quinta-feira, novembro 20, 2008

Quantia de conforto

No outro fim de semana fui ver o novo filme do loiro James Bond.

A accão? Magnífica, ininterrupta e dura.

A representacão? (Quase) perfeita! Se tivessem feito melhor casting do que a inglesa Gemma Arterton, tinha sido melhor. Que ela aparece pouco tempo é um alívio para o espectador. Os outros actores são todos fantásticos.

O enredo? Fraquito. Gostei do facto de ter continuidade do último filme, e lancar algumas questões para o próximo. Os filmes do Bond costumavam ser isolados, com auto-resolucão: chegava ao fim e todos os maus tinha sido apanhados e os bons sobrevivido. Apesar disso, o enredo era fininho, todo muito bem espalhadinho, correndo o risco de se esgotar a qualquer momento.

Mas o mais importante?

O Daniel Craig é um "bad ass motherf*cker". Tenho dito.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Má notícia

Ontem enquanto jantava, estava a ver a BBC para seguir as notícias sobre o novo presidente dos EUA.

Entre notícias e discursos, o pivot interrompe para dar uma notícia sobre Michael Crichton. Olho para a televisão e vejo na parte inferior do ecrã "Breaking News".

Gritei "Não!" bem alto, ainda antes de o locutor dizer que Crichton tinha morrido subitamente na 3a feira, de cancro.

Para quem o nome só por si não diz nada, Michael Crichton era um dos meus escritores favoritos, autor de Andromeda Strain (o meu livro favorito), Jurassic Park, Airframe (que na altura levantou uma grande confusão por mencionar a TAP), Terminal Man, The Sphere, Rising Sun e Disclosure, entre muitos outros. Quase todos os seus livros foram adaptados ao cinema com grande sucesso, e Crichton estava também por detrás da série ER, a qual criou, escreveu e produzia.

Ainda a estudar medicina em Harvard, comecou a escrever pequenos contos e histórias, e nos últimos livros defendia o cepticismo em relacão aos media e a aplicacão correcta de dados ciêntificos. Nos últimos anos atacou o aquecimento global e o distorcer de dados ciêntificos para favorecer campanhas ecológicas (um exemplo era Al Gore e "Uma Verdade Inconveniente"), tendo por isso perdido fãs e sido envolvido em controvérsias e editoriais.

Tenho quase todos os livros (ficcão) dele e nunca li nada dele que não gostasse, controverso ou não. No próximo ano, o seu último livro será publicado póstumamente.

Toda a gente morre. Mas não pensei que este dia chegasse tão cedo.

quarta-feira, novembro 05, 2008

"Change has come to America"


Barack Hussein Obama, o novo Presidente do Estados Unidos da América.
Ontem à noite fez-se história e estou orgulhosa de ter assistido a este momento.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Irresponsabilidade...

Hoje vi uma coisa que me incomodou bastante.

Na paragem de autocarro onde eu espero, estava uma senhora com a filha de 3 ou 4 anos. Entrámos no autocarro, eu sentei-me e fiquei a observar enquanto a senhora se manteve de pé, segurando-se com uma mão e agarrando uma mochila com a outra. A filha? Solta e por sua conta, tentando manter-se em pé com o movimento do autocarro, chegando a ir de joelhos ao chão.

Sairam 2 paragens depois, o suficiente para me deixar a esfumar no meu lugar. EU teria posto a mochila às costas e agarrado na miúda com uma mão. Ou até me tinha sentado, que havia muitos lugares.

Achei completamente incompreensivel e horroroso tal descuido. Mas se calhar devia explicar-me melhor.

No fim de semana passado, depois das compras, apanhei o autocarro para casa. Não havia lugares, portanto fui para a parte de trás do autocarro. De repente alguém me fez um sinal. Um rapaz anafado tinha um lugar vago ao lado. Sentei-me e agradeci-lhe.

20 metros à frente, para evitar bater num carro que se atravessou na rua, o autocarro teve de fazer uma travagem brusca, que mandou todos os passageiros que estavam em pé ao chão, uns por cima dos outros.

O autocarro acabou por ficar logo ali, quem podia seguiu a pé e um senhor ficou a ser observado por uma médica.

Se eu não estivesse sentada teria certamente caído por cima daquela gente toda.

Agora imaginem o que teria acontecido se esta manhã o autocarro também tivesse de fazer uma travagem súbita?

terça-feira, outubro 21, 2008

Curtas

Cabecalho no Público:

"McCain acusa Obama de querer distribuir riqueza."

Olha que sacana! Querer tirar um bocado aos ricos e dar aos pobres! Este tipo deve ser lunático. Não votem nele!

quarta-feira, outubro 15, 2008

Ghost Town

Quero ir ver este filme.

Pérola do trailer:
"Did anything unusual happen during my procedure?"
"Ah, you died."
"I died?"
"A little bit."
"For how long?"
"Seven minutes."
"A bit less."
"I died for seven minutes?"
"A bit less."
"Everybody dies..."
"Yes, but usually at the end of their lives. And just the once."

sexta-feira, outubro 10, 2008

Vacinar ou não vacinar, eis a questão…

No outro dia estava a almocar com o meu chefe, e um conhecido dele estava na mesa ao lado com a filha adolescente. A meio da refeicão pediu desculpa por interromper, e pediu a opinião do meu chefe, em relacão à vacina contra o HPV, que ajuda a prevenir o cancro do colo do útero.

O meu chefe explicou-lhe, que apesar de haver uma certa controvérsia na classe médica, que ele pessoalmente defendia o uso da vacina. Eu acenei com a cabeca, concordando totalmente, quando o senhor se vira para mim.

“Também é médica?”
“Não, sou farmacêutica.”
“Ah, mas então tem interesse.” É a reaccão imediata.

Juro que ao princípio não percebi a implicacão, mas o meu chefe rapidamente clarificou que eu não pertencia a um laboratório.

Foi ai que me caiu a moeda.

Portanto, como eu faco parte da classe farmacêutica, só defendo o uso de um medicamento, porque isso me interessa financeiramente?

Enquanto eu o fitava furiosa, o senhor lá explicou ao meu chefe, em sotto voce, como se a filha não estivesse ali mesmo ao lado, que a vacina era muito cara, que tinha duas filhas, e que se pudesse adiá-la/evitá-la…

No final, percebi que os papeis estavam invertidos e ninguém o sabia senão eu: eu, farmacêutica sedenta de dinheiro tinha levado as 3 doses da vacina, pagas e dadas pela minha mãe, outra farmacêutica, e o respeitado pai de família, estava mais preocupado com o preco da vacina do que em proteger as filhas de um cancro.

Há muitos anos atrás quando apareceu a vacina da Hepatite B, a minha mãe levou-me a mim e à minha irmã ao médico, para ele a prescrever. O médico sorriu e disse não haver necessidade, por não sermos um grupo de risco. Acho que ele estava à espera que nos tornássemos toxicodependentes, e então ai dava a vacina…

A minha mãe comprou a vacina, deu-nos as 3 doses, e mandou-nos testar aos anticorpos. Só anos mais tarde é que passou a fazer parte do plano de vacinacão nacional, mas para muita gente se calhar já foi tarde.

Eu não percebo porque é que as pessoas preferem arriscar a vida, só para poupar uns trocos...

segunda-feira, outubro 06, 2008

Surpresas

Preparava-me eu para um calmo fim de semana em casa, de preferência com muitos mimos e atencões dadas a mim mesma, pela mãe, pai, irmã e cadela, quando a minha mãe recebe um telefonema.

Do irmão.

Que foi para a Venezuela há mais de 40 anos, e com o qual não tem contacto há quase 30.

Estava em Portugal com a mulher e andava há nossa procura (ainda tinha a morada antiga).

Portanto acabou por ser um fim de semana de re-encontro, com passagem pelos albuns de fotos. E que surpresas! A minha mãe era tão magra e esbelta e o meu pai um jeitosão. :) Eu e a minha irmã ainda tentámos ver se enganavamos a minha mãe com fotos de nós em bébé, mas ela não caiu em nenhuma. Como eu disse à minha irmã: mas tu queres enganar quem te deu há luz?

Vão cá ficar um mês, para visitar o país, mas as histórias de violência e de política que eles trazem da Venezuela, arrepiam qualquer um. E fazem-nos dar gracas pelo que temos. Aqui na Europa, e em Portugal.

Agora, quanto ao Chavez, senhor primeiro: amigos, amigos, negócios à parte! (Tenho a certeza que enquanto abraca calorosamente o Chavez, o Socrates pensa "que tipinho tão horroroso, mas vamos aqui fingirmo-nos de amigos...")

quinta-feira, setembro 25, 2008

Horários

Uma das coisas que gosto na investigacão é a liberdade de horários.

Se tenho de estar em algum sítio às 8 da manhã, lá estarei sem qualquer problema. Se tenho que ficar no laboratório até às 8 da noite, não há problema.

A vantagem, é que como posso chegar às 10 da manhã ao servico, também não me importo de ficar até mais tarde. Ou até chegar cedo e sair tarde, se tiver muito trabalho. Ir ao laboratório ao fim-de-semana. Faco tudo sem ralacões, porque afinal beneficia o meu trabalho.

Pois temos aqui uma invejosa, maluca, que está no laboratório das 8 da manhã às 8 da noite todos os dias, e acha que os outros também têm que estar. E depois anda a meter macaquinhos na cabeca das chefes e a criar fricões entre o pessoal absolutamente ridiculas. Como se eu duvidasse que o P. vai para Portugal trabalhar, e preciso que me assegurem que ele não vai lá para andar a passear.

É claro, que qualquer pessoa que atira pedras também tem telhados de vidro. A nossa amiga, está 12 horas no trabalho, mas pelo meio vai à aula de bateria, às comprinhas de roupa e ao médico. Assim também eu...

Esta conversa tira-me todo o gosto de trabalhar.

Vou passar a chegar ao laboratório às 9, mas às 5 em ponto estou a sair porta fora.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Around the World

A minha festa portuguesa foi quase um estudo.

O que eu descobri: não gostam de ovos moles, nunca tinham visto tremocos, não sabem o que é uma gelatina de morango para sobremesa.

Se fiquei desiludida? Não, achei hilariante. E tenho-me deliciado com os ovos moles que eles não quiseram nem tocar...

Ontem fui ao Ginásio da universidade inscrever-me. Encontrei 2 portugueses a fazer Erasmus, acabadinhos de chegar. Tratavam-me por você e tinham 20 anitos. Estou velha!!

Fiz um jantar português, de pataniscas de bacalhau, arroz de tomate e no final pêras bébadas em vinho do Porto. O meu convidado despachou as pataniscas todas e uma garrafa de vinho alentejano. Suspeito que gostou... :)

Os rapazes do restaurante italiano no meu prédio não deixam passar niguém sem tentarem angariar clientes. Ontem, o empregado quase que me fez prometer que lá ia esta semana. "Sola o con amici?" perguntou. "Sola" respondi e ele jurou solenemente que me ia atender com toda a atencão. Acho-lhes uma piada!

Este fim de semana espero ver finalmente a minha amiga colombiana, Natália.

Na próxima semana comeco o meu Flamengo. Pela 3a vez. Sem comentários.

Estamos a planear uma viagem a Salvador da Bahia, durante o Carnaval do próximo ano. Acho que vai ser o máximo!

E finalmente, o K tem-me andado a chatear para ir fazer surf com ele e com a A., para Carcavelos. Escolhas difíceis...

segunda-feira, setembro 22, 2008

sexta-feira, setembro 19, 2008

Frio

Um dia fui juntando uma camisola, no outro um casaco, e tinha sempre frio.

Hoje vesti uma camisola grossa, meias de lã e fui buscar as botas à arrumacão.

O termómetro dizia 4 graus centígrados.

Cum caracas, pá!

quarta-feira, setembro 17, 2008

O regresso

Apesar de já ter vindo passar uns dias em Leuven, só agora considero que voltei de vez.

Na segunda-feira o aeroporto de Bruxelas estava um caos. Nao sei o que se estava a passar, mas toda aquela gente acabava por se acumular na estacão de comboios. Uma confusão!

Em casa ainda não tenho terraco, mas já há extintores em todos os andares. E no rés-do-chão abriu um restaurante italiano. O cheirinho na entrada do prédio, todos os dias quando chego a casa é algo de maravilhoso. lol Ou não fosse eu uma fã de pizzas e pastas.

Entretanto ontem, fico no laboratório até mais tarde para concluir um PCR e recebo um telefonema. Do outro lado uma voz pergunta "Carolina?". Era a Natalia, uma colombiana que conheci aqui em Leuven o ano passado numa visita que fiz a Gent. Está de volta para fazer o doutoramento. Falámos um bocado, e ficámos de nos encontrar no fim de semana. Ela anda muito ocupada com o início do ano académico, por isso dei-lhe o meu contacto para ela depois me dizer qualquer coisa.

E ainda agora recebi uma prenda directamente de Salvador da Baía,via Ricky, da Dani, a minha parceira do ski de iniciantes. :) A figura de uma Baiana, completa com mesa, acarajé, pimentos e gambas, mais umas cocadas baianas, tudo enrolado numa fitinha do Senhor do Bonfim. Adorei, não só a prenda, como a lembranca. Tenho mesmo de ir a Salvador da Baia no próximo ano.

Amanhã dou uma festa portuguesa, com os típicos chouricos, paios, queijos de cabra, marmelada, azeitonas, tremocos e pão saloio, acompanhados de vinho alentejano. Vou pôr estes belgas todos malucos com a comezaina portuguesa... lol

sexta-feira, setembro 12, 2008

Animais como nós

Ter um animal de estimação é algo que nos altera.

Ter um cão como animal de estimação é como sofrer um sismo interno. Algo dentro de nós se rearranja, os sentimentos alteram-se.

Não quero com isto excluir os gatos, mas os cães têm um comportamento diferente: vêm a correr à porta dar as boas vindas quando chegamos, deleitam-se com festas e não conseguem estar sozinhos (enquanto estiver alguém em casa estarão certamente lá ao pé). Também dependem de nós para satisfazer as suas necessidades, como comida, rua e carinho.

Quase 5 anos depois da Lusa ter chegado a nossa casa, todos mudámos. Deliciamo-nos com a sua companhia, o focinho pousado no nosso colo e as marradinhas com a cabeça a pedir para ir à rua. Chateamo-nos porque nos ladra às refeições, ressona que se farta e passea-se pela casa durante a noite, resfolegando e não deixando ninguém dormir. Preocupamo-nos quando ladra subitamente, está apática ou doente. Vamos a correr com ela para o hospital à meia-noite, quando é preciso.

A minha irmã chama-lhe bébé.
O meu pai adora brincar com ela.
A minha mãe fala com ela como se fosse uma criança pequena.
Eu dou-lhe beijos no focinho.

Será que a mimamos de mais?

Nah!!! :)


terça-feira, setembro 09, 2008

Férias

Onde estive durante 2 semanas.

Pois é, contruimos uma piscina na casa de Aveiro.
Os arranjos à volta ainda não estão feitos, pois vai ter umas sebes altas para proteger do vento e, claro, uma cerca a toda a volta com porta e fechadura, por razões de segurança.
Não tanto para nossa segurança, mas sabe-se lá quem para lá decide ir (o muro é facil de saltar) e depois ainda somos nós os responsáveis.
Mesmo assim já deu para umas banhocas e uns mergulhos, com água nos 24°C.
Pena que já tenham acabado as férias...

Google parte 2

Eu já tinha falado no imprescindivel papel do Google no caso de plágio de um trabalho meu, mas agora é que o Google se embrenhou intrinsecamente: todos os trabalhos aceites a futuros congressos serão passados pelo Google para verificar se não são cópias de outros artigos.

E isso inclui já o próximo CROI.

Adicionalmente, trabalhos aceites em congressos em que o autor não se apresente com o respectivo poster, não serão posteriormente publicados.

Muito bem.

terça-feira, agosto 12, 2008

O "Tubarão"

Não tenho visto os Jogos Olimpicos, mas vou seguindo os resumos na BBC.

E se eu, como quase meio mundo, estou de olhos postos na corrida do nadador Michael Phelps, para bater o recorde de Mark Spitz, e ganhar 8 medalhas de ouro nos mesmos Jogos (Spitz conseguiu 7 em Munique, 1972).

Mas a BBC está a levar a coisa a outro nível: em estúdio têm um Michael Phelps em cartão de tamanho real, e vão pendurando medalhas de ouro ao pescoço do boneco à medida que Phelps as vai ganhando.

Ontem a apresentadora diz "And guess who's back in the water?" e corta para imagens de água, com a banda sonora do Tubarão (Jaws). Vê-se uma perna, depois um braço a esbracejar na água. A música atinge o climax e uma cabeça sai da água: é o Michael Phelps, com a palavra PHELPS por cima da cabeça.

Hilariante.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Belgas in Portugal

Pois é.

Os meus caros amigos e colegas belgas foram a Lisboa para o casamento da Ana. E claro que o instinto portuga me obriga a ser a melhor cicerone de sempre.

Portanto andei com eles a passear por Lisboa, o que foi muito refrescante porque há muito que não via Lisboa com olhos de turista. Uma pessoa acaba por passar ao lado de coisas fantásticas todos os dias, sem reparar.

Contei-lhes um pouco da história dos monumentos, do pouco que sei e ainda me lembro, e da cidade. Ficaram surpreendidos por ter havido um tsunami em Lisboa e eles não saberem que já tinha havido tsunamis na Europa.

Depois de um jantarinho de bom peixe fresco nas Docas, ainda fomos dar uma volta de carro pela baixa e Parque das Nações.

No dia seguinte o plano era a baixa/Chiado, com especial incidência na loja da Diesel (para o Kristof). Ai foi o festim das compras, e a cultura ficou no dia anterior. Acabaram todos por seguir com sacos de roupa.

A minha mãe também não podia deixar que eles cá viessem e não fossem lá a casa comer. É uma coisa muito portuguesa: impingir comida aos convidados. ;)

Portanto a mesa foi posta com toda a cerimónia e um bacalhau à Gomez de Sá posto no forno.

Gostava de saber um resumo das coisas que eles gostaram e não gostaram de Portugal, mas pelo menos foi esta a impressão com que fiquei:

-acharam a cidade bonita,

-gostaram das lojas (mais coloridas) e dos horários (até à meia noite!)

-adoraram o tempo

-espero que também tenham gostado das pessoas.

segunda-feira, agosto 04, 2008

No sábado não tinha grande coisa para fazer, excepto ir comprar o bilhete para o Marktrock e fazer as compras para a semana.

Portanto, a seguir ao pequeno-almoço/almoço, arranjei-me e pedalei até ao centro. Andei à procura do sítio onde vendiam os bilhetes (uma vez que o quiosque na praça central estava fechado). Encontrei o Secretariado do festival, parei a bicicleta sem me dar ao trabalho de a trancar. Quando ia dar a volta à dita cuja, esta caí mesmo à minha frente, levando-me com ela.

Está longe de ser a primeira vez que caio de bicicleta, portanto levantei-me, levantei a bicicleta, sussurrei umas palavrinhas carinhosas à dita, e segui para a compra do bilhete.

Quando saí para a rua, olho para baixo e tinha a havaiana direita cheia de sangue. Oops. Dou uma espreitadela, mas com o sangue não se consegue ver nada. Lá me encosto à parede para limpar o pé e ver o que se passa. Vejo um corte mas nada de especial. No entanto a havaiana continua bem ensanguentada, e não posso ir às compras naquela figura.

Pedalo de volta para casa, onde descubro, que apesar de não ter rompido as calças (ficaram um bocado esfoladas, mas como uns rasgões até estão na moda, ninguém vai reparar lol), esfolei a perna também. Não consigo encontrar o betadine (casa de ferreiro, espeto de pau) portanto a perna e o pé são lavados com água e levam uns pensos.

O raspão na perna é pequeno, mas incha brutalmente e é o que doi mais. No domingo ainda apanhei uma ponta de febre e andei a fazer pesquisa sobre os sintomas do tétano (não tenho a vacina actualizada).

Conclusão, não fiz compras nenhumas, não arrumei a casa, e estive o fim de semana de sofá. Hoje que tive que andar mais um bocado (mas fui de autocarro!) o raspão na perna doi-me bastante, enquanto o corte que deitou o litro de sangue, está sarado e indolor. Vá-se lá perceber...

Nota mental: ir à farmácia comprar betadine e água oxigenada. Pedir para levar a vacina do tétano.

Será do calor?

Mais uma série de notícias absolutamente horriveis:

-um casal de recém-casados em lua de mel na Antigua, são assaltados a meio da noite, no ultimo dia. Ela tem morte imediata e ele ainda vai ao hospital, é transportado para Inglaterra, onde acaba por falecer.

-um maluco num autocarro no Canada, desata a esfaquear o rapaz que dormia no lugar ao lado. O motorista pára o autocarro, os passageiros fogem, mas conseguem manter o psicopata preso dentro do autocarro. Este entretêm-se a decapitar o rapaz até a polícia chegar.

-outro maluco, desta vez na Grécia, mata a namorada, decapita-a e passeia-se com a cabeça pela cidade. Quando a polícia o tenta prender ainda foge, ferindo mais umas quantas pessoas. Acabou por levar uns balázios bem merecidos e está no hospital.

Completamente horripilantes... *arrepio*