa. Como tinha jantar, compramos senhas e escolhemos o menu. Os problemas vieram a seguir, mas lá se foram resolvendo. Não havia mesas suficientes: lá apareceram mais mesas e cadeiras. O problema maior foi a comida que nunca mais, o sol a pôr-se, a temperatura a cair, e nós sentadas no terraco. Depois de um bom par de horas, depois de falar, refilar, pedir por todos os santinhos em francês, espanhol e inglês, lá apareceu a chuleta, com arroz, couve roxa e platano. Que estava boa e quentinha. E um silêncio caiu na mesa.
A seguir havia sobremesa e um concerto. O concerto estava bem a meio quando acabámos de jantar, mas lá fomos dar uma espreitadela. A cantora, Zully Murillo, estava acompanhada pelos De La Contudencia, e tratou de dar um espetáculo que nos fez esquecer tudo o que tinha acontecido até ai: dancou pelo palco, contou histórias, numa interpretacão fantástica, como se fossemos todos velhos amigos a rever histórias da aldeia.

Ao princípio ainda nos sentámos, mas rapidamente o ritmo chamou às nossas almas latinas e era impossível ficar parada.
Acabámos por ter de sair do concerto antes do final, para ir apanhar o último comboio de volta a Leuven. E só então nos apercebemos, que se pagava bilhete para o concerto. O mal já estava feito, e corremos Bruxelas acima e abaixo (incluíndo um sprint através de um túnel, enquanto um músico/mendigo tocava alegremente acordeão, digno de um filme) atrás do último comboio, que conseguimos apanhar com minutos de sobra.
Foi uma grande noite!
sexta-feira, junho 05, 2009
Actos aleatórios de realidade
Já aqui tinha falado deste blog, de um paramédico do servico de ambulâncias londrino. É um blog que consegue ser engracado, contudente, sarcástico e triste, pelas histórias que conta.
O autor, Tom Reynolds, lancou recentemente o seu segundo livro baseado no blog, chamado "More Blood, More Sweat and Another Cup of Tea" (o primeiro chama-se "Blood, Sweat and Tea") e ambos se encontram gratuitamente online sob a proteccão da Creative Commons Licence, o que permite ao leitor fazer o que quiser ao livro, desde que não seja com o intuito de ganhar dinheiro.
Uma ideia fantástica, da qual Reynolds é um veemente defensor, e que aparentemente tem resultado, uma vez que o livro esgotou imediatamente na Amazon.
Para o provar, e a seu pedido, aqui disponibilizo o livro na integra.
O autor, Tom Reynolds, lancou recentemente o seu segundo livro baseado no blog, chamado "More Blood, More Sweat and Another Cup of Tea" (o primeiro chama-se "Blood, Sweat and Tea") e ambos se encontram gratuitamente online sob a proteccão da Creative Commons Licence, o que permite ao leitor fazer o que quiser ao livro, desde que não seja com o intuito de ganhar dinheiro.
Uma ideia fantástica, da qual Reynolds é um veemente defensor, e que aparentemente tem resultado, uma vez que o livro esgotou imediatamente na Amazon.
Para o provar, e a seu pedido, aqui disponibilizo o livro na integra.
quarta-feira, junho 03, 2009
E a segunda-feira...
Aqui a segunda feira foi feriado, portanto apesar de ter ido ao servico fazer manutencão das minhas célulazinhas, a maior parte do dia não foi muito diferente do domingo.
Tenho a dizer que estou com um belo tom tostado... :)
Tenho a dizer que estou com um belo tom tostado... :)
domingo, maio 31, 2009
quarta-feira, maio 20, 2009
Sherlock Holmes
Sempre fui grande fã de histórias de detectives, mas em vez de devorar todos os livros de suspense, fiquei-me por dois grandes clássicos, que são incomparáveis: Sherlock Holmes e Poirot.
Tal como adoro ler as suas aventuras, também as adaptacões ao pequeno ecrã, feitas pela competente televisão britânica, são fontes de grande prazer e entretenimento, sendo fieis ao material original.
E por essa razão o meu Poirot será sempre o David Suchet, e o meu Sherlock Holmes, o Jeremy Brett. Ainda estou a construir a minha coleccão de DVDs do Poirot, mas já há algum tempo que tenho a coleccão completa da série de TV do Sherlock Holmes, e tal como a generalidade das pessoas rendo-me à mestria de Jeremy Brett a interpretar um Holmes cerebral, cínico, sardónico, mas com uma veia de sentimento escondida debaixo do fato negro e da cara pálida.
Este ano vêm ai uma nova interpretacão de Sherlock Holmes, pelo Guy Ritchie. Como seria de esperar Holmes, representado por Robert Downey Jr, passa por arrogante, mas de repente aparece transformado num heroi de accão. Quanto à escolha do Dr. Watson, caiu brilhantemente num Jude Law que promete fazer justica ao papel, ele que, jovem e anónimo, chegou a contracenar com Jeremy Brett no original Sherlock Holmes, a fazer-se passar por, nada mais e nada menos do que uma mulher.
Já têm planos para o dia de Natal? Eu já.
Tal como adoro ler as suas aventuras, também as adaptacões ao pequeno ecrã, feitas pela competente televisão britânica, são fontes de grande prazer e entretenimento, sendo fieis ao material original.
E por essa razão o meu Poirot será sempre o David Suchet, e o meu Sherlock Holmes, o Jeremy Brett. Ainda estou a construir a minha coleccão de DVDs do Poirot, mas já há algum tempo que tenho a coleccão completa da série de TV do Sherlock Holmes, e tal como a generalidade das pessoas rendo-me à mestria de Jeremy Brett a interpretar um Holmes cerebral, cínico, sardónico, mas com uma veia de sentimento escondida debaixo do fato negro e da cara pálida.
Este ano vêm ai uma nova interpretacão de Sherlock Holmes, pelo Guy Ritchie. Como seria de esperar Holmes, representado por Robert Downey Jr, passa por arrogante, mas de repente aparece transformado num heroi de accão. Quanto à escolha do Dr. Watson, caiu brilhantemente num Jude Law que promete fazer justica ao papel, ele que, jovem e anónimo, chegou a contracenar com Jeremy Brett no original Sherlock Holmes, a fazer-se passar por, nada mais e nada menos do que uma mulher.
Já têm planos para o dia de Natal? Eu já.
quarta-feira, maio 06, 2009
E mais uma...
Estacão de comboios de Antuérpia Central. 23 de Marco, 2009. 8 horas.
Mensagem final: VTM, quarta feira, procuramos Maria.
Mensagem final: VTM, quarta feira, procuramos Maria.
terça-feira, maio 05, 2009
Na na na...
Continuando na temática da publicidade, se gostaram deste post não foram os únicos. De tal maneira que passou a ser conhecido como a dança da T-Mobile, e originou dezenas de copiancos em diversos locais.
Mas a T-Mobile decidiu aproveitar esta fama e convidou o público a aparecer em Trafalgar Square, no dia 30 de Abril, às 18h e a participar num novo evento.
O que aconteceu a seguir foi isto...
Mas a T-Mobile decidiu aproveitar esta fama e convidou o público a aparecer em Trafalgar Square, no dia 30 de Abril, às 18h e a participar num novo evento.
O que aconteceu a seguir foi isto...
sexta-feira, abril 24, 2009
Criatividade
Sempre gostei de publicidade, da capacidade de criar algo artistico, interessante, diferente, que criasse empatia com o espectador e que lhe transmitisse uma mensagem. Tudo em 30 segundos.
E às vezes as publicidades mais criativas revelam o produto mais corriqueiro, mas acabam por criar um elo entre o público e a marca, mesmo que não com o produto especificamente. E em raras ocasiões até vão mais longe.
Foi o que aconteceu com o seguinte anúncio realizado por Zé Pedro, com música de Brandi Carlile. A música fez sensação, a cantora ficou famosa e o anúncio tem honras de arte.
E no final quando se percebe o que o anúncio quer vender, é um pouco desapontante, mas não deixa de ser brilhante.
E às vezes as publicidades mais criativas revelam o produto mais corriqueiro, mas acabam por criar um elo entre o público e a marca, mesmo que não com o produto especificamente. E em raras ocasiões até vão mais longe.
Foi o que aconteceu com o seguinte anúncio realizado por Zé Pedro, com música de Brandi Carlile. A música fez sensação, a cantora ficou famosa e o anúncio tem honras de arte.
E no final quando se percebe o que o anúncio quer vender, é um pouco desapontante, mas não deixa de ser brilhante.
segunda-feira, abril 20, 2009
Cínica não mais
Já tinha ouvida falar deste video e já o tinha visto em alguns blogs, mas só de ver a cara da senhora, eu pensei (tal como toda a gente provavelmente) que ela ia cantar muito mal que toda a gente estava a publicar o video porque ela era muito má. E isso é o procedimento habitual e toda a gente se ri.
Mas eu não gosto nada de ver essas partes dos programas de talentos em que eles mostram os piores candidatos e portanto nunca tinha visto o vídeo.
Ontem carreguei no Play finalmente e, tal como ao juri do programa Britain's Got Talent, ela deixou-me de boca aberta com uma voz espectacular, a cantar uma música extraordinariamente díficil, do musical Os Miseráveis.
E no final, quando o público está de pé em euforia e ela canta "I had a dream my life would be, so different from this hell I'm living, so different now from what it seems, my life has killed the dream I dreamed." não consegui resistir a deixar cair uma lagrimazinha.
Obrigada Susan Boyle. De vez enquando precisamos de ser relembrados que no meio de tanto visual, televisão, gente fútil e bonita, marcas e publicidade, famosos e jet-setters, que existe talento real, mesmo que escondido numa senhora desempregada de 47 anos, duma aldeia da Escócia.
Mas eu não gosto nada de ver essas partes dos programas de talentos em que eles mostram os piores candidatos e portanto nunca tinha visto o vídeo.
Ontem carreguei no Play finalmente e, tal como ao juri do programa Britain's Got Talent, ela deixou-me de boca aberta com uma voz espectacular, a cantar uma música extraordinariamente díficil, do musical Os Miseráveis.
E no final, quando o público está de pé em euforia e ela canta "I had a dream my life would be, so different from this hell I'm living, so different now from what it seems, my life has killed the dream I dreamed." não consegui resistir a deixar cair uma lagrimazinha.
Obrigada Susan Boyle. De vez enquando precisamos de ser relembrados que no meio de tanto visual, televisão, gente fútil e bonita, marcas e publicidade, famosos e jet-setters, que existe talento real, mesmo que escondido numa senhora desempregada de 47 anos, duma aldeia da Escócia.
quarta-feira, abril 01, 2009
Domingo em Otegem
Há umas semanas atrás fui passar o domingo com um casal amigo belga. Depois perder o segundo comboio que tinha que apanhar, lá consegui chegar por volta do meio dia e meio à estacão onde o JP estava à espera.
Enquanto a M acabava o almoco, conversámos um bocado, e depois de um almoco bem saboroso, tratámos de negócios. Ou devo dizer lazer, uma vez que eu tinha ido para discutirmos a ida deles a Portugal em Junho, para visitarmos o Porto. De volta de mapas e calendários, mais os sites das companhias de aviacão, lá chegámos a um acordo, e eles compraram os bilhetes.
A seguir foi tempo de ir passear por fora, brincar com o Duga (o labrador castanho), ir ver os cavalos em accão, mais os cisnes, patos e galinhas. E até por à prova a resistência de um ovo: JP atirou-o para o meio do pasto, uns bons metros, e o ovo intacto, como ele provou quando o foi buscar. Mas como ele próprio confessou, a coisa nem sempre resulta tão impressionante. Às vezes faz-se mesmo omelete. :)
De seguida metemo-nos no jipe e lá fomos para Kwarmont, dar um passeio pelo campo, com o Duga a correr feito maluco atrás de nós.
Mas antes, confessei durante o almoco, que o que eles tanto comem, o witloof, ou chicória, eu nunca tinha visto na minha vida antes de vir para a Bélgica, que não era grande apreciadora, e que não fazia a mínima de onde o legume vinha (crescia nas àrvores, ou vinha do chão?).
Depois de se rirem com os meus comentários o JP prontificou-se para me levar à quinta do lado para ver de onde vinha a chicória. Lá seguimos para a quinta, onde os miúdos da casa estavam sozinhos a brincar cá fora. O JP imediatamente lhes disse que tinha uma Portuguesa que não sabia de onde vinha o witloof, ao que um dos miúdos imediatamente respondeu que não sabia falar português. Eu ri-me com a precocupacão dele e disse-lhe (em holandês) que também não sabia falar holandês, portanto estavamos quites.
Lá fomos para um dos barracões, onde a chicória cresce em contentores com água, no escuro. Em seguinda mostraram-me a máquina que corta a raiz, e como se pêla as folhas de fora à mão, para finalmente pôr em caixas e seguir para vender.
No final do dia foram-me levar novamente à estacão e segui para Leuven.
Um dia engracado e produtivo.
Enquanto a M acabava o almoco, conversámos um bocado, e depois de um almoco bem saboroso, tratámos de negócios. Ou devo dizer lazer, uma vez que eu tinha ido para discutirmos a ida deles a Portugal em Junho, para visitarmos o Porto. De volta de mapas e calendários, mais os sites das companhias de aviacão, lá chegámos a um acordo, e eles compraram os bilhetes.
A seguir foi tempo de ir passear por fora, brincar com o Duga (o labrador castanho), ir ver os cavalos em accão, mais os cisnes, patos e galinhas. E até por à prova a resistência de um ovo: JP atirou-o para o meio do pasto, uns bons metros, e o ovo intacto, como ele provou quando o foi buscar. Mas como ele próprio confessou, a coisa nem sempre resulta tão impressionante. Às vezes faz-se mesmo omelete. :)
De seguida metemo-nos no jipe e lá fomos para Kwarmont, dar um passeio pelo campo, com o Duga a correr feito maluco atrás de nós.
Mas antes, confessei durante o almoco, que o que eles tanto comem, o witloof, ou chicória, eu nunca tinha visto na minha vida antes de vir para a Bélgica, que não era grande apreciadora, e que não fazia a mínima de onde o legume vinha (crescia nas àrvores, ou vinha do chão?).
Depois de se rirem com os meus comentários o JP prontificou-se para me levar à quinta do lado para ver de onde vinha a chicória. Lá seguimos para a quinta, onde os miúdos da casa estavam sozinhos a brincar cá fora. O JP imediatamente lhes disse que tinha uma Portuguesa que não sabia de onde vinha o witloof, ao que um dos miúdos imediatamente respondeu que não sabia falar português. Eu ri-me com a precocupacão dele e disse-lhe (em holandês) que também não sabia falar holandês, portanto estavamos quites.
Lá fomos para um dos barracões, onde a chicória cresce em contentores com água, no escuro. Em seguinda mostraram-me a máquina que corta a raiz, e como se pêla as folhas de fora à mão, para finalmente pôr em caixas e seguir para vender.
No final do dia foram-me levar novamente à estacão e segui para Leuven.
Um dia engracado e produtivo.
quinta-feira, março 26, 2009
Manifestacão
Hoje vai haver uma grande manifestacão nacional do partido de extrema direita belga, aqui em Leuven.
E tradicionalmente, o pessoal da extrema esquerda junta-se para fazer oposicão. E como imaginam, duas extremas juntas dão bronca mais frequentemente do que não.
A polícia vai retirar todos os carros e bicicletas das ruas e os autocarros deixam de circular apartir das 19h.
O meu senhorio mandou-me hoje um email com os detalhes, e a pedir que evitemos o centro da cidade e a estacão, particularmente se formos estrangeiros.
O que quer dizer que hoje vou para casa mais cedo...
E tradicionalmente, o pessoal da extrema esquerda junta-se para fazer oposicão. E como imaginam, duas extremas juntas dão bronca mais frequentemente do que não.
A polícia vai retirar todos os carros e bicicletas das ruas e os autocarros deixam de circular apartir das 19h.
O meu senhorio mandou-me hoje um email com os detalhes, e a pedir que evitemos o centro da cidade e a estacão, particularmente se formos estrangeiros.
O que quer dizer que hoje vou para casa mais cedo...
quarta-feira, março 25, 2009
Descoberta
Recentemente re-descobri este jovem actor (já o tinha visto num Harry Potter) e depois de conhecer os seus últimos projectos tenho a sensação que temos um excelente actor a fazer-se. Afinal não são todos que vão do do papel de um vampiro soturno que se apaixona pela rapariga de quem deseja beber o sangue, em Twilight (à esquerda), para um carismático pintor espanhol que tem uma relação sexual com o poeta Garcia Lorca (Dali em Little Ashes, à direita).
segunda-feira, março 23, 2009
Acidental
Não sei se é por andar a ler um livro onde a heroína é a perene desastrada, mas as minhas mãos andam feitas de manteiga. Felizmente os pés/pernas não foram atacados (ainda) porque ai a coisa tornava-se mais séria, principalmente tendo em conta as escadas que eu tenho em casa...
Já há uns dias que notava que não conseguia segurar nada à primeira no laboratório: eram eppendorfs a voar em todas as direccões, mais um suporte de lixo, mas nada de muito problemático.
Ontem o dia comecou em cheio. Não conseguia separar os dois pacotes de pão pelo picotado. Uma faca e um pouco de forca bruta foram o suficiente. Os pacotes soltaram-se, um saiu disparado das minhas mãos, foi contra a caneca, que caiu no fogão e em seguida no chão, estilhacando-se nuns quantos bocados. A minha caneca favorita! Era a maior que eu tinha. Bolas!
Mais tarde, num surto de limpeza agarrei no acucareiro sem o tapar, espalhando acucar pela bancada e chão, mas felizmente não o deixando cair. Safa.
Uns malabarismos mais tarde (várias embalagens de produtos de limpeza em várias partes da casa) consegui a proeza de, ao puxar uma cadeira, quase arrancar o computador de cima da mesa. Uma caneca é chato. O Pronto e o Cif apanham-se. O computador? Fui me sentar quietinha no sofá.
Já há uns dias que notava que não conseguia segurar nada à primeira no laboratório: eram eppendorfs a voar em todas as direccões, mais um suporte de lixo, mas nada de muito problemático.
Ontem o dia comecou em cheio. Não conseguia separar os dois pacotes de pão pelo picotado. Uma faca e um pouco de forca bruta foram o suficiente. Os pacotes soltaram-se, um saiu disparado das minhas mãos, foi contra a caneca, que caiu no fogão e em seguida no chão, estilhacando-se nuns quantos bocados. A minha caneca favorita! Era a maior que eu tinha. Bolas!
Mais tarde, num surto de limpeza agarrei no acucareiro sem o tapar, espalhando acucar pela bancada e chão, mas felizmente não o deixando cair. Safa.
Uns malabarismos mais tarde (várias embalagens de produtos de limpeza em várias partes da casa) consegui a proeza de, ao puxar uma cadeira, quase arrancar o computador de cima da mesa. Uma caneca é chato. O Pronto e o Cif apanham-se. O computador? Fui me sentar quietinha no sofá.
Razão
Às vezes ter razão tem um sabor amargo.
Ontem de manhã ao ouvir que Jade Goody tinha falecido enquanto dormia, não consegui parar de pensar na situacão de que já tinha falado anteriormente aqui.
Jade Goody era uma mulher de 27 anos, mais nova que eu, semi-celebridade no Reino Unido, que no Verão passado foi diagnosticada com cancro cervical. Após operacões e quimioterapia, após a queda de cabelo, foram descobertas metástases em quase todo o corpo. Há um mês atrás foi considerada um caso terminal e transportada para casa, onde faleceu no dia da mãe, deixando dois filhos bébés e um marido.
Para ela a vacina já seria tarde de qualquer maneira, mas tenho esperanca que para as jovens que foram vacinadas este ano em Portugal (e todo o mundo), mesmo contra a fúria de pais e de pseudo-intelectuais conservadores, o futuro tenha menos esta sombra.
Ontem de manhã ao ouvir que Jade Goody tinha falecido enquanto dormia, não consegui parar de pensar na situacão de que já tinha falado anteriormente aqui.
Jade Goody era uma mulher de 27 anos, mais nova que eu, semi-celebridade no Reino Unido, que no Verão passado foi diagnosticada com cancro cervical. Após operacões e quimioterapia, após a queda de cabelo, foram descobertas metástases em quase todo o corpo. Há um mês atrás foi considerada um caso terminal e transportada para casa, onde faleceu no dia da mãe, deixando dois filhos bébés e um marido.
Para ela a vacina já seria tarde de qualquer maneira, mas tenho esperanca que para as jovens que foram vacinadas este ano em Portugal (e todo o mundo), mesmo contra a fúria de pais e de pseudo-intelectuais conservadores, o futuro tenha menos esta sombra.
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